🥇 1° lugar como BadBoy
🥇 1° lugar como erótico
Harry F. Evans é tudo aquilo que uma garota evita se envolver.
Problemático, usa sarcasmo além do que se deve, tem o cabelo mais bonito do que o de muitas garotas e o pessimo habito de fumar.
Ele não...
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A sala do Sr. Evans possuia as mesmas coisas que a sala de Raul. Mesmo modelo de mesa e de cadeiras, notebook e uma pilha de papeis. Exceto por alguns detalhes que provavelmente tinham sido adicionados pelo proprio Harry.
Havia uma poltrona reclinável no canto da sala, um cinzeiro que parecia a cabeça de um macaco rindo ao lado do seu computador e nada mais.
Da poltrona fofinha revisando o texto pelo meu notebook, não conseguia parar de pensar o quanto a sala parecia vazia já que ela era maior que a de Raul.
— Quanto já revisou? - Harry questionou da sua mesa, como um general.
— cerca de... vinte porcento - respondi. Ele iria me matar, era algum plano diabólico que envolvia me levar a exaustão completa.
— Estava pensando que servia para essa empresa, mas você é devagar demais - provocou com um sorriso sadico no rosto. Talvez ele fosse morrer de exaustão primeiro. Ao menos era o que aparentava.
— Paciência leva a perfeição, meu caro — retruquei, tentando me focar nas letras, palavras e frases que as vezes se embaralhavam na minha cabeça.
— Aposto que todos os lerdos dizem isso — rebateu.
Ele tinha dez anos de idade e eu não gastaria meu tempo discutindo com alguém que estava agindo como criança. O tempo corria e eu tinha que me apressar mesmo, já estava vinte minutos atrasada e por sorte o livro não era tão grande.
— Eu tenho que ir a um jantar — talvez o Raul também não tivesse saído, se não ele teria ligado — porquê não me pediu ajuda ontem se estava tão atrasado?
Ele me olhou feio.
— Primeiro: não pedi sua ajuda hoje, você se ofereceu, segundo: eu iria terminar metade disso em casa, mas houveram contratempos — foi vago. Ele não sabia mesmo como demonstrar gratidão. — Pode simplesmente remarcar seu jantar, aposto que ele irá entender, é só dizer que está trabalhando comigo.
Derrotada e frustrada, peguei o celular que estava afundando na poltrona em um dos espaços perto do braço da mesma.
Tinha o número de Raul, Melissa e Mary que trabalhava nos arquivos com Alicia, desde o primeiro dia de estágio. Todos tinham dado por cortesia.
Quando me imaginei finalmente ligando ou mandando mensagem para Raul, achava que séria para confirmar o horario que eu iria sair, e não para cancelar o encontro.
"Emergência. Senhor Evans esta atolado com as revisões, sou a unica chance de entregarmos tudo no prazo. Podemos remarcar?"
Enviei a mensagem para ele, sentindo meu coração e as expectativas, que prometi que não iria criar, afundarem.
Poderia ser loucura, mas Raul indicava estar tão empolgado quanto eu para a noite que íamos ter. Ele ficaria magoado? Ele me odiaria? Ele desistiria da ideia absurda de sair comigo?