Capitulo- 48

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Eron

Minha mãe  correu para o meu quarto onde eu estava tendo uma seria discussão  com Glória.

Chegou atordoada, alarmada com os gritos e choro dela  .

Olhei minha mãe com um desprezo, lembrando de tudo o que ela tinha feito a mim e a Paula e que por hora eu tinha que ficar calado para não  quebrar a promessa que tinha feito ao meu amor.

Era só  por este motivo.

A minha mala estava quase pronta quando Glória  entrou em nosso quarto e falou:

- Vai viajar meu bem?

- Não.  Estou indo embora desta casa, porque nós  dois sabemos que o nosso casamento acabou.

- Como assim, acabou? Ficou louco?

- Não,  Glória,  não estou louco , eu fiquei louco e cego por muito tempo, mas sempre tem um dia que a gente acorda e decide que  tem que tomar uma decisão  e virar a página.

Eu não sabia precisar qual era a expressão de Glória,  raiva?dor?Não sei ... , mas não  era coisa boa quando me gritou :

- Eu espero um filho seu! Um filho que você  sempre quis .Você  não  pode me deixar, nós  nos amamos.

- O quê?

Eu não  podia crer em tanto cinismo, e estava me controlando para não partir para cima daquela mulher. Ela merecia uns tapas,  mas eu nunca fui um homem violento e sei o que é  correto. Não  iria sujar as minhas mãos  com ela.
Não  valia a pena.

Olhei- a bem nos olhos e disse :

- Você  me subestimou, pensou que eu não  descobriria a sua farsa?Eu, um médico,  não  saberia se estava grávida ou não ? A quem você pensa que iria enganar Glória?

Vi a face de Glória ficar pálida  e seus olhos escuros ,  mas eu não  me importei , aquela mulher  era capaz de tudo .

- Eu não  sei do que você  está  falando, eu te mostrei o teste de gravidez, eu estou esperando um filho seu e você  está  usando esta desculpa para se separar de mim. De mim , que só  fiz te ajudar, de mim que sou a sua esposa e não  aquela bandida que surgiu  para infernizar as nossas vidas.

Glória batia no peito enquanto falava e andava de um lado a outro  mexendo no cabelo.

- Do que está  falando?  Falei ,  porque não queria envolver Paula naquela patifaria e não  queria quebrar a promessa que tinha lhe feito, de não  contar nada do nosso filho e nem que eu sabia que ela  e minha mãe , minha própria  mãe  armaram  aquele plano maléfico para nos separar. Eu juro que estava me controlando, pela Paula.

Glória  começou  a chorar e sem que eu esperasse se ajoelhou e agarrou as minhas pernas dizendo:

- Por favor, não  me deixe, não ponha tudo a perder, o que fiz foi por amor, por medo de te perder , eu sei que você  e a  Paula estão  juntos novamente e eu não  suporto a idéia  de te perder.

Respirei fundo  e sibilei:
- Nós,  infelizmente não  estamos juntos , não  mais , e mesmo que tivesse , eu vou me separar por que não  aguento mais as suas futilidades, o seu egocentrismo e a sua maldade  com todos. Eu não sei onde estava com a cabeça  quando a tornei minha esposa . Você  não  presta!

Tentava a todo custo me desvencilhar de Glória,  enquanto minha mãe juntava as mãos  em prece sembemitir nenhum som. Ela que tentasse  para ver eu explodir de vez .

Glória berrava chamando a atenção  dos empregados e começou  a me estapiar e me arranhar me deixando colérico.
- Para com isso, sua louca!
Mas ela não  parava e me chingava de tudo quanto era nome , a mim e a Paula.

É  uma sem noção  que atribui a Paula toda a responsabilidade do fracasso de nosso casamento.
Quase a chutei , foi por pouco e peguei algumas poucas peças  de roupas, que estava na mala e saí deixando -a  em um choro compulsivo.
Ao passar por minha mãe  que presenciava tudo espantada  , eu disse :
- Acho melhor a senhora cuidar dela para que me deixe em paz, porque a partir de hoje tenho a minha carta de alforria e saiba que a senhora foi uma grande decepção  para mim também.
-  Meu filho, o que eu fiz? Vamos conversar, você  está  de cabeça  quente, não  se termina um casamento de anos assim.
- Cale-se . A senhora é  conivente com ela em muitas coisas, se não  desse força,  ela não ia muito adiante. Eu tenho nojo de vocês.

- Não  meu  filho , não,  não  vá.

Minha mãe  estava aflita , mas para não  faltar com minha promessa eu saí o mais rápido  que pude deixando toda a lama da minha estória  com Glória ,  que em desespero passou a me jogar praga:

- Desgraçado,  miserável,  você não irá  se livrar de mim, você  é  meu, ouviu? - Só  meu, eu vou te matar, nunca que você  será  feliz sem mim.

Eu tremia por dentro de raiva, de uma revolta, por tudo que eu sabia que fora feito a mim, a Paula e ao nosso filho, mas me retirei rapidamente   para longe daquela mulher.

Céu de Esperas (Concluído)Onde histórias criam vida. Descubra agora