Capitulo -70

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Dia do aniversário  de Jonas

Os convidados não  paravam de chegar, era um entra e sai danado , porque Jonas era muito querido.

Foi montado no jardim da casa onde eles residem atualmente um grande parque , e mesas estavam espalhadas por todos os cantos , crianças corriam de um lado a outro , a música  estava baixa,  mas a gritaria que as crianças estavam fazendo era enorme , Paula contratou também  um mágico,  e este rodava de mesa em mesa parando para brincar com as pessoas do lugar .

Era sem dúvida uma grande festa, os amigos de Paula, assim como sua mãe e irmã  com um namorado estavam em uma mesa conversando com Ava e os colegas de Paula.

O tempo foi correndo e de vez em quando Paula olhava para Ava em sinal de expectativa por conta de Eron, mas ele não  estava presente e a sorte era que ela havia preparado seu filho para a não  vinda do pai , mas ela se esqueceu de se preparar, e a cada chegada de convidado que esta verificava que não era Eron , seu semblante se entristecia e ela

procurava então  se divertir com as pessoas presentes , procurava  se contagiar com a alegria da festa  porque estava linda e seu amado filho estava bem feliz.  
*****

Duas horas depois de festa, era chegada a hora de cantar os parabéns e todos se reuniram para que fosse festejado a vida , e foi com muita algazarra e palmas que Jonas apagou as velinhas de treze anos .

Mas, quem prestou atenção e o reconheceu primeiro foi Lícia  a tia do menino, que fez um sinal para Paula que não  viu,  enquanto Eron entrava no meio de toda aquela confusão  de felicidade , focando os olhos em Jonas.

O garoto não o viu de imediato , entretido com os abraços  que foram muitos, até  que parou e viu Eron, seu pai,  se aproximando indo até  ele.

Jonas, então  não  esperou que ele chegasse perto primeiro, correu ao seu encontro e o abraçou mais sorridente do que o normal, e foi aí que Paula os viu já  abraçados,  num abraço,  que parecia não  ter fim.

O coração  de Paula deu voltas e suas pernas começaram  a tremer,  seus olhos se encheram de lágrimas  e ficou ali onde estava, parada, sem reação  alguma.

Apenas dizia para si mesma:
- Ele veio, ele veio .

Ficava repetindo isto como um mantra , talvez para se acalmar, talvez para conter a vontade de também  ser abraçada por ele.

Permaneceu parada, vendo a emoção  deles em meio a gritaria que uma festa carrega quando ocorre.

Céu de Esperas (Concluído)Onde histórias criam vida. Descubra agora