XXXI - Uma Chance

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"Desde que você apareceu em minha vida os dias passados desvaneceram em preto e branco.
Desde que você apareceu em minha vida tudo mudou."
Paint my love - Michael Learns

Na caminho até o apartamento de Inês, somente ela falou e Victoriano sorriu, mesmo sentindo o quanto ela estava a parte de sua felicidade.

- O casamento será simples, na fazenda mesmo. Apenas a familia e os amigos mais intimos. Não quero pompa nem circunstâncias. Por mim não haveria festa, mas, para evitar comentários faremos festa e uma bela encenação de que estamos completamente apaixonados.

- E não estamos? - Victorino alfinetou, no entanto Inês apenas suspirou e continuou.

- Na lua de mel, visitaremos Roma. - Victoriano fez uma de surpreendido. - Sim. Precisa parecer real e eu nunca fui a Roma, seria matar três cajadadas de uma vez.

- E qual a terceira? - Inês sorriu e olhou para Victoriano.

- O dinheiro vai sair do seu bolso não do meu. Uma viajem de graça, com uma má companhia, mas vale a pena.

- Uma má companhia? Poderia jogar em sua cara o beijão que demos em poucos minutos mas não quero te irritar.

- Eu estou bêbada, peça a Deus que eu não esqueça desse pacto amanhã.

- Não vai.

- Porque a certeza?

- Eu mandei uma mensagem para Diana e ela já disse a Cassandra.

- Como? - Inês encarou e Victoriano sorriu.

- Somos eu e Diana contra sua personalidade forte e decidida.

- Então a ideia foi dela.

- Você a conhece melhor que eu.

MESES DEPOIS

Inês não participou de nada na arrumação do casamento. Era demais para ela, os sentimentos a traiam, ela se sentia emotiva e isso era um perigo. Pelo menos era o que ela pensava. O único que ela fez foi escolher o vestido e Rosário fez todo o resto.

Na fazenda, tudo estava pronto, e Inês olhava pela janela o altar cheio de rosas brancas formando um arco de flores, o tapete vermelho delineado com pétalas de rosas brancas; as mesas com panos brancos ao redor da passarela até o altar com apenas uma pequena lamparina de vidro no centro e também mesas ao redor de uma pista redonda de dança. A frente do altar. Ao sul da pista de dança, estava uma grande mesa onde ficariam os familiares e os noivos. O casamento seria no crepúsculo.

Rosário resolvia as coisas da ornamentação junto com a profissional, Cassandra acalmava a Inês e Diana a Victoriano.

- Ela está ai não esta?

- Sim, pai. Do que tem medo? - Disse Diana colocando a mão no ombro do pai.

- Que ela não apareça ou diga "não" na frente de todos.

- Ela não fará isso.

Enquanto isso no quarto reservado a Inês.

- A senhora está maravilhosa. - disse Cassandra com um sorriso de orelha a orelha. - Sabe que eu sempre sonhei com isso? Em te ter como mãe oficialmente. - Inês encarou Cassandra e sorriu, a noiva estava friamente calma. Era o que parecia.

- Você sempre foi minha filha e sempre será. - Ambas sorriram uma para a outra e rapidamente o horário da cerimônia chegou.

Victoriano esperava Inês no altar, as nuvens e a natureza ao redor dava um charme a ornamentação. Victoriano tremia, estava nervoso, temia uma recusa em última hora. Patricio sorria logo a frente dele tão feliz que acalmou um pouco o pai. "Essa alegria em Patrício ela também deve ter visto e não voltará atrás", pensou Victoriano. Foi então que a música começou anunciando a entrada da noiva.

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