"Se tu me amas, ama-me baixinho, não o grites de cima dos telhados. Deixa em paz os passarinhos. Deixa em paz a mim! Se me queres, enfim, tem de ser bem devagarinho, Amada, que a vida é breve, e o amor mais breve ainda..."
Mario Quintana
Dias depois, Victoriano ainda não havia dado sinal de vida, mas para todos, apesar da preocupação, ele apenas precisava de um tempo. Débora se dedicou em roubar mais dinheiro, Inês em conhecer Alexandre e o apresentar a todos como seu filho e no fim das contas Victoriano foi deixado de lado e todos, incluindo suas filhas, apenas esperaram que ele voltasse de sua mineFerias, sem saber eles que a causa do sumiço de Victoriano era mais grave do que eles poderiam imaginar.
No hospital, Victoriano abriu os olhos e encontrou uma bela enfermeira.
- Onde estou? - disse ele, tentando se levantar, mas sem forças para isso.
- Bom dia, Don Victoriano. O senhor está em um hospital perto do hotel no qual o senhor se hospedou. - dissea garota sorridente.
- Porque estou aqui? - indagou Victoriano atónito.
- Uma camareira te encontrou com febre alta. O senhor desenvolveu uma pneumonia e por sorte está melhor.
- Pneumonia? - Victoriano não entendia.
- O senhor deve ter tido sinais anteriores e não prestou atenção. Passou muito frio recentemente? - Victoriano olhou nos olhos da moça sorridente de belos olhos castanhos e tentou lembrar de seus feitos.
- Sim. - a enfermeira sorriu.
- Precisa se cuidar, senhor. O único jeito de vencer os problemas da vida é estando vivo.
Victoriano olhou a moça sair sorrindo e ficou pensando como uma moça tão jovem tentava dar lição de vida a ele, um quase coroa. Mas, no meio de sua indignação ele admitiu ter "dado mole".
Foram dois dias no hospital e logo Victoriano saiu com uma receita e instruções para melhores cuidados com a saúde, no entanto, ele sabia que no máximo tomaria os remédios e já. Voltou ao hotel e passou o dia pensando, tossindo, tomamdo os remédios e sem se importar em dar notícias a ninguém. Ele queria sentir a dor até o fim e voltar para enfrentar seus fantasmas.
CASA DE INÊS
Inês jantava em companhia de seus filhos, todos estavam a mesa. Inês, sentada na cadeira de anciã, olhava seus filhos sorrindo. Rosário ao seu lado direito olhando para Alexandre a sua frente o qual contava uma piada sem graça, ao lado direito de Alexandre estava Cassandra que jogava um pedaço de carne na cara de Diana logo a sua frente, a qual estava distraída em seus pensamentos, e depois se virava para Patrício, ao seu lado direito, como se nada estivesse acontecendo. Inês sorriu ao ver Diana retribuir o pedaço de carne em Cassandra e as duas sorriram em cumplicidade junto com Patrício que gargalhou ao ver a carne bater na cara de Cassandra. Estavam todos ali, felizes, finalmente. Mas, então Inês sentiu seu coração apertar, faltava alguem... Victoriano, o homem de sua vida, o qual ela não conseguia perdoar e ao mesmo tempo o único capaz de fazê-la completamente feliz. Enquanto Inês se perdeu em suas lembranças sobre Victoriano, Alexandre terminou a piada, tudo ficou silêncio e a mirada distante de Inês chamou atenção de todos.
- A senhora está bem, mãe? - indagou Alexandre e todos esperaram a resposta de Inês. Ela olhou para o filho e sorriu.
- Sim, meu amor. - se inclinou e tocou o rosto de Alexandre. - Só estava pensando...
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Inês
FanfictionCertas coisas não fazem muito sentido, como por exemplo, como uns nascem para sofrer e outros para serem felizes... Muitas coisas na vida são mistérios e a minha está cheia deles, muitos dos quais eu morrerei sem desvendar. Por algum motivo, aparent...
