37. Idiotas em plástico bolha.

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— O QUE? — Chris gritou, completamente chocado. — Isso não é justo!

— Por que não? — Controlei a risada e o encarei séria, levantando uma sobrancelha.

— Porque não! As perguntas deles foram fáceis.

— O nome do meio dela também é fácil — comentou Barbara, sentada na parte alta de um banco, com uma perna cruzado, inclinada para frente e batucando as unhas na boca. — É a pergunta mais fácil dos três.

— É a pergunta mais boba, isso sim, não a mais fácil.

— E então, Christopher, qual é meu nome do meio?

— Argh! — Ele bufou, escondendo o rosto nas mãos. — Que saco! Eu mal falei com o Zabdiel desde que vocês começaram a ficar juntos. Não sei!

— Então a primeira rodada fecha com Joel e Erick com um ponto, e Christopher com zero — conclui. Virei outra vez a câmera da chamada de Richard para mim. — Richie, obrigada por participar. Te ligamos na segunda fase.

— Tchau, tchau. — Ele acenou e desligou.

— Você me odeia, é isso? — Chris veio até mim, espalhando neve para todo lado.

— Jamais. — Sorri, segurando seu rosto entre as mãos e beijei seu nariz frio. — Confio no seu potencial.

Me afastei dele, estendendo a mão para Zabdiel.

— Vamos, viemos aqui para esquiar, não foi?

Chris sem duvidas ficou com um enorme mal humor, e todo mundo só sabia rir nas costas dele. Joel e Barbara foram tentar acalmar ele, e eu pensei em como fui ingênua ao achar que o trio iria realmente acabar.

— Seu psicólogo não foi muito eficiente — falei para Zabdiel, enquanto ele arrastava nossa prancha até o topo do morro que iriamos descer.

— Só teve uma consulta, calma. E além disso, esse final de semana é realmente para eles se despedirem.

— Você acredita nisso? — O olhei. Zabdiel parecia ainda mais branco, o cabelo loiro extremamente claro contra a neve.

— Sim — respondeu, colocando a prancha na neve. — Joel não aguenta mais essa situação. Segunda quando voltarmos ele já vai sair do quarto deles, e para ele, ao menos, acabou.

Zabdiel se sentou, me estendendo a mão, que aceitei. Me sentei em sua frente, entre suas pernas. Ele nos acomodou na prancha, colando o corpo ao meu.

— Pronta? — falou perto do meu pescoço, apertando os braços ao meu redor, segurando as cordas da prancha.

— Não — respondi, respirando fundo. Não era um morro grande quando olhei de baixo, mas agora a descida parecia grande demais.

— Só não vale fechar os olhos.

Ele afundou os pés na neve, dando impulso até a beirada.

E então nós despencamos.

Gritei enquanto a prancha deslizava rápido pela neve, descendo cada vez mais. Zabdiel gargalhou nas minhas costas, me apertando enquanto o frio batia em nós.

— O ÚLTIMO A CHEGAR LAVA A LOUÇA ESSA SEMANA! — gritou Joel, chegando ao nosso lado em esquis.

— NEM FERRANDO! — respondeu Barbara, surgindo do outro lado em uma prancha de snowboard.

— ISSO NÃO É JUSTO! — respondeu Zabdiel por cima do barulho do vento.

— SAI DA FRENTE!

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