🥇 1° lugar como BadBoy
🥇 1° lugar como erótico
Harry F. Evans é tudo aquilo que uma garota evita se envolver.
Problemático, usa sarcasmo além do que se deve, tem o cabelo mais bonito do que o de muitas garotas e o pessimo habito de fumar.
Ele não...
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Primeiro, eu só saia com garotas para a minha casa, a casa delas ou um motel; segundo, eu tinha muito dinheiro, de verdade, mas odiava gastar com coisas caras como restaurantes cheios de pompa e garçons vestidos como pinguis; terceiro, eu não tinha ideia do que estava fazendo quando simplesmente chamei Theodora para sair, mesmo que tenha sido obviamente por pura duvida quase acadêmica.
Era importante saber se havia mesmo tantos queijos bons.
Ela me deu o capacete após descer da moto, seu cabelo ficou volumoso e a franja ficou de lado, a deixando perturbadoramente com um visual menos certinho que eu estava acostumado a ver nos ultimos dias.
- Esta quase virando uma motoqueira - a provoquei mesmo notando que seu rosto ainda parecia um tanto verde. Durante os quinze minutos do trajeto até o restaurante pensei que ela fosse esmagar meu diafragma de tanto me apertar, não tinh duvida alguma dos seus medos idiotas.
Ela me olhou feio, enquanto o olho castanho, quase mel, parecia me queimar como fogo, o olho azul era puro gelo.
- Não sei se consigo comer queijo - levou as mãos até abdome.
Poderia leva-la para casa, era uma ideia estupida convidar uma garota que eu mal conhecia para provar queijos com vinho, ainda dava tempo de poupar o meu bolso e os meus ouvidos.
- Acho que podemos arrumar um balde para por do lado da sua cadeira - desci da moto pondo as chaves no bolso do jeans. Provoca-la estava começando a ser divertido, principalmente pela sua mania de mostrar os dentes toda vez que eu a alfinetava.
- Você é cruel - resmungou.
Estavamos na frente de um restaurante pequeno, com uma estrutura toda de madeira, o que eu apostava que não deveria ser muito seguro quando se trabalha com fogões, no entanto, a madeira dava um ar leve ao lugar, delicado. As vigas de madeira tinham plantinhas com tufinhos brancos trepadas por toda extensão, e mesmo que minha sensibilidade tivesse quase morta, não pude deixar de admirar o quanto a simplicidade do lugar era linda.
Me voltei para Theodora e sua camisa suja. Nem com mil caralhos que ela ia entrar comigo em um lugar tão chique vestida daquele jeito.
- Precisa trocar de camisa - falei.
Ela olhou para mim, para a camisa e novamente para mim, sempre erguendo um pouco o queixo ao inclinar a cabeça para me olhar nos olhos. Ela era tão pequena...
- porque, nem está tãooooo suja - ela se virou para o restaurante, avaliou as luzes brancas suaves, as flores, as mesas com toalhas brancas e velas ( que definitivamente não era recomendado em uma estrutura de madeira), a banda com violinos. - Eu preciso trocar de camisa - se voltou para mim com os olhos arregalados.
Mudei de ideia, queria entrar com ela exatamente como estava só para rir da sua cara de constrangimento. Trabalhar tanto estava me tornando cada vez mais sadico.