🥇 1° lugar como BadBoy
🥇 1° lugar como erótico
Harry F. Evans é tudo aquilo que uma garota evita se envolver.
Problemático, usa sarcasmo além do que se deve, tem o cabelo mais bonito do que o de muitas garotas e o pessimo habito de fumar.
Ele não...
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Ingênua. Inocente. Inexperiente. Virgem. Eram todas as palavras que eu não iria relacionar a àquela garota atrevida.
Montada nele. Ela estava montada nele, arqueada, claramente gostando muito do que estavam fazendo. A grande merda era aquela carinha enganadora, expressando puro prazer, que não saia da minha cabeça.
Por sorte os vidros eram escuros o bastante para que eu não visse o pau de Raul ou algo do tipo.
Transando em pleno estacionamento? Que voraz, Theodora.
Trabalhar estava se tornando uma missão muito árdua com a coisinha aprontando todo tipo de coisa por ai. Primeiro, dorme na casa dele, depois agem como cães no cio. O que tinha visto de tão especial nela? Ela era exatamente o tipo de garota que eu me envolvia, com menos peito, menos bunda, menos cabelo e menos carisma.
E mesmo depois de dias, não era capaz de não pensar na curva do seu pescoço, na boca entreaberta.
- Posso entrar?- Raul só podia estar de brincadeira.
- Pode - tentei acalmar minha respiração antes que a porta abrisse, para evitar as possibilidades de agredi-lo verbalmente.
O maldito entrou em minha sala altivo, como se fosse dono do lugar ou alguma autoridade. Seu cabelo de merda muito bem penteado com gel.
Apontei para a cadeira do outro lado da mesa, para que ele se sentasse, e assim ele o fez.
- Quero discutir algo com você - disse, alinhando as lapelas de seu terno ao corpo. Tão cheio de pompa...
Sorri abertamente desejando por um cartaz na minha testa escrito "vê se eu to na esquina".
- Sou todo a ouvidos - apoiei o queixo nas mãos.
Raul tinha um olhar hostil em seu rosto, o que era incomum já que ele passava a maior parte do tempo sendo um sonso.
- Porquê vai levar Theodora na viagem? - indagou.
Ora, ora, ora.
- Experiência profissional? - Meu sorriso se alargou mais. - É uma otima oportunidade para ela.
Seu semblante permaneceu sério.
- Só leva pessoas de confiança nessas viagens, Melissa, alguma das substitutas de Melissa, até mesmo eu fui uma vez. Nunca estagiárias - Achava que ele estava com ciúmes de Theodora, mas sua observação tão especifica a minha forma de operar estava me fazendo questionar que talvez fosse ciúmes de mim. Jamais o culparia, meu cabelo exalava esse tipo de efeito mesmo nos homens.
- Há uma primeira vez pra tudo - meus comentarios despreocupados e bem humorados o irritavam, o que melhorava meu humor gradualmente.
- Porquê não Alicia?
- Porquê eu decidi que vai ser Theodora - falei firmemente. Ele não deveria estar questionando as minhas escolhas.
- Não precisava ter agido daquela forma no estacionamento - me fez recordar daquela visão que eu mesmo não me permitia esquecer. - foi rude, ela ficou constrangida.