36 - Afrodisíaco.

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Melissa estava evitando cruzar o meu caminho, e ela deveria fazê-lo

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Melissa estava evitando cruzar o meu caminho, e ela deveria fazê-lo. Não tinha completa certeza do que faria se me deparasse com ela, embora tivesse a tenra noção de que seria capaz de esgana-la para voltar a si.

Se ela fosse esperta, teria se demitido, Richard tinha dinheiro o suficiente para que ela não precisasse nem pôr os pés no chão.

Terminando metade de uma revisão, vi que faltava alguns minutos para as seis. Theodora estava proibida de fazer hora extra, a não ser que eu solicitasse, o que significava que em poucos minutos ela iria embora para seu dormitório minúsculo onde homens podiam entrar com facilidade.

Todd. Não esquecia a imagem de um garoto sem camisa na sua cama com ela vestida de maneira indecente. Devia ter fodido aquele corpinho contra a porta, da forma que eu queria, fazê-la gemer de verdade para aprender a diferença entre um garotinho e um homem. E ela teria gostado, teria gostado de me ter segurando seu pescoço ao me rodear com suas pernas conforme eu metia naquela bucetinha apertada pra cacete.

Deus, como eu queria me enterrar nela de novo. Um sonho que parecia cruelmente distante.

O namorado de meia tigela estaria esperando por ela no quarto, na tentativa de aquecer sua cama?

Fechei o punho com força.

O cheiro de jacintos se grudaria no corpo dele como uma vez já tinha ficado na minha pele?

Decidido, organizei toda a mesa e peguei os capacetes em cima da poltrona, praticamente correndo até a recepção. Não demorou mais que cinco minutos para que Theodora aparecesse, usando um jeans claro e apertado, que me lembrava vividamente como seu corpo era por baixo.

- Sei o que está pensando - disse ao se aproximar.

- É tão óbvio que estou visualizando essas roupas longe de você? - questionei, apenas para provoca-la. Passou por mim e pela entrada, me deixando falando sozinho.

Deus estava me punindo pelos meus pecados, era a unica coisa que fazia sentido.

A segui, estava me tornando bom nisso. No entanto, seus passos se aceleraram na direção do Ford estacionado. Ela era rapida como um ratinho quando estava nervosa.

- Jante comigo! - gritei, a mais de cinco passos de distância. Theo apoiou a mão na porta do carro e me encarou por cima do teto. Ao respirar, lufadas de ar ficavam aparentes pelo tempo frio.

- Porquê? - perguntou, me desafiando a lhe convencer.

- Vou estar pagando. Existe algo melhor do que esvaziar a carteira do chefe? - indaguei, sustentando seu olhar.

A passos lentos, pelo simples prazer de me torturar, ela se afastou do carro. Abdicava do meu posto de sádico, ele era todo dela.

Meus pés permaneceram no lugar enquanto ela caminhava calmamente até mim, meu peito disparando a cada passo.

Três DesejosHistórias para pegar e não largar. Descubra agora