3¤ SEMANA (continuação)

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Alice.

Depois que Rousy saiu do quarto eu me joguei na cama, e fiquei pensando mais uma vez no que minha vida tinha se tornado, e pensei porque não fiquei nos braços de Pietro quando tive a oportunidade, porque prometi a Rousy que iria voltar? Era medo de Saulo? Ou estou ligada a essa louca família? As vezes eu não me entendia, sim, eu sabia do que Saulo é capaz, do que ele poderia fazer se descobrisse que saí da mansão, que reencontrei pessoas, mas também tenho um carinho enorme por Rousy, mesmo ela sendo tão difícil as vezes, o meu sonho era ter uma irmã, e eu tenho,  e eu preciso aproveitá-la ao máximo antes que a vida tire ela de mim. Eu me tornei outra pessoa, eu aprendi com a vida. Antes tão superior as outras pessoas, tão metida, chego a dizer que era escrota, as vezes relembro a velha Alice e sinto raiva, como eu pude ser assim? Sinto que isso me prejudicou tanto, talvez isso fosse uma lição, tudo que estou a passar, talvez lá na frente eu seja uma pessoa melhor, e inclusive já me sinto essa pessoa, hoje eu entendo mais os outros, ajudo quando precisa, e trato todos iguais, antes eu me parecia com Saulo, talvez eu esteja aceitando a idéia que ele seja meu pai, o meu velho eu um dia já foi seu retrato. Tiro um cochilo de 30 minutos, acordo com o barulho da chuva no telhado. Levanto e vou até a sala, não tem ninguém, procuro a casa toda por Rousy e não a encontro, deve estar lá fora, embaixo de alguma árvore, vou para fora, paro um pouco no meio da fazenda e aprecio aquela chuva que caía.


Olho ao redor da fazenda tentando encontrar Rousy, mas só dou de cara com Max.

A Rousy está te chamando!  - Ele fala.

Onde ela está? - Pergunto.

Ali no casebre, nos fundos da casa, ela precisa de você Alice, tomou um "porre" - Falou sério.

Tá. Vamos! - Falei preocupada.

Max vai na frente eu o sigo, a cada passo que dava sentia uma sensação ruim, temia que Rousy estivesse em apuros, chegamos ao casebre, Max abriu a porta e não vi Rousy lá, rapidamente ele fechou a porta e me agarrou pela cintura, agora sabia que era eu quem estava em apuros, gritei o mais alto que pude, mas logo Max tampou minha boca abafando meu gritos, ele saiu me arrastando, puxou um tapete empoeirado do chão, e tinha um espécie de porão, ele abriu a pequena porta e me jogou lá, em baixo, eu caí no chão de madeira, estava tudo escuro, e úmido, havia um colchão encostado a parede, Max desceu em seguida colocou uma mordaça em minha boca, me debati um pouco tentando gritar, mas levei um tapa no rosto, também me algemou e me jogou em cima do colchão.

Hoje vamos brincar muito! - Ele falou me encarando.

Eu apenas chorava.

Você vai gostar muito, é só ficar quietinha - Ele falava baixinho e sério.

Ele sobe a escada e vai embora, eu apenas chorava.

Rousy.

Escutei os gritos de Alice e imediatamente, pulei da cama de Tony, e fui procurá-la, comecei a procura por dentro de casa e não achei, fui procurar por fora da casa e também não encontrei, apesar da fazenda ser muito grande, entrei, subi o andar de cima e entrei no quarto de vovó, ela estava dormindo, sai devagar, passei no quarto de Saulo e Thayna, bati na porta e minha querida mãe abre.

Viram Alice? - Perguntei um pouco nervosa.

Saulo da um pulo da cama.

Não! - Thayná responde.

Alice sumiu? - Saulo fala desesperado vestindo uma camisa.

Eu escutei gritos dela! - Falei.

Eu não acredito que ela fugiu - Saulo falou enfurecido.

Você não escutou? Alice estava gritando - Quase gritei também.

Vocês pensam que me enganam, vocês que tramaram isso! - Ele fala.

Eu estou falando sério, Alice está em perigo - Falei.

Saulo desce as escadas com velocidade e eu o sigo. Chegando na sala, abre uma malinha que tem em cima do sofá, e tem vários instrumentos de tortura, dentro havia lâminas, ferros, facas. Ele pega, e saí, vai até o lado da casa e entra em seu carro que está estacionado.

Alice vai se arrepender por te fugido! - Ele fala saindo em alta velocidade com seu carro.

Olho para trás e vejo Tony na porta da sala meio atordoado, Thayna fica ao meu lado.

Espero que não volte nunca mais - Ela fala cheia de ódio.

Eu a encaro.

Alice não fugiu - Falei.

Aham - Ela ironiza.

Cadê Max?  - Perguntei.

Está na cidade, deve já estar chegando, se não cruzar com Saulo no caminho e ir com ele capturar a cabritinha - Ela sorriu.

Se Max não estava por ali, não poderia ter sido ele, então o que aconteceu com Alice? Eu comecei a entrar em desespero, e se ela realmente tivesse fugido? E se Saulo a capturar? Alice resistirá as torturas?

Continua...

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