Rebeca também estava nervosa, ao olhar para Marina não conseguia esquecer de seus gemidos pela ligação daquele dia, sentindo-se imediatamente excitada. Marina encostou no carro cruzando os braços à frente do corpo como proteção, tinha muito medo do que poderia acontecer ali.
— Marina, eu poderia ligar se você não tivesse bloqueado meu número depois daquele dia. — Marina engoliu a seco envergonhada. — Na segunda feira é o aniversário da Nicky, e sei que é importante para ela que você esteja.
— Rebeca. É que...
— Eu sei que seu problema é com a Isabelly, mas não se preocupe com isso, não vou permitir que ela se aproxime de você. Aliás, pode ir com seu marido se preferir.
Marina encarou o pescoço da Rebeca tendo a mesma impressão que Júlio, "a noitada foi boa". Rebeca percebeu o olhar e continuou séria.
— Tudo bem. — Disse Marina calmamente.
Rebeca aproximou-se de Marina o suficiente para que ambas ouvissem e
a respiração uma da outra. Marina sentia as mãos transpirarem e o coração bater desenfreado, encarou os olhos claros de Rebeca que fez o mesmo.
— Mary, tá aí ainda? — Disse Júlio aparecendo e fazendo Marina sair em sua direção.
"Salva pelo bêbado, obrigada Deus" — Sussurrou Marina indo até Júlio.
— Júlio, precisa de ajuda?
Marina se aproximou e ele abraçou-a se equilibrando. Rebeca rapidamente apareceu olhando a cena.
— Eu perdi as chaves do meu carro.
— Estão comigo Júlio, eu não permitiria que você dirigisse assim.
Rebeca olhou para eles arqueando a sobrancelha esquerda, irritada com os ciúmes que sentia ao vê-los tão próximos.
— Você está vendo isso Rebeca? A Mary se preocupa mais comigo do que minha ex esposa. Eu devia tê-la conhecido solteiro, Marina.
Marina sorriu, apesar de ter bebido, Júlio mantinha-se respeitoso e já tinha grande afinidade por ela.
— Vamos, Júlio, eu te levo para casa. — Disse Marina.
— Pode ir Marina, eu cuido dele. — Disse Rebeca.
— Eu prefiro ir com a Marina. — Disse Júlio sorrindo.
— Mas não vai, Júlio. Ela não vai a lugar algum com você.
Marina olhou naquele momento Rebeca que parecia nervosa, Júlio também percebeu e sorriu.
— Está enciumada minha querida Rebeca? Aliás, o que faz ainda aqui? Estava esperando Marina sair? Você sabe do que Isabelly é capaz, não sabe?
— Vamos, Júlio.
Rebeca trocou olhares com Marina e puxou Júlio que foi resmungando até seu carro. Ao entrar, respirou com dificuldade, aquela frase de Júlio foi suficiente para que Marina se desse conta de que precisava parar de ver Rebeca de outra forma.
— Você estava esperando Marina sair?
— Você deveria se preocupar com seu estado Júlio, não comigo.
— Olha Rebeca, Marina é feliz no casamento dela, não estrague isso cara.
— Eu não estou acreditando que você está querendo me dar conselhos. Irônico, não?
— Eu acabei com minha família, acho que tenho experiência o suficiente em destruição de lares.
Rebeca apertou o volante e deixou Júlio em um hotel, sabia que ele tinha razão e por um momento agradeceu que ele tivesse chegado momentos antes de fazer uma besteira. Era exatamente isso que Rebeca iria fazer naquele momento, uma grande besteira, momentos antes do Júlio chegar ela encarou os lábios da Marina com tanto desejo que podia imaginar o sabor que tinha, queria beija-la, não aguentava mais aquela agonia de sentir-se atraída por Marina.
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Luxúria
RomanceRebeca é uma mulher casada a 7 anos com Isabelly e apaixonada por sua esposa, além de ser dona de uma construtora conceituada e de uma fortuna razoável. Marina é uma engenheira bem sucedida em sua carreira e recém casada com Carlos. Mas será que o...
