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Dulce

Acordei de uma noite de sono tão boa. Parecia que eu estava nas nuvens. E estava mesmo.. ao meu lado estava o homem que não saia dos meus pensamentos e sonhos, coincidentemente é meu chefe. Eu olho pra ele e só consigo acariciar aquele belo rosto. Eu estava  sorrindo como uma boba, ele abre os olhos e me olha.

— Bom dia. — eu digo sorrindo a ele que logo se achega pra mais perto de mim.

— Bom dia Dul. — ele estava me chamando pelo apelido, acho que gostei. — Dormiu bem? — ele pergunta deitando a cabeça nos meus seios nus.

— Sim. — eu aliso seus cabelos. — como não dormiria? — ele olha pra mim e sorri.

— Tem ideia do quanto gosto de você menina? — ele me diz

— Eu não sou menina. Sou adulta já. — ironizo

— Tem quantos anos? — ele permita curioso.

— 25 anos. — digo como se fosse algo mais óbvio do mundo. — mas não importa, Eu gostei do menina. — digo sorrindo.

— Então que alívio, pensei que tinha uns 18 ou 20. Pela carinha angelical que tem..

— Estou gostando dos elogios. — digo satisfeita.

— Já ia me sentir mal por ser tão mais nova que eu.. — ele suspira.

— Ah, para você nem liga pra isso.. — dou um tapinha em seu braço. — sei o quanto é garanhão, e pega geral.

— Pegava... faz tempo que eu não saio pegando geral.

— Quer que eu acredite nisso? — digo irônica.

— É a verdade. Toda vez que ia ficar com alguém vinha o seu rosto na minha cabeça e a lembrança do melhor sexo da minha vida. — ele diz me olhando e eu fico tímida com aquele comentário.

— Entendo.. — eu digo disfarçando.

— Está acostumada a encantar todos os homens com sua beleza, satisfeita? — ele ironiza me fazendo rir.

— Antes de voce, Eu estava na seca, ok? — digo revirando os olhos.

— aaaaah, então ta explicado tanto fogo comigo. — ele me cutuca e eu fico envergonhada mais uma vez.

— Você é muito diferente do que já me aconteceu por aí. — digo.

— É, você também... — ele me da um selinho — Vamos tomar café?

— Meu Deus, a hora... eu perdi a hora... — me levanto com pressa, como eu havia esquecido que era terça feira e eu precisava estar arrumando aquela casa, e não desarrumando a cama dele.

— Ei, calma, você ta comigo, e eu sou seu chefe, não precisa correr. — ele dizia me segurando

— Você não entende, a Zilda vai me matar. — começo a vestir minha roupa e ele da risada.

— Esta com medo dela, é isso?

— Não tem graça, ok? — eu fico seria e ele volta a rir.

— Calma Dul, você está comigo, vamos tomar café juntos, e não importa mais nada ok? — ele segura com carinho em meu rosto e eu gosto de como ele me olha.

— Está bem... — eu digo baixinho

— Vou me vestir. — ele diz se levantando e eu o encaro.

Christopher estava tão a vontade comigo que eu estranhei aquilo. E claro, eu havia esquecido de tudo ao lado dele. Ainda não havia falando nada com Zilda, mas de qualquer maneira ela saberia hoje. Eu penteei meus cabelos e lavei o rosto. Christopher veio comigo e descemos as escadas juntos. Eu ainda com medo do que Zilda diria, mas aceitei agir de
forma natural com ele.

Zilda ouve os passos e caminha em direção as escadas de onde estamos vindo. Ela se espanta ao ver que ao lado do seu chefe estava eu, a empregada que estava sumida.

— Érrr.. Bom dia. Sr Uckermann. E... Dulce?? — ela me encara com espanto.

— Bom Dia Zilda. Dulce não apareceu porque estava comigo. — ele me abraça de lado e eu coro com o olhar dele em mim. Zilda mais uma vez arregala os olhos com a tranquilidade que Christopher se refere a então empregada vulgo, eu.

— Sem problemas, Sr. Deseja seu café da manhã agora, Sr?

— Sim, obrigado. Mesa para dois. — ele sorri e continuamos a caminhar. Ficamos na sala até que a mesa fique pronta.

— Christopher não sei se devemos manter isso assim, ainda sou uma funcionária e preciso trabalhar. — digo seria e ele me olha de lado.

— Agora eu sou Christopher? — ele me faz rir de leve e permanece falando — Não gosta que eu te trate como minha? — ele diz sério e aquilo soa muito possessivo.

— Não sei o que dizer, sério, você está diferente e nós estamos vivendo algo tão inusitado, não sei o que pensar... — eu reviro os olhos muito confusa com tudo.

— Também é novo pra mim, mas me diz o que você quer então?

— Bom.. eu quero, trabalhar, uma vida normal entende? — eu digo e abaixo a cabeça.

— Você vai ter, vou te ajudar.. — ele sorri e eu me derreto. — comigo voce terá o que quiser Dulce. Não tem ideia do que está causando em mim, não é? — eu aceno negando e ele conclui — Pra roubar meu coração você tem que saber que vai ser premiada, ninguém mexe comigo e sai ilesa. — ele fala com convicção e eu sorrio, aquilo era uma declaração de amor bem estilo durão de Christopher mesmo.

•¥•

Mais tarde posto outro! Comentem e votem, agora que finalizei a outra história, vou me dedicar a essa.

Louca Atração | VondyHistórias para pegar e não largar. Descubra agora