20. Harry Potter.

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É difícil organizar dez pessoas em uma sala para ver filme, mas não impossível. Já tínhamos feito isso antes, e agora com casais formados era ainda mais fácil.

A casa tinha uma sala de cinema, o que eu gritei muito ao ver. Sempre pedi por isso aos meus pais, e eles tinham colocado uma logo na casa em que eu não queria morar. Eles sabiam como jogar contra mim.

A sala tinha um sofá em U e pufes organizados há frente. O tapete era tão macio e fofo que daria para deitar até mesmo nele.

Zabdiel e eu ficamos na ponta esquerda do sofá, com Barbara, Joel e Chris no meio. Kim e Erick ficaram na outra ponta. Jaime, Zac e Emi se espalharam pelo chão, enrolados em cobertas.

— MEU DEUS! — gritou Barbara. Ela tinha entrado em uma porta ao lado da parede do telão. — ACHO QUE TIVE UM ORGASMO.

A cara de nojo varreu cada um que estava ali, até todos olharem ao redor e ver que Chris e Joel estavam com a gente, claramente confusos.

Fomos até a sala, vendo Barbara com os olhos brilhando olhando as prateleiras. A sala parecia um dos balcões em cinema onde se compra pipoca e doces. Tinha uma maquina de pipoca em um canto, dois compartilhamento para refrigerante, que estavam vazios, além da geladeira cheia. O balcão e as prateleiras brilhavam com todas as cores, repletas de todos os tipos de doce.

Zabdiel pegou um caderno e assobiou.

— Tem os números de cada fornecedor para pedir abastecimento.

— Eu amo meus padrinhos! — disse Barbara excitada, dando pulinhos. — Sinceramente, se você não quiser vim morar aqui, eu quero.

Revirei os olhos e sai da sala. Meus pais tentavam cada vez mais me convencer que é uma boa ideia nos mudarmos para o Canadá.

Tínhamos refrigerante na geladeira da cozinha e os meninos foram buscar, trazendo garrafinhas para cada um. Barbara e Zabdiel descobriram como colocar a maquina de pipoca para funcionar, e também acharam baldes guardados no armário daquela sala. Meus pais tinham mandado personalizar diversos potes, de vários tamanhos, dos meus filmes preferidos. Tinha até mesmo um com o nome de cada pessoa.

Um rosa da Barbie para Barbara.

A princesa e o sapo para Kimberly.

A origem dos guardiões para Zac.

Titanic para Natálie.

Tinha até mesmo Harry Potter para o Zabdiel, o que me deixou bem surpresa. Eles compraram após o anuncio do nosso namoro ou antes, contando que ele viria junto?

O auge foi ver os maiores potes com desenhos de casais do cinema e nossos nomes.

Lara & Zabdiel.

Kimberly & Erick.

Barbara & Chris.

Barbara & Joel.

Joel & Chris.

Eu não pude evitar soltar uma enorme gargalhada com o último casal. Quem tinha feito aquilo?

— Foi minha mãe — respondeu Barbara, reconhecendo a assinatura dela. — Ela quem fez as colagens e montagem.

— Uau — disse rindo, não acreditando nisso.

Barbara estava em um triangulo amoroso que ninguém entendia, mas sua mãe pareceu desvendar rapidinho. O que mais me surpreendia era ela ter levado isso tão na boa.

Era difícil acreditar que o mundo acabava em neve lá fora enquanto nos amontoávamos na sala de cinema, cada um se acomodando em um lugar.

— Zabdiel, por que você não chama seu filho de Harry? — sugeriu Chris, o olhando.

Thunder BayOnde histórias criam vida. Descubra agora