Capítulo V

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"Que as flores cresçam onde o sol não bate, que o amor nasça da dor! Tudo tem um por que, e o nosso é sofrer!"-Vendida para o dono do morro __________________________________

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"Que as flores cresçam onde o sol não bate, que o amor nasça da dor! Tudo tem um por que, e o nosso é sofrer!"
-Vendida para o dono do morro
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         Acordei com um “cutuque’’ no braço e antes que eu pudesse ficar nervosa vejo Mariana e Matheus de pijama com um copo de suco na mão e atrás deles Toni com uma bandeja de café da manhã.

— Eles querem tomar café com a mãe hoje – falou e eu concordei, coloquei os dois em cima da cama e Toni colocou a bandeja na minha frente e saiu do quarto. As crianças comeram bastante e Ana veio buscá-los para se arrumarem já que hoje ainda era sexta e tinha aula e eu também fui tomar um banho por que quero levá-los hoje, como crianças se adaptam rápido.

— Não sabe bater ?– falei assim que Toni entrou no quarto novamente sem bater na porta

— Desconheço essa palavra – falou sentando na cama e me olhando fixamente

— Precisa de algo ? – ele negou com a cabeça e continuou me olhando o que me deixou desconfortável — Então por que me olha tanto assim? – conclui e ele sorriu de canto e só então percebi que ainda estava de toalha

— Você é ingênua de mais, acha que vai fazer as coisas e eu não vou descobrir certo? Acha que eu sou otário? – falou calmo, se levantando da cama e caminhando em minha direção.

— O que eu supostamente fiz para achar isso? – perguntei com a ironia na voz, mas logo me arrependi pois senti o impacto dele em meu corpo prensando o mesmo na parede

— Você acha que seu deboche vai te levar aonde? Se procurar novamente saber sobre sua antiga vida vou te devolver a ela, mas não dá forma que você quer ‐ ele terminou de falar e se afastou na mesma hora que seu corpo se afastou minha toalha caiu expondo meu corpo que estava rígido devido a pressão colocada sobre mim foram segundos até eu pegar novamente a toalha e ele suspirar e sair do meu quarto. Me arrumei mesmo em choque e desci para levar as crianças na escola como uma bela família que somos entramos os quatro no carro e descemos até a escola das crianças com apenas eles falando o quanto estavam felizes por finalmente a mamãe deles está ali participando daquele momento e eu apenas sorria. Chegamos na escola e eu desci com os gêmeos para deixá-los dentro da creche e fui barrada por uma mulher morena que aparentava ter uns vinte e nove anos

— Oi, bom dia! Infelizmente só permitimos a entrada de pai e mãe na creche, para as babás é necessário um comunicado escrito a mão pelo responsável das crianças – olhei pra ela e pelo tom do deboche ela sabia quem era o pai das crianças ela não parecia ser professora dali e sim uma mãe então apenas continuei andando sem dar importância para o que ela disse mas não fui muito longe e senti ela segurando meu braço soltei a mão da Mariana e do Matheus e puxei meu braço novamente e fixei meu olhar nela que voltou a falar as mesmas coisas e antes que eu abrisse a minha boca escuto uma voz grossa e olho para trás dela e vejo Toni, a mulher na minha frente muda de demônio para anjo em um segundo — Oi amor, estava explicando para sua babá que ela não pode ir entrando assim na escola – Toni estava com um olhar de irritação e eu não sabia se era comigo ou com a autuação,  nunca sei o que esperar dele.

—  Maíra primeiro, não sou seu “amor" então não me chame assim. Segundo essa não é a babá e sim a mãe das crianças e minha mulher, estão mais respeito com a dona disso tudo – olhei pra ele meio surpresa, não imaginei que me defenderia dessa forma.

— Mas Toni eu sou sua mulher, sempre fui – ela falou com uma voz meio embargada e ele sorriu com malícia no olhar

— Você é minha e de todos! Apenas a passa tempo de geral, então se valorize quem sabe assim não arrume um homem pra você – falou e virou as costas deixando a menina lá sem saber o que dizer

— Não precisava ser tão grosso – falei depois de termos tomado uma distância dela

— Essa menina gosta de se sentir no poder e comigo aquela ali não se cria – concluiu e continuamos andando até a sala das crianças onde fui bem recebida pela professora deles. Saindo da escola Toni foi resolver algumas coisas e eu fui caminhar pelo morro, as coisas eram diferentes do alemão, as pessoas eram mais ríspidas e não receptivas, Toni havia me dado dinheiro para eu comprar alguma coisa pra mim e como na casa dele eu não tenho absolutamente nada fui até uma perfumaria e comprei tinta vermelha, esmalte, creme, e depois comprei alguns vestidos e shorts pois blusas tenho muitas e subi de volta para a casa dele.

— Vejam só garotas, essa aqui é a “mulher” do Toni, ela acha que é melhor que a gente! – a mesma mulher da escola falava, mas agora acompanhada de mais duas garotas

— Desculpe mas estou atrasada e não tenho paciência pra essa guerrinha de homem, quer ele!? Pois bem é todo seu! – falei virando e subindo o morro mais um pouco até escutar a voz irritante dela de novo dizendo que eu não era mulher o suficiente pra satisfazer Toni e por isso ele procurava ela e as amigas, e eu fiquei tipo “eu nunca nem dormi com o cara”, mas fiquem quieta e continuei subindo queria chegar logo em casa para comer e arrumar o cabelo.

— Cuidado, piranha fora d’água morre cedo – olhei para trás já cansada das piadas e sorri.

— Você inda está viva, então isso me dá alguma esperança. Passar bem – falei e virei as costas subindo o restante do morro que ainda faltava até chegar em casa. Quando finalmente cheguei subi para o quarto e fui arrumar as coisas para pintar o cabelo, o vermelho que eu escolhi era escuro mais puxado para o vinho, fiz a mistura e comecei a aplicar no cabelo depois de um tempo tirei e tomei um banho para descansar um pouco, saindo do banho só coloquei uma blusa bem larga e fui dormir um pouco enrolei a toalha no cabelo e capotei.

“Jane!! Acorda”

— Catarina? – Toni me balança freneticamente como se o mundo tivesse acabando o que faz a toalha em meu cabelo sair e assim que consigo abrir os olhos me deparo com uma cara de espanto de Toni, como se tivesse vendo uma assombração

— Quem está morrendo? – perguntei devido ao desespero que ele me balançava, mas o mesmo continuava em silêncio olhando para o meu cabelo — Toni!? – ele me olha nos olhos e vejo a dor nos olhos dele enquanto se aproximava e como um flash sinto seu toque e sua boca no meu corpo em um beijo cheio de dor, que por algum motivo eu não parei e sim me entreguei aquele beijo.

         Eu estava sem fôlego quando ele se solta e vai em direção a porta sem dar nenhuma palavra e sai,  não demora muito Ana entra e me informa que vai pegar as crianças na creche então não precisaria me preocupar com isso, apenas concordei com a cabeça e voltei a deitar sem saber o que Toni queria comigo e também não era o momento de perguntar, a única coisa que eu sabia era que o beijo não foi por impulso e sim por uma emoção maior, só não sei se era raiva ou dor.

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Capítulo revisado

Espero que tenham gostado

Vendida Para o Dono Do Morro - Livro IHistórias para pegar e não largar. Descubra agora