🥇 1° lugar como BadBoy
🥇 1° lugar como erótico
Harry F. Evans é tudo aquilo que uma garota evita se envolver.
Problemático, usa sarcasmo além do que se deve, tem o cabelo mais bonito do que o de muitas garotas e o pessimo habito de fumar.
Ele não...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Todos os dias, uma dor de cabeça irritante me assolava, bem no começo da nuca. O cansaço reclamando comigo pelo mau cuidado ao meu corpo. Trabalhar com numeros era complicado, mas fazer negociações, conseguir investidores fieis e rentaveis, era a grande causa do meu tormento. Juntamente com as noites de bebedeira com Evans.
Abaixei a tela do notebook, repousando a cabeça no mesmo por um momento.
Há três meses, aquela primeira semana regada a álcool foi pelo meu orgulho jogado no lixo por Theodora. A segunda semana foi por ter sido tão desconsiderado que ao punir Harry, ela nem se atreveu a se despedir de mim.
E depois, tudo passou, no entanto, o desgraçado e cara de pau do Fitzgerald estava acabado.
Sua personalidade era tão ruim que ele nem sequer tinha amigos para acompanha-lo, e nenhum amigo se prestaria ao papel de praticamente se mudar para os bares da cidade. Exceto eu. Era o preço por ser sentimental além do necessário.
Não gostava dele, odiava sua prepotência e qualquer palavra que saia de sua boca. Mas sabia o que era sofrer por uma mulher. Como divorciado, sabia o que era acreditar no amor e ver ele ruir, apenas para descobrir que nunca havia existido.
Comovido por Harry, era como eu me encontrava, acompanhando-o dia após dia, e presenciando suas falsas delegações. Ele se achava o maioral, o grande galinha.
Mas inventava desculpas para mim e para si mesmo para se esquivar das mulheres. Ele havia se atirado em duas durante três meses, e as outras com quem tinha ido embora eram apenas sua forma de provar para mim, para o mundo e para ele que continuava sendo o mesmo Harry. Que Theodora não o havia mudado.
Patético. Ninguém estava isento de errar, ele deveria apenas ter pedido desculpas, se ajoelhado aos seus pés e implorado tanto quanto podia.
Se martirizar era uma forma das pessoas que não possuiam uma boa estima sobre si proprias lidarem com as coisas.
Ergui a cabeça, sentindo a ressaca me causar um espécime de letargia. Me levantei decidido a tomar proporções cavalares de café, até que o alcool fosse eliminado do meu corpo.
Apesar de quê, considerando minha rotina alcoólica diária, era mais facil meu corpo explodir ao acenderem um fósforo perto de mim, do que por um dia conseguir eliminar a bebida do sangue.
Sai da sala focado em não me arrastar, levantando um pé e depois o outro até chegar na maquina de café brilhante. Coloquei um refil de cappuccino, o copo abaixo da saída e apertei o botão magico.
Ha pouco tempo atrás, Theodora me trazia cafés. Desde o seu primeiro dia na Empress. Não demorou para que eu me interessasse por ela com suas visitas constantes, não costumava conviver com mulheres além de Melissa, e eu literalmente só trocava um bom dia e um boa noite com ela.
Então quanto mais a via, mais o interesse surgia. Como uma pequena brasa, a qual tentei manter acesa com muito esforço. Só que brasas se apagam facilmente.
Theo era uma boa garota, mas não tinhamos sido feitos um para o outro.
Harry não era o unico homem e nem o unico deprimente da filial no fim das contas.
O copo encheu até a boca de café e eu o peguei como se fosse a minha salvação. Porquê ele era. Se eu não tivesse disposição para convencer preston a investir com pelos menos cinco mil a mais do que o combinado, minha influência a base de detalhes ricos em numeros e estatísticas iria de uma lenda, para completamente morta. Afogada em whisky.
Me voltei para o corredor, não sendo atento o bastante para enxergar um blazer azul quando me choquei contra um corpo de baixa estatura.
O copo entornou em cima de mim, o liquido quente começando a queimar. Puxei o paletó pelos braços, afrouxando a gravata o mais rapido que podia para retirar a camisa que se grudava na minha pele fazendo-a arder. Arrebentei os botões para me livrar da roupa, e não foi surpresa encontrar a região do meu peitoral avermelhada. Doía.
- Nossa! - uma voz feminina e melodiosa me obrigou a erguer a cabeça. A cúmplice do acidente usava saia social e um terninho azul marinho. Não era alta, mas não chegava a ser tão baixa quanto Theodora Armstrong.
Esqueci da pele vermelha e queimada, esqueci que não estava vestindo uma camisa, me atrevo a dizer que esqueci até meu proprio nome assim que meus olhos foram dos cachos dourados para o par de olhos mais intensos que ja havia pousado os meus.
Ela era um anjo encarnado, só que vestida como uma empresária que poderia dominar o mundo.
Dei um passo em sua direção, completamente absorto e encantado.
Os olhos dela percorriam a parte desnuda do meu corpo em admiração, surpresa e...desejo.
- Quem é você? - precisava saber seu nome com uma urgência incompreendida.
Aqueles olhos encontraram os meus, arrebatadores. As iris azuis tinham um circulo verde ao redor das pupilas. Eles combinavam perfeitamente com o par de cílios claros.
- Grace Bottom - finalmente respondeu.
Grace. Graça. Nome digno de um anjo.
- Grace - provei o som de seu nome na minha boca. Era bom.
Ela sorriu, amplamente, e mesmo não acreditando em entidades superiores, Deus ou qualquer coisa do tipo, eu tinha certeza de uma coisa. Se havia uma divindade, ele a tinha feito pessoalmente, porquê aquele sorriso seria capaz de descarrilar um trem. Não, mil trens.
- Se continuar parado ai, eu vou ser obrigada a tirar uma foto sua para o meu blog - aproximou sua mão do meu corpo, e apontou para todo meu abdômen. - O gostosão que derramou café e se despiu ferozmente na recepção. Seria um otimo título.
Arqueei as sobrancelhas.
- Gostosão? - era a ultima coisa que esperava que saisse de sua boca rosada e carnuda.
Observei o copo com café derramado no chão e as roupas encharcadas na poça de cappuccino.
- Raul? - virei o rosto para as portas automáticas por onde Melissa entrava tirando o celular da orelha. - Meu Deus esta todo vermelho, vamos passar uma água nisso agora! - veio até mim me puxando pelo braço para o corredor do outro lado.
Grace não tirou os olhos de mim. Eu não tirei os olhos de Grace.
Acreditar em destino era crer em algo que rompia todas as variáveis de uma estatística e as mandava para o inferno. Como um cientista dos números isso ia contra minha natureza.
Mas ao perder a garota de cachos dourados do meu campo de visão, não pude deixar de pensar: se existia mesmo algo a qual somos fadados desde o berço, significava que estava destinado a encontrá-la, e eu faria com que não fosse a unica vez.
Foi como ser atingido por um raio, imediato, sem escapatória. E em toda minha vida, nem mesmo com a mulher com quem havia feito votos, tinha me sentido tão elétrico. Ninguém tinha me nocauteado tão rapido, interesse requeria tempo para ser nutrido.
Entretanto, trinta segundos na sua presença, não sabia nada sobre ela, mas já me encontrava disposto a reverter o quadro atual.
Não estava apenas disposto. Eu ia reverter as coisas. Saberia tudo sobre Grace. Porque talvez, apesar de todos os fatos científicos, das probabilidades e tudo mais. Talvez tivesse acabado de cruzar o caminho do meu destino.