15 - Nicotina, menta e alcool.

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Queria bater na porta dele, mas não o fiz, queria o ter chamado para jantar, mas também não o fiz

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Queria bater na porta dele, mas não o fiz, queria o ter chamado para jantar, mas também não o fiz. Queria mostrar que Raul estava errado e sendo irracional, ao mesmo tempo que queria ir até Harry só para mostrar que eu fazia o que bem entendia.

Ao invés disso, liguei para recepção e peguntei se não estavam disponibilizando pequenas porções de comida. Foi o choque saber que eles entregavam na medida que o cliente exigia. Pouco, muito pouco, muito, pra duas pessoas, pra três, pra uma batalhão.

Ele tinha mesmo mentido como Raul insinuou. Mas porquê?

Puxei a mala embaixo da cama e catei algo leve. Lá realmente era mais quente e até a brisa que entrava pela varanda aberta era boa de se sentir na pele.

Como não ocorreria nada de formal ou alguma obrigação de trabalho no fim da tarde ou a noite, coloquei um short, uma regata branca de alças finas, a qual me senti nua ao perceber que minhas pernas e braços estavam bem visiveis.

Vesti um cardigã rosa por cima, para me sentir mais confortável e fui até a porta.

Iria confronta-lo. Harry era confuso e tinha atitudes incoerentes que estavam me fazendo enlouquecer aos poucos.

Ao sair do quarto, tomei coragem e bati na sua porta.

Ela se abriu, e ao contrario de um homem de quase dois metros com cabelo cumprido, uma mulher estonteante usando apenas um robe verde apareceu.

— Harry, não é o serviço de quarto — disse olhando para dentro do quarto e depois para mim.

Não era surpresa que ele fosse ser agil, era uma viagem e estavamos em um hotel, era de se esperar que mulheres iriam parar naquele quarto.

Ela era mais alta do que eu, e tinha uma pele cor de chocolate que não possuia uma unica mancha, os labios eram cheios como uma fruta, e o Sr. Evans provavelmente deveria ter adorado beija-los. Não estava chocada. Mas uma parte desconhecida minha se sentia decepcionada.

Sem camisa, usando apenas uma bermuda, ele surgiu atrás dela. Seu olhar era o de um adolescente que é flagrado pela mãe cometendo um crime.

— Theo — otima escolha de momento para finalmente me chamar pelo apelido.

— Não quis atrapalhar — não tinha muito o que fazer naquela situação. — vejo você amanhã a noite.

Porquê eu passaria o dia todo o evitando o máximo que pudesse.

— Theo, não. espera — pediu quando eu já me afastava, desconcertada.

O que eu tinha na cabeça?

— Harry, aproveite a noite, só ia discutir algo idiota sobre a sessão de amanhã, mas não é nada de grande importância — menti, surpreendemente com muita convicção.

Ele murmurou algo para a garota ao seu lado, que me olhou feio e sumiu dentro do quarto.

— Podemos conversar agora, ela vai embora — falou calmamente. Não estavam esperando o serviço de quarto minutos atras?

Três DesejosHistórias para pegar e não largar. Descubra agora