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Fortes cordas amarravam os meus pulsos, um saco preto na cabeça e a única coisa que podia fazer era ouvir!
Ouvi tudo aquilo que pretendiam fazer comigo, e o medo corre-me nas veias só de pensar.
Senti algo frio na minha pele e como impulso afastei-me.
— Chhh.
Destapou o meu rosto e dei de caras com um homem, era novo, eu não lhe dava mais que 28. O mesmo estava todo bem vestido com um terno preto e justo. Ele abaixou-se evidênciando as suas coxas grossas e voltou a passar os dedos no meu braço.
Mesmo ele sendo muito bonito, eu afastei-me.
— Eu e o Aiden não temos nada. Não vale a pena manterem-me aqui.
— Desamarrem-na.
E assim foi, desataram as cordas nos meus pulsos e eu massagei os mesmos.
— Levam-na para o meu quarto.
Ele levantou-se e pegou num copo com algum tipo de bebida dentro.
— O que? Não.
Dois homens seguravam-me e levaram-me para dentro de um enorme quarto. Cama gigante com mobília preta e detalhes vermelhos. Uma varanda enorme também com cortinados escuros e algumas prateleiras com livros e decoração. Uma televisão na parede, também grande, e um banco nos pés da cama com um cobertor felpudo branco. Acho que era a única coisa branca naquele quarto.
Em baixo da televisão algo a imitar uma lareira, o que deu um toque confortável ao lugar.
A porta que tinha sido a pouco fechada, foi aberta pelo mesmo homem bonito.
Fugi para o outro lado da cama e ele começou a rir.
— Eu não te vou fazer mal.
Ele tirou a gravata.
— Mesmo que eu queira, eu não te iria obrigar a fazer algo que não queres.
Ele fechou a porta do quarto e depois entrou noutro espaço, que penso ser a casa de banho.
— Podes te por à vontade.
Ele disse do outro lado e segundos depois ouvi o som do chuveiro.