012

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Aquele estava sendo o momento mais icônico da vida de Dulce. Estar sendo atraída fortemente pelo homem que paga seu salário, era algo estranho. Naquela noite ele a via só como uma mulher, uma bela mulher. Dulce não conseguia esconder o que sentia assim como ele. Vê-la com roupas sensuais e fora de casa, o encorajou para fazer o que sentia. E Dulce não conseguiu disfarçar que era mútuo. Para a  sua supresa. Pois no começo ela não entendia os olhares fixos dele. E agora fazia sentido toda implicância e exigência com ela. Depois de se lembrar o que estava fazendo ela se esquivou.

— Não podemos. — ela se afasta do beijo quente que ele a envolvia e ainda está trêmula.

— Porque? — Ele a encara com desejo do beijo que havia dado nela.

— Por... questões óbvias. Somos patrão e empregada. Não podemos misturar as coisas.. - ela levanta nervosa - nós moramos na mesma casa! - ela diz apreensiva.

— Eu sei, de tudo isso! — Mas não é algo que consigamos controlar. Eu sinto que você me deseja Dulce, e eu a você. Não estou pedindo que se case comigo. — A encara e ela continua andando e ele a segue.

— Não temos que terminar essa conversa — ela para de frente pra ele e fica ofegante ao sentir a aproximação dele.

— Estaria disposta a se entregar ao que sente? A viver algo surpreendente Dulce Maria? - ele fala e ela permanece calada e ofegante com os lábios dele se aproximando do pescoço dela onde ele acaba depositando um beijo e fazendo ela se tremer toda por dentro. Ele estava lhe fazendo uma proposta indecente. Provavelmente sexo sem compromisso e ela não estava se sentindo pronta isso. Não com ele sendo seu chefe.

— Por favo.. não faça isso.. aqui não... — ela murmura e ele sorri satisfeito.

— Venha comigo. - ele pega na mão dela e caminha até seu carro. O destino era a casa dele, onde ela conhecia bem e temia o que estava a acontecer. Ela o desejava tanto que não teve forças pra dizer não.

No caminho ele aproveitou para deslizar seus dedos pela perna dela que estava exposta e arrepiava a cada carícia dele. Ela estava em tempo de ficar louca. Assim que o carro para em frente a casa dele, a ficha dela cai.

— Eu não posso. — ela tira o cinto de segurança e sai. Caminha na direção contrária a casa dele e ele a persegue.

— Onde vai, Dulce? Espere! — ele para atrás dela.

— Eu não sou uma prostituta. Não queira que eu haja como uma. - ela conclui e volta a caminhar.

— Não é nada disso Dulce.. — ele da um soco no ar e entra chateado.

Dulce percorre as ruas sozinha, até surgir um táxi e ela entrar.

— Desculpe, mas o que uma jovem bonita faz sozinha a essa hora na rua? — o taxista de meia idade pergunta.

— Estava em uma festa, mas agora só quero ir pra casa, por favor. — ele acena com a cabeça e ela lhe diz seu endereço.

Dulce ainda estava sentindo a corrente elétrica dos toques de Christopher em seu corpo. O que ela mais queria era desfrutar do prazer que ele queria lhe proporcionar. Mas ela não queria se submeter a essa situação embaraçosa com o próprio chefe. Logo ele...

Era 1 da Manhã quando ela chega na casa de sua tia. percebe o silêncio e entra sem fazer barulhos. Ela rapidamente se livra daquela roupa e maquiagem e veste uma camisola. Dulce se deita e manda uma mensagem para Anahi, que não responde pois com certeza está aproveitando a noite com o moreno de olhos verdes intitulado como Alfonso, amigo de Christopher. Ela suspira e finalmente se vira para dormir. Estava com medo do que viria na segunda feira ao ver o patrão novamente.

Manhã de domingo e Dulce acorda perto do meio dia, sua tia estava preocupada por ela não era acostumada a dormir tanto. Dulce aparece na cozinha e a tia a interroga.

— A noite foi boa ontem né.. chegou e dormiu como uma pedra! - ela ironiza.

— Que nada, só cansaço acumulado mesmo.. - ela se senta e pega um prato para se servir do almoço que a tia havia preparado a pouco.

— Não conheceu nenhum homem bonito? Não acredito nisso.. - ela revira os olhos

— Não, quer dizer... teve muitos, mas não fiquei com ninguém. — a cara dela muda ao concluir a frase e a tia logo saca.

— Eu te conheço minha linda.. se não quer contar eu respeito. Mas esse olhar não me engana. - ela a encara.

— Não é nada, eu juro. — Ela diz abocanhando uma coxa de frango.

— Argh.. está bem.. — vou assistir um pouco de tv. Pode comer a vontade.

O resto do domingo passou com Dulce o tempo todo deitada, vendo tv ou cochilando. Eram 15:00 quando Anahi finalmente responde as mensagens de Dulce.

"Oi ruivinha, não se preocupe eu estou bem. Passei uma noite incrível com o Poncho. Estou com ele ainda. E quero saber de você com seu patrão. Me conte tudo ein.. beijos!"

Dulce respira aliviada e termina de ajeitar suas coisas para o dia seguinte de trabalho.

Louca Atração | VondyHistórias para pegar e não largar. Descubra agora