A história mais esperada da série.
Os gêmeos Jonathan e Cristal Alcântara, os filhos mais do que esperado do casal Ana Júlia e Luís Renato Alcântara chegou.
Dois jovens em seu mundo estudantil.
Jonathan Alcântara, é um jovem de dezoito anos, que...
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Jasmine.
Olho pela décima vez o meu corpo seminu no espelho. Por que não sou igual as outras meninas? Pelo menos eu acho que não sou. Sei lá, elas parecem bem maiores em tudo. Peitos grandes, bunda grande, pernas grossas... Aff!!! Olho o relógio mais uma vez, acho que já estou atrasada para o nosso primeiro dia de aula.Corro para o meu armário e tiro o uniforme do colégio, vestindo-o logo em seguida.É o nosso último ano no ensino médio e depois vamos curtir as férias.
Desculpe! Eu não me apresentei a vocês. As vezes sou assim mesmo, desligada, estabanada, desequilibrada e desastrada... Um conjunto desastroso, em perfeita harmonia. Meu nome é Jasmine Vieira, Jas para os íntimos. Termino de pôr o uniforme e começo a fazer a maquiagem o mais rápido que eu posso. Deixo o lápis escorregar pela beirada dos meus olhos, fazendo um delinear perfeito. Encaro os meus olhos castanhos, quase mel e acho que ficou perfeito. Eu não me acho uma garota feia, mas também não me acho a mais bonita, tenho a pele morena clara e meus cabelos são castanhos escuros e compridos, lisos até a metade do cumprimento, que chega até a metade da minha cintura e a outra parte tem alguns cachos largos. Sou alta, magra... muito magra para o meu gosto. Acho que é por isso que Jonathan nunca me olhou com outros olhos. Suspiro de modo audível. Quem é Jonathan? Então, ele é um carinha muito legal... legal não. Ele é o cara! É lindo e tem um corpo malhado, não do tipo bombado, mas do tipo gostoso mesmo. É moreno, tem a pele bronzeada e ele ama surfar, embora se dedique ao futebol. Ele é o filho do magnata Luís Renato Alcântara, um dos maiores CEOs brasileiros, dono de uma das maiores redes de hotéis e construtora a CARAVELAS & CIA. E eu? Bom, e eu sou só a filha da empregada que foi criada junto com os filhos dos patrões e que recebeu todas as regalias que uma menina como eu poderia receber. Estudei em boas escolas, fiz viagens maravilhosas nas férias, curti ótimas baladas em salas vips, tive um baile de debutantes de dar inveja e tudo isso, e muito mais patrocinados por nada mais e nada menos do que os meus padrinhos, a tia Ana e o tio Luís Alcântara. Não sou ingrata, sei que devo muito a eles, muito mesmo. Tudo o que sou e tudo o que eu conquistei foi por causa deles.
Eu moro em uma comunidade com a Délia, ela é minha avó e trabalha para os Alcântara desde que eles se casaram e tiveram filhos, no caso os gêmeos Jonathan e Cristal, e seu irmão caçula, Caio que como eu já disse, são como irmãos para mim. Minha mãe morreu no dia que eu nasci. Ela foi mais uma vítima de bala perdida em um dos confrontos aqui na comunidade. Luís sempre insistiu para que fossemos morar com eles no Leblon. Mas minha vó é muito cabeça dura e por causa dos nossos familiares - digo, tios, primos e suas esposas - nós permanecemos aqui. Ponho a mochila nas costas e começo a descer os degraus do morro - que não são poucos - porque eu moro no lugar mais alto. Tem um lado bom nisso, eu posso ver a beleza que é o Rio de Janeiro em toda sua plenitude a noite. O lado ruim?
— Oi, Jas! — Ergo a cabeça e dou de cara com Marrento. O nome verdadeiro dele é Antônio. Quando crianças brincamos muitas vezes juntos, mas quando ele chegou na adolescência, se meteu com a gangue do Cicatriz, começou a trabalhar como aviãozinho e desde então, ele virou o braço direito do traficante e dono do morro.