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O fim de semana chegou. Era o fim de semana o qual Dulce teria que passar na casa de seu chefe. Ela e Zilda tinham que revezar caso o patrão precisasse de algo. Apesar dela não ter conhecimento disso na entrevista, acabou aceitando numa boa. Afinal, era uma bela casa, comida boa, casa com segurança... Quando ficava sozinha no seu quarto Dulce começava a refletir bastante sobre tudo que já viveu. Enquanto ela pensa, alguém bate na porta do seu quarto.

— Dulce, só vim avisar que eu ja estou indo pra casa. O Sr Uckermann não irá jantar em casa, então não se preocupe com mais nada. Qualquer coisa me ligue.

— Está bem, Zil. Bom fim de semana. - ela sorri

— Tchau ruivinha.

Alguns minutos depois Dulce se levanta. Decide que vai colocar algumas roupas pra lavar.

Nos fins de semana e em horários que não estava limpando, Dulce usava roupas normais. Naquele dia era fim de tarde de sábado, usava short jeans e regata roxa. Seus cabelos estavam soltos e ondulados. O comprimento chamava atenção e vivia brilhante. Ao passar pela lavanderia, Dulce escuta vozes. Logo percebe que o patrão deve estar na companhia de alguém. E em seguida surge uma risada fina e estridente. Ela logo supõe que era a tal modelo que Maitê havia lhe dito. A moça vivia viajando mas quando vinha queria dominar a casa. Christopher a namorava a quase um ano, mas não parecia ser tão apaixonado. Ele mostra ser um homem bem frio e com certeza tinha outros encontros por aí.

Enquanto Dulce fica na lavanderia agachada colocando as suas roupas para bater, percebe que a voz de aproxima.

— Escuta cadê as empregadas dessa casa? - ela aponta na cozinha e Dulce a avista.

— Pois não, Srta? - Dulce responde e ela olhe avalia dos pés a cabeça.

— Essa é sua empregada, Chris? - olha com desprezo pra moça que logo revira os olhos.

Christopher se aproxima e interroga:

— o que houve agora, Camila? - ele olha pra ela e vê ela encarando Dulce, que estava extremamente confortável sem seu uniforme e cabelos soltos.

Christopher a come com os olhos. Era a primeira vez que ele a via sem o uniforme e com roupas tão justas (exceto pelo ocasião da toalha). A regata que ela usava marcava muito bem o desenho dos seios redondos da ruiva.

— Qual o problema com ela? - ele pergunta

— Não parece em nada com uma empregada. - ela revira os olhos com ciúmes.

— Desculpe, Sr. Eu Soube que não irá precisar mais de mim hoje e por isso não estou uniformizada. - ela diz com vergonha pelos olhares dele e dela diante de palavras tão duras da loira.

— É... sim..... Eu realmente a dispensei por hoje, não se preocupe. - ele suspira e a namorada lhe olha de lado.

— O que? - a loira o encara.

— Não vamos jantar aqui, esqueceu? Agora vamos. - ele da uma última olhada pra Dulce e puxa sua namorada até a sala.

Meia hora depois e o casal sai. Dulce estava sozinha naquela enorme casa. Só conseguia respirar aliviada por não estar em horário de trabalho. Correu até a dispensa e buscou algumas coisas para comer. Apesar das inúmeras regras, as funcionárias que passavam a noite na mansão tinha as regalias de comer o que quisesse. Então ela foi até a cozinha, buscou algumas coisas e foi para seu quarto ver um filme e relaxar. 20 minutos depois e ela já estava apagada. Acordou sem sono de madrugada e com os pacotes de bolacha sobre a cama. Levantou ainda com a cabeça dolorida e foi deixar tudo no lixo da cozinha. A casa estava silenciosa mas havia uma luz vindo da sala. Possivelmente Christopher estava lá com a namorada, e ao se aproximar ela vê que na verdade ele está só. Ela tenta não encara-lo e passa direto.

— Também esta sem sono? - ele interroga ela que logo se assusta com a voz do patrão.

— Ah, que susto Sr.. - ela para e o encara

— Você se assusta demais, ein. - ele revira os olhos.

— São duas da manhã, e eu estou sonolenta. Como quer que eu fique, Sr? - ela olha seria.

— Ei.. olha como fala comigo. - ele muda o tom de voz.

— Desculpe, é a insônia mesmo Sr.. - ela responde nervosa e arrependida pela entonação que usou com ele.

— É, eu também.. minha namorada é um saco. - ela escuta e permanece quieta.

— Eu não posso opinar, Sr.. - ela diz sem graça.

— E nem precisa.. - ele suspira - era pra eu estar sei lá, transando ou dormindo com ela. Mas simplesmente não consigo..

— O Sr está bebado? - ela pergunta diante de relatos tão íntimos daquele homem.

— Eu não. Só estou desabafando. Já vi que não posso dizer nada a ninguém. - ele bufa

— Não se trata disso, Sr. Eu não sou nada sua e não tenho essa autonomia pra responder como penso. Mas se te faz sentir melhor, eu posso ouvir e permanecer quieta. - ela se aproxima

— Obrigado. - ele a encara. Na verdade ela é só um rosto bonito mesmo. A meses não estamos na mesa sintonia. Agora ela está lá dormindo, e eu estou tão irritado que não consigo nem me aproximar dela. É incrível como as mulheres fazem os homem reagirem. Elas podem tanto aproximar um homem, quanto afasta-lo. - ele diz e a encara.

— Sinto muito lhe decepcionar. Mas os homens também. - ela diz e percebe que exagerou dando sua opinião.

Ele então a encara com curiosidade.

— o que sabe sobre os homens? Suponho que seja bem nova.. não deve ter tido tantas experiências assim. - ele a olha de cima a baixo

— Tem razão, eu não tive. Mas o pouco que sei já basta. Os homens também são difíceis. Colocam suas necessidades no topo da prioridade e querem que as mulheres enxerguem assim também. - ela para perto do sofá. - Mas a verdade mesmo é que todos queremos a mesma coisa... Fazer as nossas próprias vontades e ignorar a do outro.

Ele fica surpreso com as respostas dela e continua a interrogar:

— Tem namorado, Dulce? - aquela pergunta lhe deixou tão nervosa que um arrepio frio percorreu sua espinha mas ela se manteve firme.

— Desculpe Sr. Eu não falo dos meus relacionamentos. Boa noite. - ela da as costas e  sorri de leve.

Viu que Dulce é de personalidade forte, e aquilo o cativava de uma forma surpreendente.

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Louca Atração | VondyHistórias para pegar e não largar. Descubra agora