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Dulce

Não, não pode ser. Eu estou me rendendo novamente ao meu sentimento. Christopher me beijou e eu simplesmente não consigo me afastar. É um misto de desejo, com saudade, amor... era difícil pra mim. Mas eu corpo e meu coração estavam mandando na razão.

Fiquei um tempo correspondendo ao beijo quente que ele me deu. Mesmo meio bebado ele conseguia me tirar o fôlego. Me soltei dele e pude encara-lo com mais calma.

— Pode por favor me ouvir? — ele me dizia com olhar piedoso.

— É.... depois. — o puxei para outro beijo demorado. Só consegui me jogar pra cima dele outra vez. A última coisa que eu queria era conversar. Meu desejo encubado falou mais alto e Christopher correspondeu. Fui pra cima dele sobre o sofá e trocamos carícias com intensidade. Eu tirei sua camisa com brutalidade e ele me ajudou com meu vestido.

Em poucos minutos nós já estávamos sem roupa nos amando outra vez. Ele poderia ter todos os defeitos do mundo, mas era o amor da minha vida e sabia exatamente como me dar prazer. Eu me rendi ao desejo e no amamos com vigor.

Depois de um tempo, ele iniciou uma conversa da qual eu evitei por muito tempo.

(...)

— Dulce eu preciso dizer por favor...

— Não tenha pressa. Amanhã você vai estar com uma tremenda dor de cabeça e recuperando da ressaca. Agora é melhor descansar... — eu disse o encarando ainda nua ao seu lado.

— Então quer dizer que agora você vai conversar? Poxa Dulce, eu fico feliz por isso...

— Depois do que fizemos, eu seria estranha se não te ouvisse. — ironizei já que eu estava curtindo um pós sexo ao lado dele e isso seria engraçado.

— É... faz sentido. — ele ri de leve.

Não demorou muito para eu o guiar até seu quarto. A cama da qual eu senti tanta falta. Eu ainda não sabia se estava agindo certo voltando a me envolver com ele. Mas eu precisava ter certeza.

Passamos a noite juntos e no dia seguinte eu pude concertar minha atenção toda a ele, que levantou antes de mim, tomou um remédio e voltou para cama.

(...)

— Minha cabeça dói... — ele disse encostando em mim. Naquele momento parecia que nada tinha mudado.

— Eu avisei.... — Dei risada e logo minha feição mudou.

— O que foi? — ele percebeu que eu não estava mais bem.

— Nós não usamos camisinha ontem. — eu digo seria.

— Mas.. e os seus remédios?

— Eu não andei tomando certo...

— Eu vou buscar uma pílula então pra você... — ele levanta.

— Não... você está de ressaca. Eu vou... me empresa suas chaves do carro.

— Tá lá na sala. — ele diz e eu corro me ajeitando. A última coisa que eu queria que acontecesse era uma gravidez. Não que eu não queria ser mãe, mas não era o momento.

Não demorou muito e eu voltei. Tomei café com ele e Zilda surgiu sorrindo pra mim. Parecia satisfeita em me ver.

— Dulce, que bom te ver... não tomou café? — ela se aproxima.

— Sim, eu comi com ele no quarto. Obrigada. — sorrio de leve e volto para cima.

Ficamos um tempo conversando e Christopher desabafou. Não queria me esconder mais nada e acabou confessando tudo o que aconteceu com ele no passado. Que boa parte dessa capa de garanhão foi construída por culpa dele mesmo. Christopher gostava de Belinda mas não queira se envolver tanto. O namoro acabou e ele sofreu muito depois disso. Mas acabou superando com noites de sexo. Se tornou mais frio e ríspido. Mas ainda tinha um bom coração, segundo ele mesmo.

O medo e o olhar desconfiados que ele tínha por  Belinda já fazia total sentido. Eu não tinha com o que me preparar. O primeiro amor é inesquecível, mas não será o único, e não será eterno. Eu demorei a entender isso. Nos abraçamos e eu respirei aliviada.

Parte de mim comemorava a intuição do início, onde eu acreditava na sinceridade dele, mas ao mesmo tempo não queria me iludir. Eu devia ter confiado mais nele. E em mim mesma. Mas o importante é que se ele não tivesse ficado tão bebado eu não estaria aqui agora, depois de ter o socorrido.

(...)

— Porque você me ajudou ontem, sendo que nem queria me ver? — ele me olha com curiosidade.

— Porque... se dependesse do seu amigo Poncho, você estaria até agora lá. — eu disse revirando os olhos.

— Sei... e quanto ao dia que eu gripei?

— Olha... não estou entendendo. Já não estamos resolvidos? — pergunto meio irritada.

— Eu sei.. só queria ver você tentando não dizer o quanto se importa comigo... — ele ri e eu lhe dou um tapa.

Christopher tinha razão. Meu cuidado com ele era assim desde o princípio. Eu jamais suportaria vê-lo mau. Meu coração doía até quando eu o odiava, eu seguia o amando. Não sei que poder ele tem.

Fomos tomar um banho e acabar de vez com aquela inhaca de bebida dele, enquanto eu aproveitei para relaxar também.

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Louca Atração | VondyHistórias para pegar e não largar. Descubra agora