🥇 1° lugar como BadBoy
🥇 1° lugar como erótico
Harry F. Evans é tudo aquilo que uma garota evita se envolver.
Problemático, usa sarcasmo além do que se deve, tem o cabelo mais bonito do que o de muitas garotas e o pessimo habito de fumar.
Ele não...
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Sem duvida levar três cafés era uma ideia estupida, principalmente considerando que eu já tinha uma pequena caixa com dois cupcakes em mãos. Mesmo assim, com acrobacias quase impecáveis pelo corredor de entrada da Empress Books, passei pela mesa de Melissa, a secretaria, e lhe entreguei os bolinhos.
- Está atrasada - pegou a caixinha com olhos famintos e o seu café.
- Eu sei - Não era novidade para mim estar fora do horário, era basicamente assim que minha vida funcionava. Qualquer estagio me demitiria por tantos atrasos em duas semanas, mas levando em conta que eu fazia mais horas extras do que todos os outros funcionários, eles não tinham muito do que reclamar.
- Raul está na sala dele - avisou, e foi para lá que eu segui meu trajeto, meu pequeno cubículo ficava ao lado da sala dele.
Alcançando a porta marrom, bati duas vezes, quando não houve resposta, abri ela parcialmente colocando minha cabeça entre a brecha. Raul tinha um jornal no colo e os pés apoiados em sua mesa, como um aristocrata.
- já disse que não precisa bater, Theo - ergueu os olhos para mim por cima da folha de jornal. Sorri entrando na salinha. Raul era gentil, até meigo, provavelmente um daqueles caras que as garotas enlouqueciam pois o consideravam bom demais.
- Cafezinho - ergui o copão e me aproximei o colocando em sua mesa. Seus dentes perfeitos apareceram em um sorriso de agradecimento. Ele tinha um cabelo castanho claro, bem cortado e impecável, e uma barba considerada charmosa, rente ao rosto.
- Não sei como sobrevivi todo esse tempo sem você aqui - comentou agarrando o copo. Contive um suspiro esperançoso. Uma garota podia sonhar com um homem daqueles, mas uma garota como eu definitivamente só sonharia.
Me despedi levando o meu copo para o pequeno quadradinho ao lado da sua sala, composto por uma parede atrás, do lado, a parede que separava a sala dele do meu cubículo e uma mesa, nada de portas, e nada de espaço para algo além da mesa e do lixeiro.
Me sentei na cadeira com rodinhas evitando o impulso de ficar girando. Cadeiras com rodinhas costumavam me distrair. Assim que vi a grade pilha de manuscritos, qualquer vontade de rodar e rodar passou.
Originalmente, minha função no estagio era apenas fazer a primeira revisão das obras, e depois de meros dois dias, a função de corrigir frases problemáticas demais ou alterar um termo por um melhor ou mais apropriado ao cenário da cena também foi atribuída a mim. Agora, depois de duas semanas, eu também avaliava manuscritos para dar minha opinião e avaliar o potencial dos mesmos para definir se seriam publicados ou não.
Quem tinha decidido isso? Eu não tinha ideia. Eu poderia contestar o salario incompatível? Fora de questão.
Peguei o primeiro da pilha e o abri.
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Comi o último biscoitinho murcho do pacote que guardava em minha gaveta.