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Mais tarde Dulce encontra Zilda na cozinha ajeitando alguns pratos e guardando tudo.

— Zil.. posso falar com você? — ela se aproxima cabisbaixa.

— Argh... diga querida. — ela bufa pois estava cansada e um pouco chateada com tudo que estava acontecendo.

— Me desculpe. Eu não sabia que o Sr Uckermann havia digamos, que me promovido. — ela diz meio culpada.

— Está tudo bem. Eu sei que foi uma decisão dele. — ela lhe encara — por um momento pensei que eu não estava sendo suficientemente boa. Mas já sei que não se trata disso. — ela diz sorrindo de lado.

— É claro que não.. — Dulce se aproxima — você é perfeita, consegue cuidar de tudo isso com tanta organização e maestria. Não tem pessoa melhor do que você. — ela sorri e acaricia o ombro de Zilda.

— Obrigada. Mas sei que algo não está certo aqui nessa casa. Christopher está estranho desde que você começou a trabalhar aqui. Acho que está encantado por você e quer te ganhar. — ela olha sério.

— Por favor.. não venha com esse assunto novamente. Já disse que comigo não vai colar. E pra você ver que é verdade, eu já até renunciei meu cargo que eu não assumi. — ela da risada e Zilda se espanta.

— Como renunciou? — ela lhe encara — ele não se aborreceu com isso, Dulce?

— Não, e nem deve. Não sou obrigada a fazer algo que não quero. — ela cruza os braços e acena com afirmação.

— Aí, garotinha.. você me preocupa as vezes. É a primeira vez que vejo alguém desafiar ele nessa casa.. — ela revira os olhos — e o que ele te disse?

— Nada.. tem que entender e ponto. — lhe abraça de lado — Serei sua ajudante quando precisar, mas sua governanta jamais! — ela sorri.

— Obrigada pelo carinho Dulce. — lhe abraça.

— Então eu vou indo. Preciso terminar de limpar os quartos. Até depois. — ela sorri e se afasta.

———

Mais tarde, Dulce aproveita para tomar um banho e descansar. Eram 20:00 e Christopher não jantou em casa. Passou o dia todo fora e Dulce pode respirar aliviada. Com tenta correria e confusão daquele homem ela não pode nem digerir o que tinha acontecido no fim de semana. Era difícil não lembrar da noite de prazer que passou com o chefe. Dulce não estava arrependida de ter dito aquelas coisas a ele, mas sabia que lá no fundo queria repetir aquele dia novamente.

Ela sai do banho e caminha até a despensa. Abre a porta e procura um chocolate para comer. Se assusta quando vê Christopher se aproximando dela.

— Você.. pensei que tinha saído. — ela diz com olhos arregalados.

— Eu cheguei tem um tempo. Preciso falar com você. — ele encara seu decote que estava bem marcado.

— Diga.. — ela diz depois de suspirar.

— Zilda foi para casa? — ele pergunta sério.

— Sim. Foi ainda pouco. Já disse a ela que não aceitei o cargo que me propôs. — ela olha em seus olhos com ar de frieza.

— Não me olhe assim.. — ele pega no braço dela com carinho e ela se arrepia com aquele toque.

— como quer que eu olhe? Você as vezes me trata como uma vagabunda e do nada aparece com a voz mansinha. — ela cruza os braços.

— Calma, Dulce. — agora eu sei que você é diferente. Toda mulher gosta de presentes, e dinheiro também é um. Só quis demonstrar o quanto é perfeita e retribuir ao máximo a sensação que me deixou desde aquela noite. — ele cola sua testa na dela.

— Desculpe, mas de onde eu venho isso é prostituição.. — o encara e afasta um pouco — Dar dinheiro a uma moça que você mal conhece e só que usar.

— Eu sei.. mas quem disse que eu só quero te usar? — ele alisa seu rosto. Gosto de estar com você, e foi perfeito, por isso quero que se repita. — ele sorri

— Mas então porque você age como se fosse um cafetão e eu sua mina? — ele gargalha das palavras dela.

— Desculpe é o meu jeito. — ele tenta se redimir. — prometo melhorar.. — ele pisca — e você promete que vai me deixar me aproximar de você? — ele olha com cara de pidão.

— Vou pensar.. — ela sorri de leve ainda com vergonha daqueles olhares intensos dele.

— Isso já é um começo. — ele sorri e pressiona seu corpo contra o dela, fazendo que ele encoste no outro balcão. — Eu tenho que ir agora, preciso dormir — ela olha fixamente para a boca dele.

— Tem certeza? Podemos ver um filme? Como... amigos? — ele sorri com malícia e ela da risada dele.

— Sei.. amigos. — ela revira os olhos.

— Amigos coloridos, que tal? — ele dá um beijo rápido nos lábios dela.

— Ei.. não.. faça isso — ela arregala os olhos.

— Não é exatamente isso que eu queria fazer, então me agradeça. — ele diz sério.

— O que iria fazer?

— bom.. eu te pegaria pelas pernas, colocaria você sobre esse balcão e iria foder com força até você ficar sem forças e precisar da minha ajuda pra descer. E claro, você iria gostar. — ele percorre seus olhos pelo corpo dela e quando pronuncia aquelas palavras pesadas e Dulce se estremece com cada uma que ele diz. Impossível não lembrar do prazer que ela sentiu estando com ele.

— É... porque diz isso? Assim? — ela responde envergonhada.

— Me proibiu de fazer, e não de falar. — ele pisca. — quer ver o filme ou não?

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Louca Atração | VondyHistórias para pegar e não largar. Descubra agora