Tudo começou a se transtornar no instante em que o vi nas águas límpidas e cristalinas do Rio Han. Aquele jovem de feições veladas pelo véu do mistério banhava-se com tal graça que cada gesto parecia dançar entre o real e o encantamento. As curvas de seu corpo, delicadas e sedutoras, enredaram meu espírito em uma teia da mais intensa fascinação.
O ar em torno tornava-se pesado, impregnado de aromas que lembravam flores proibidas, e cada reflexo de sua tez acobreada nas águas agitava em mim um desejo que não se continha. Não havia mais lembrança de minha esposa, nem temor da ruína que poderia vir; somente a ânsia de possuir aquele corpo, de embriagar-me da presença que parecia feita para devorar-me a alma.
O coração batia com pressa desordenada, e cada suspiro do misterioso servo mascarado soava como um canto antigo, convocando meus sentidos ao pecado. Sombras dançavam na mata e na superfície do rio, como se o próprio mundo conspirasse para que eu me entregasse ao proibido. E eu cedi, então, inteiramente, ao frenesi que me consumia, consciente de que cada instante diante dele me afastava da luz da razão, mergulhando-me nas trevas sedutoras do desejo desenfreado.
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The Masked Slave
Hayran Kurgu[Reescrevendo] No reino antigo, o Jovem Rei Jeon Jeongguk, embora possuidor de coroa e riqueza, levava vida monótona ao lado de sua esposa, cuja presença lhe era morna e costumeira. Até que, num dia que não se lembra, apareceu em seus domínios um se...
