POV. Dipper
Acordei no dia seguinte com uma sede absurda. Precisava de sangue — e rápido.
Desci as escadas ainda meio tonto por causa disso quando ouvi algo estranho: um coração batendo. Franzi a testa. Ontem eu não tinha escutado nada parecido. Mesmo assim, estava com sede demais para raciocinar direito. Apenas segui o som com pressa.
Minha surpresa foi enorme quando cheguei à sala de jantar e percebi que o barulho vinha de Bill.
— Bom dia, Pine Tree — disse ele, com seu bom humor irritante de sempre.
— O que significa isso, Bill? — perguntei, irritado e confuso.
— O que? — ele respondeu, fingindo não entender.
— Seu coração… — falei entre os dentes, me controlando para não pular no pescoço dele. Estava realmente difícil, e ele claramente não ajudava.
— Ah, isso? — Bill deu de ombros. — Digamos que fiquei pensando no que faria se você acordasse com sede. E, como não estava com vontade de ficar abrindo portais, decidi que seria mais prático criar um corpo humano completo para mim.
Então eu entendi. Antes, o corpo de Bill só tinha aparência humana: o coração não batia, não havia sangue correndo nas veias.
— Você tem noção do perigo disso?! — rosnei. — Eu… estou faminto.
— Não precisa se segurar, Pine Tree. — Ele virou o rosto, expondo o pescoço. — Vem. Pode beber à vontade.
Não me controlei mais.
Abocanhei seu pescoço sem hesitar. O sangue quente invadiu minha boca e só fez a fome aumentar. Eu bebi — bebi com vontade. Se fosse um humano comum, ele teria morrido há muito tempo. Nem sequer me preocupei com isso. Só parei quando fiquei satisfeito.
Quando me dei conta, estava sentado no colo de Bill. Ele me abraçava pela cintura. Olhei para seu rosto e vi uma expressão calma… quase divertida. Tentei me levantar, mas ele me segurou com mais força.
— Por que tanta pressa, Pine Tree? — provocou. — Até pouco tempo atrás você parecia bem à vontade aqui.
Um sorriso malicioso surgiu em seus lábios.
Pensamentos carregados de luxúria voltaram a nublar minha mente, apagando qualquer resquício de racionalidade.
Sorri da mesma forma. Aproximei-me devagar de seu pescoço, dei uma lambida lenta e rebolei de leve. Senti seu corpo reagir, ficando rígido, e meu sorriso só aumentou.
Olhei novamente em seus olhos.
— Vamos, Bill… — provoquei. — Não me diga que ficou tímido de novo.
— Brincar assim não tem graça — respondeu ele, de repente, me empurrando do colo.
Se não fossem meus novos reflexos, eu teria caído no chão.
Olhei para ele indignado. Como ele podia fazer isso comigo?
— Se for pra começar a brincadeira, que seja pra brincar até o fim! — rosnei, saindo dali furioso.
Idiota.
Me provoca e depois recua.
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POV. Bill
O Pine Tree vai continuar mexendo com minha cabeça até conseguir o que quer.
Enquanto ele bebia meu sangue, de vez em quando rebolava de leve, e aquilo estava me deixando completamente fora de controle.
Isso acaba hoje.
Vou dar a ele o que quer. Sexo. E então ele vai voltar ao normal.
Fui direto para o quarto dele.
— Pine Tree?
— O que foi? — respondeu, irritado.
Ele estava deitado de bruços na cama, me oferecendo uma visão nada inocente do seu belo traseiro.
— Eu pensei no que você disse e eu…
Não acredito que vou dizer isso.
Você pode deixar ele fazer isso com outro humano, uma voz irritante sussurrou na minha cabeça.
Não sei por quê, mas só de imaginar o Pine Tree na cama com outra pessoa, tomei minha decisão.
— Quero brincar até o final — disse, com um sorriso malicioso.
Ele se virou rápido, sorrindo também.
— Finalmente, Doritos. — Ele se levantou, já tirando a camisa. — Já estava pensando em arrumar outra pessoa pra isso.
Fui até ele e o beijei.
Agora não tem mais volta.
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Ódio. (Completo)
RomansaTraído pela própria irmã, Dipper vê seu mundo desmoronar. Anos depois, Bill Cipher retorna após ter passado esse tempo aprisionado na forma de uma estátua - e oferece ao garoto exatamente o que ele mais deseja: vingança. O que Dipper não esperava er...
