Capítulo 28 - Recado do cupido.

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Oláááááá meus beberes ❤ voltei rápido ? Se não, eu pelo menos tentei. Preparem o coraçãozinho pra esse capítulo.

Boa leitura ❤



Hélio



Eu fiquei tão irado quando vi Brenda junto com aquele cara, o ódio me subiu à cabeça e acabei fazendo besteira. Nesses últimos dias são as coisas que eu mais ando fazendo, besteira por cima de besteira.

Eu fui um idiota total por agarra-la daquele jeito. Feito um leão faminto ao ver sua presa indefesa, eu avancei sobre ela. Brenda não era mulher para meus caprichos, eu soube disso desde que a vi. Ela é uma mulher forte e determinada no que quer. Eu não poderia ter agido daquela forma, fui imprudente e um baita de um imbecil.

Estava decidido que falaria com ela, mas apenas palavras não são suficientes. Eu estava aprontando tudo do melhor jeito possível e sabia quem poderia me ajudar nisso. Brenda merece o melhor de mim e eu mostraria à ela.

Disquei o celular o número da pessoa que me salvaria desse precipício. Meu anjo chamado Carol.

Hélio : Carol ?

Carol : Hum ?! – a ouvi resmungar do outro lado.

Hélio : Onde você tá ? Preciso da sua ajuda ?

Carol : Estou em casa, aonde mais estaria ?

Hélio : Preciso da sua ajuda, é urgente.
Carol : Se for pra dar número de alguma das minhas amigas, estou fora.
Hélio : Nunca mais te pedi isso. Eu já tenho minha mulher em mente. Pode ter certeza.

Carol : UMA CUNHADA, NÃO ACREDITO !  - soltou um grito fino, afastei o telefone do ouvido impedindo, parcialmente, que meus tímpanos explodissem.

Hélio : Pode acreditar, mas...para isso, preciso da sua ajuda.

Carol : Tô dentro ! Pode contar comigo maninho. Eu já tinha planos de visitar o papai, então...Juntaremos o útil ao agradável.

Hélio : Aqui conversaremos melhor. Até mais.

Carol : Até amanhã. Logo cedo estarei aí.

Dei um sorriso e desliguei a ligação. Essa era minha irmã. Carol sempre foi muito divertida, gosta de mostrar o seu melhor para os outros. O dia pode ter sido o pior possível, mas ela tá lá com  sorriso no rosto. O melhor, é que ela transmitia isso para as pessoas ao seu redor, a transformando nessa pessoa que todos amam.

Olhei novamente na janela e observei Brenda deitada na cadeira da piscina, sozinha. Ela estava no roupão felpudo branco, talvez tentando conter o frio do começo da noite. Eu ainda não havia descido desde que tinha feito aquele papel de idiota. Não desci nem tanto por isso, mas, pelo fato, do Henrique ainda estava lá e eu não queria dar de cara com ele. De jeito nenhum.

Eu passei a tarde vendo os dois se divertirem com brincadeiras e tudo mais. Tudo que eu não conseguia fazer com a Brenda. Eu me sentia péssimo por só enxergar isso agora, perceber o quanto começamos errado pelos motivos certos. São tantos sentimentos ao mesmo tempo, que fica difícil de organizar dentro de si mesmo. Porém uma coisa, eu tenho absoluta certeza : Eu amo Brenda, como nunca amarei outra.

Criei coragem e resolvi descer. Não teria mal algum em puxar conversa, teria ?

Logo, em seguida, quando já estava lá embaixo, sequei seu corpo por algum – o que era difícil de não fazer, Ela tinha um corpo esplêndido .

- Sabia que ficar molhada por muito tempo pode ficar resfriada – Coloquei a mão nos bolsos e a observei de longe.

-  Como se importasse com isso – Soltou um sorriso irônico.

Me aproximei e sentei na cadeira do lado. Ela sequer mexeu um músculo do corpo para me olhar. Apenas observava o céu estrelado daquela noite fria.

- Eu...quero – Limpei a garganta – pedir desculpa pelo que aconteceu mais cedo, eu sei que fui um idiota, imbecil....

- Troglodita, babaca, estúpido, grosso, rude, filho da puta...

- Tudo bem, eu sei disso – suspirei derrotado e deitei na cadeira – Só quero pedir desculpa.

- Tudo bem – falou ainda sem me olhar. Um gelo completo.

- Só isso ?

- O que quer ? Um prêmio por ter reconhecido que seu jeito de agir é, estupidamente, idiota ? – levantou impaciente.

Abri e fechei a boca várias vezes, porém não saiu nada.

- Eu desiste desse rela... nem sei se é a palavra certa para falar de nós, eu desiste por medo de que se desse errado, eu perdesse você para sempre – suspirou pesadamente – Medo. Não pense que está sendo fácil, pois não está. Agora nada explica a forma que você entrou naquele banheiro e fez o que fez – desviei o olhar envergonhado.

Eu sabia que tinha feito merda e assumia toda ela. Era tão difícil vê-la com outro, se divertir com outro, está com outro que não fosse eu.

- Eu sei que não é fácil, eu estou na mesma situação que você...eu...eu fiquei com...ciúmes – encarei seus olhos castanho-claro em meio a penumbra.

- Você não precisa ter ciúme do que não é seu. Isso, nós dois, nós não existe mais. Assim é melhor para nós dois – mexeu os braços, apontando para nós dois.

- Talvez seja o melhor para você e não para mim – falo convicto. Levanto da cadeira e tento me aproximar dela, porém é em vão. Ela se afasta.

- Não Hélio! – Vira de costas – É melhor assim, eu para um lado e você para o outro, nossos caminhos não foram trilhados juntos.

- Eu não me preocupo em corta caminho, desde que eu saiba, que você vai estar do outro lado me esperando.

- Eu...eu...preciso entrar e tomar banho – apontou o polegar para um canto qualquer que eu não vi.

Se pôs a caminhar e me deixou sozinho. Se ela pensar que essas palavras podem me fazer desistir, ela está muito enganada. Eu sei do meu sentimento por ela e sei do dela por mim e por esses sentimentos que eu lutarei para ficar a lado dela. Gastando até minha última gota de saliva e de energia, falando e demostrando o quanto eu a amo e nada irá mudar isso.

A EmpregadaOnde histórias criam vida. Descubra agora