13 - James Dean.

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Ingênua

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Ingênua. Inocente. Inexperiente. Virgem. Eram todas as palavras que eu não iria relacionar a àquela garota atrevida.

Montada nele. Ela estava montada nele, arqueada, claramente gostando muito do que estavam fazendo. A grande merda era aquela carinha enganadora, expressando puro prazer, que não saia da minha cabeça.

Por sorte os vidros eram escuros o bastante para que eu não visse o pau de Raul ou algo do tipo.

Transando em pleno estacionamento? Que voraz, Theodora.

Trabalhar estava se tornando uma missão muito árdua com a coisinha aprontando todo tipo de coisa por ai. Primeiro, dorme na casa dele, depois agem como cães no cio. O que tinha visto de tão especial nela? Ela era exatamente o tipo de garota que eu me envolvia, com menos peito, menos bunda, menos cabelo e menos carisma.

E mesmo depois de dias, não era capaz de não pensar na curva do seu pescoço, na boca entreaberta.

- Posso entrar?- Raul só podia estar de brincadeira.

- Pode - tentei acalmar minha respiração antes que a porta abrisse, para evitar as possibilidades de agredi-lo verbalmente.

O maldito entrou em minha sala altivo, como se fosse dono do lugar ou alguma autoridade. Seu cabelo de merda muito bem penteado com gel.

Apontei para a cadeira do outro lado da mesa, para que ele se sentasse, e assim ele o fez.

- Quero discutir algo com você - disse, alinhando as lapelas de seu terno ao corpo. Tão cheio de pompa...

Sorri abertamente desejando por um cartaz na minha testa escrito "vê se eu to na esquina".

- Sou todo a ouvidos - apoiei o queixo nas mãos.

Raul tinha um olhar hostil em seu rosto, o que era incomum já que ele passava a maior parte do tempo sendo um sonso.

- Porquê vai levar Theodora na viagem? - indagou.

Ora, ora, ora.

- Experiência profissional? - Meu sorriso se alargou mais. - É uma otima oportunidade para ela.

Seu semblante permaneceu sério.

- Só leva pessoas de confiança nessas viagens, Melissa, alguma das substitutas de Melissa, até mesmo eu fui uma vez. Nunca estagiárias - Achava que ele estava com ciúmes de Theodora, mas sua observação tão especifica a minha forma de operar estava me fazendo questionar que talvez fosse ciúmes de mim. Jamais o culparia, meu cabelo exalava esse tipo de efeito mesmo nos homens.

- Há uma primeira vez pra tudo - meus comentarios despreocupados e bem humorados o irritavam, o que melhorava meu humor gradualmente.

- Porquê não Alicia?

- Porquê eu decidi que vai ser Theodora - falei firmemente. Ele não deveria estar questionando as minhas escolhas.

- Não precisava ter agido daquela forma no estacionamento - me fez recordar daquela visão que eu mesmo não me permitia esquecer. - foi rude, ela ficou constrangida.

Três DesejosHistórias para pegar e não largar. Descubra agora