🥇 1° lugar como BadBoy
🥇 1° lugar como erótico
Harry F. Evans é tudo aquilo que uma garota evita se envolver.
Problemático, usa sarcasmo além do que se deve, tem o cabelo mais bonito do que o de muitas garotas e o pessimo habito de fumar.
Ele não...
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Kauan ergueu a sacola preta e eu joguei o ultimo maço de cigarros.
- Nunca sai comigo, mas eu digo que vou me livrar dos cigarros e chega em meia hora? - o encarei desacreditado.
- Ficou bêbado no meu casamento, vomitou no meu terno depois da festa e chorou no meio do discurso falando de uma garota. Merecia levar um gelo - esticou mais a boca da sacola. - o resto, jogue.
Bufando, tirei os ultimos cigarros que tinha no bolso e os joguei também.
- Não lembro de nada disso.
Kauan riu.
- Porquê como eu disse, estava bêbado, completamente - o olhar assassino indicava que as memórias não eram muito boas.
- Então porque veio?
Ele suspirou.
- Porquê está fazendo algo que venho sonhando a anos. Eu não sosseguei ate que Ivy parasse, mas você eu não podia nem tentar, era mais facil que me convencesse a fumar - disse frustrado.
- Tecnicamente eu ja convenci, mais de uma vez - recordei.
Meu amigo revirou os olhos.
- Quer um troféu por isso?
Baixei os olhos. Fazer meus amigos fumarem seria algo que Theodora certamente desaprovaria.
- Não - murmurei. Ele fechou o saco com um nó. Todo o meu estoque de cigarros para pelo menos dois meses estava ali.
- Porquê decidiu parar, sabe, depois de todo esse tempo?
Me joguei no sofá, pensando em como seria passar um dia inteiro sem um cigarro. Tinha começado por rebeldia, revolta. Eloise tinha ido embora e eu não queria mais ser o bom garoto da mamãe. E então eu não me via mais sem o cigarro, e nem sem a rebeldia.
- Porquê eu não sou mais um garoto que viu a mãe fugir e apunhalar o pai - sorri para Kauan. - Parece que está na hora de crescer.
Kauan foi até a poltrona com a sacola em mãos e ss sentou.
- É a garota, não é? - havia um brilho esperançoso em seus olhos negros. - Finalmente bateu na porta dela ou ela o viu espreitando pela janela como as milhões de vezes que se acovardou?
Meu rosto aqueceu de constrangimento.
- Não espreitei! - neguei.
Com um olhar que eu o havia ensinando, ele praticamente dizia com os olhos "a quem está querendo enganar?".
- Passou quase dois meses indo na casa dela todos os dias, Harry, tenha dó - afundou no estofado de couro sintético. - Se eu perguntar qual a refeição mais comum que ela comia, aposto que sabe.
Picles, quase todas as noites, pela janela que dava visão para a sala, ela comia picles, e eu não passava horas observando. Ia com um objetivo, e todas as vezes achava que ir embora era um favor que a fazia. Então eu me permitia vê-la por alguns minutos, ela sempre parecia irritada, frustrada. Em família Theodora até erguia cadeiras contra a irmã, completamente insana, do jeito que eu gostava.