🥇 1° lugar como BadBoy
🥇 1° lugar como erótico
Harry F. Evans é tudo aquilo que uma garota evita se envolver.
Problemático, usa sarcasmo além do que se deve, tem o cabelo mais bonito do que o de muitas garotas e o pessimo habito de fumar.
Ele não...
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— tem mesmo coragem, sabia? — Alicia fuçou a sacola com lingeries na minha cama.
Não gastava com besteira, a maior parte do meu salario era para manter o financiamento do dormitório na faculdade. Por sorte eu tinha meia bolsa, o que tornava as coisas mais leves.
Como iria passar a noite na casa de Harry, sai cedo o bastante para não me atrasar para o trabalho e comprar algumas coisas antes de sair.
— Só tenho uma irmã, me desculpe —falei a observando avaliar as peças. — Mas se não quiser ajudar posso pedir ajuda a outra pessoa...
Ela me fuzilou na ponta da cama.
— A quem vai pedir ajuda? A mamãe? Ela vai convencer você de que usar qualquer coisa com estampa de animal print é sexy e ainda vai lher dar uma palestra sobre sexo oral — estendeu um conjunto azul, era modesto. Uma calcinha box de renda, porque usar coisas fininhas que mal cobriam as partes intimias estava fora de questão; para acompanhar, um sutiã da mesma cor, sem bojo ou aros de ferro, apenas uma bela renda.
— posso mandar fotos para a Grace — mencionei minha colega de dormitório, a qual não suportava a minha irmã, e minha irmã não a suportava.
— Ela tem tanta experiência com homens quanto você — rolou os olhos. — gosto do azul, não é muito provocante, mas... combina com você.
Os quatro conjuntos eram lindos, no entanto também tinha preferido o mesmo.
— Me desculpe, por isso, isso tudo, o Harry...
Ela riu.
— Estou acostumada a ter você roubando minhas coisas, Theo — não tinha humor na sua voz. — Minha mãe, meus brinquedos, minhas roupas, agora finalmente chegamos na fase dos homens.
Me mantive calma.
— Ela também é minha mãe.
Alicia sorriu, me olhando com pena.
— Theo, não é a mesma coisa — falou desdenhosamente.
Enruguei a testa.
—porque não?
Ela largou as peças que tinha em mãos e fixou os olhos frios em mim.
— Eu tive um pai, ele era o amor da vida da mamãe, eles eram casados. Eu fui fruto de amor, algo esperado — Não estava gostando do seu tom. — você é consequência de uma noite de sexo com um dos estranhos que ela dormiu para superar a morte do meu pai.
Odiava ser recordada disso, mas quando as coisas não estavam bem entre nós, Alicia sempre o fazia.
Não me incomodava em não ter um pai, em nem sequer saber seu nome. Minha mãe havia me dado amor o bastante e tudo que eu pudesse precisar, mas Alicia conseguia me tornar um grande erro na familia Armstrong sempre que queria. E ela era boa em me convencer do mesmo.