Depois de corresponder ao amasso que ele lhe deu, Dulce ficou preocupada se ele interpretou que aquilo era um sim. Aquele homem lhe causava arrepios. Apesar de desejá-lo, tinha medo do que ele poderia querer dela. Do que poderia acontecer com tanto fogo envolvido. Ela mau conseguiu dormir pensando em como as coisas poderiam continuar. Decidiu que iria corta-lo de uma vez, e se ele não aceitasse o não, ela iria ameaçar sua saída. Mesmo que a mais prejudicada fosse ela, não teria escolha. Não queria e não iria se comportar como uma qualquer. Era isso que ela interpretava sobre os desejos do seu corpo.
No dia seguinte, acordou cedo e foi logo lavar os banheiros da casa, no total eram 5, 2 de suítes, 1 do andar de cima e dois do andar de baixo, fora o da área da piscina. Deixou a mesa de café pronta para o chefe e correu para fazer suas tarefas. Ao perceber que ele subiu para se trocar, ela foi atrás dele disfarçadamente para acabar com aquela história.
Quando ele entra no quarto ela entra atrás e fecha a porta.
— Tenho que falar com você. — ela diz seria
— O que faz aqui? Porque me seguiu? — ele se assusta com a presença dela.
— Vim dizer que se você não parar com as suas investidas sem fundamento, vou pedir demissão, e posso te denunciar! — ela falou tão convicta que até ela mesma sentiu medo.
— Como? — Vai me denunciar por querer te dar prazer? — ele ri. — você bem que quer, então não seria abuso nenhum. — ele revira os olhos.
— Quem te disse isso? — ela olha assustada. — o mundo não gira ao redor de vocês ricos e bonitões, desculpe. — ela ironiza.
— Como ousa falar assim? — ele se altera.
— Eu só estou sendo sincera.. Então o recado está dado.. Com licença. — ajeita o uniforme e sai do quarto dele.
Aquilo para ele não era nada, poderia ter a mulher que quisesse, mas ter Dulce parecia ser um troféu, e era isso que ela pensava. Não queria ser mais uma na vida de um homem. Christopher parecia ser perfeito para dar prazer a qualquer mulher, mas tinha um instinto machista de se expressar. Tudo que ela mais odiava.
— Onde você estava Dulce? — Zilda pergunta ainda sem entender.
— Eu... fui fazer um favor para o Sr Uckermann.. — ela tenta disfarçar.
— Sei... — ela lhe encara — Cuidado com ele em menina..
— Como assim, Zil? Do que tá falando? — ela se aproxima confusa.
— Olha, eu não quero te assustar. Mas conheço ele a anos.. sei quando está querendo aprontar. Nada me tira da cabeça que ele tem uma queda por você.. e como eu sei que você é muito correta, tome cuidado.. — ela diz seria. — o considero muito, mas o seu maior defeito é ser mulherengo.. não duvido nada que esteja querendo tirar uma casquinha sua.
— Ah, por favor Zil.. sabe que odeio homens assim.. — revira os olhos.
— Eu sei, querida.. por isso estou te alertando. Não se aproxime muito dele.. sei exatamente o que ele pode querer de você. — ela olha de lado e Dulce e engole seco.
— Está bem.. obrigada por avisar.. — ela fica imóvel com as palavras de Zilda e se assustou em ver que realmente aquela mulher o conhecia bem.
Maitê estava na cozinha e ouviu um pouco da conversa. Sabia que Zilda tinha razão, apesar de não ter tentando nada com a morena, ela sabia como Christopher agia. Antes de começar o namoro com Camila, vivia levando mulheres pra lá. E mesmo quando já namorava, o telefone fixo da casa vivia com chamada de mulheres, que provavelmente ele não levava pra casa mas se encontrava na rua.
— O que tem pro almoço hoje? — Dulce pergunta empolgada.
— Hoje será purê de batata baroa, salmão grelhado e salada. — ela diz sorrindo.
— Hm.. que delicia. Só você mesmo pra me fazer comer coisas tão chiques! — ela debruça no balcão. E Christopher aparece na cozinha a encarando.
— Maitê, vou resolver algumas coisas e volto pro almoço, por volta de 13h. — ele olha pra ela e encara sério Dulce.
— Está bem, Sr. Seu almoço estará pronto neste horário. — Ela sorri
— Obrigado. Com licença. — ele passa e Dulce revira os olhos. Maitê percebe e interroga.
— O que foi que houve em? Ele fez uma cara pra você menina... — ela ri
— Ah, ele deve tá querendo descontar em mim.. pois eu mesma não fiz nada. — ela da de ombros e Maitê a encara.
— olha Dul, não se chateia com o que viu dizer.. — ela se aproxima e sussurra. — eu ouvi a Zilda te alertando do vício do Sr Uckermann por mulheres.. acho que devia ouvi-la. Ele parece estar implicando com você, não é de hoje que estou notando.
— Mas o que eu tenho a ver? — ela revira os olhos — ele que lute pra me tirar do sério. O respeito como patrão mas como homem é nota zero! — Maitê da risada.
— você é diferente demais, amiga.. é cativante. Deve ser por isso que está chamando a atenção dele. — ela lhe encara.
— Obrigada.. — ela sorri tímida. Dulce tem um jeito único, e era por isso que ele é louco por ela.
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Louca Atração | Vondy
RomanceCONCLUÍDA || Dulce Maria foi demitida do seu emprego no salão de beleza. Tudo começa a piorar quando ela descobre a quantidade de dívidas que sua tia e ela irão enfrentar com ela sem trabalho. Vinda de família humilde, Dulce decide arriscar em qualq...
