Capítulo 46 - Apenas uma criança

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Hellooooo beberes. Tudo bom?
Sim, gente. Eu sei que demorei muito para postar, me desculpem. Mas eu estou tendo uma grande dificuldade de encontrar tempo para escrever e publicar. Juro que tentarei ser mais. Estou tendo bastante cuidado nesses últimos capítulos - sim, são os últimos - e eles são extremamente importantes e eu não quero deixar nada sem sentido.

Bom, espero que tenha lido.

Boa leitura ❤

( Narrado em 3° pessoa)

Sequestro. Dores do parto. Alegria. Tristeza. Sorrisos. Choro. Era todos os sentimentos estavam mesclados num só. Enquanto Brenda era encaminhada para o hospital junto com Melissa e Carol, Michelle dirigia o carro por uma caminho por um matagal que ela conhecia muito bem. Ela se sentia horrível e ver a carinha de assustada de Iasmin pelo retrovisor só piorava tudo.

- Por que está nos levando até aqui? – Michelle perguntou com um nó na garganta.

- Cala a boca e dirigi – Isabel bradou com a arma apontada para a cabeça da loira.

O caminho foi longo e angustiante, Michelle não tinha boas memórias daquele lugar. Tudo que tinha se passado ali era doloroso e lhe causava arrepios no corpo inteiro.

Em todo instante, ela lembrava do filho que devia está com fome e como estaria seu marido? Ela prometeu não demorar, mas eu não imaginava que aquela merda toda aconteceria.

Era muitas coisas rolando ao mesmo tempo, sentia falta de ar por segurar o choro. Talvez essa merda não tivesse acontecido se ela fosse mais independente e não ouvisse os mandados de sua avó.

Após alguns minutos, parou o carro em frente aquela casa velha e ela tentou se limitar a lembrar de tudo que aconteceu aqui. Boa parte de suas férias, ela passou junto com a avó nessa casa e sabia de cor e salteado todo o terreno. Talvez desse um jeito de salvar as duas.

- Sai do carro, eu estarei com a arma apontada para Iasmin, qualquer movimento brusco, eu mato ela – ronronou entredentes.

- Você não mataria ela, assim não terá resgate – engoliu em seco, valente por fora, pois por dentro, ela sabia que a avó era capaz de tudo e um pouco mais.

A velha lhe deu um olhar desafiador e apertou o gatilho acertando o assento ao lado de Mimi. A pequena gritou alto com as mãos no ouvido.

- Quem aqui é medrosa é você, não fale por mim – Michelle deu uma olhada para a pequena que chorava intensamente. Era melhor fazer o que Isabel pedir se ela quisesse que ninguém se machucasse.

Ela saiu do carro e foi até a porta da Iasmin e antes que ela pensasse em fazer qualquer coisa, Isabel já estava a tiracolo com o revólver apontado para sua cabeça.

- Nem pense em fazer gracinhas. Andem! – Michelle pegou Iasmin no colo e abraçou. A menina dessa vez não foi contra, ela havia percebido quem era a verdadeira vilã dessa história.

- Vai ficar tudo bem, querida. Vou tirar a gente daqui – acariciou seus cabelos castanhos.

Elas entraram na casa. A cada passo dado o rangido da madeira podia ser ouvido, Michelle nem lembrava a última vez que tinha pisado ali. O lugar estava empoeirado e com um odor terrível de cigarro e sujeira. Não tinha muita coisa ali dentro, apenas um sofá velho e sujo perto de uma lareira que estava um caos como o resto da casa.

A EmpregadaOnde histórias criam vida. Descubra agora