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Dulce

Na manhã seguinte eu acordei cedo e fui em direção a cozinha. Tomei meu café da manhã na mesa pequena que fica na área da piscina. Zilda percebeu que eu estava mais quieta, mas por sorte não me interrogou. Não estava afim de contar nada. Pelo menos não pra ela. Mas ninguém tinha que saber disso, é da minha vida que estamos falando. Eu acabei envolvendo outras pessoas por estar no meu ciclo social. Mas vejo que errei. Exceto por Maitê, que entende muito bem o que estou vivendo.

Christopher não quis nem tomar café, não precisou nem montar a mesa. Eu percebi que ele estava querendo se afastar, e eu tinha culpa nisso. Ele se declarou e eu me esquivei. Sei que errei. Mas ainda estou me acostumando com tudo isso.

Cuidei da limpeza dos banheiros até que Maitê chegasse para eu contar a ela o que houve. Ela foi a pessoa que me aconselhou antes, então agora talvez entenda como estou me sentindo com minha atitude de ontem.

(...)

— Ele, Christopher Uckermann se declarou e você não disse nada? — ela me olha abismada.

— Na verdade eu disse, mas não disse que o amo. Eu tenho medo Mai, e estou me sentindo culpada também... — me viro de lado — estávamos nos divertindo no restaurante até que a ex dele surge e nós duas acabamos no tapa. Ele me defendeu e tudo mais, porém, foi tudo tão rápido que eu fiquei sem ação...

— Não acredito Dul..

— Acredite — eu suspiro — depois que nós dois decidimos ir embora foi quando ele falou tudo o que sentia. Mesmo dizendo bem confuso, ele disse.. e eu, não sabia nem o que dizer. E agora, estamos assim, afastados.

— Aí Dul... eu acho que te aconselhei errado. Realmente ele está mudado. Nunca nem ouvi ele falar nada de bom para sua ex. — ela me diz séria

— Pois é, ele me disse que só tinha acontecido há alguns anos.

— Então, acho que ele está dizendo a verdade...

— Eu também senti isso, mas você sabe, nós mulheres somos tão desconfiadas que é até difícil. — eu encosto na parede.

— Queria poder te ajudar, mas acho que só você sabe o que fazer... — ela me encara e eu mordo o lábio.

— É.. você tem razão.

Me retiro da cozinha e volto a limpeza da casa. Zilda continuou quieta e só resolveu falar comigo no fim do dia, quando eu finalmente saio do banho e deixo a mesa do jantar pronto.

— O que aconteceu Dulce? Você ficou cabisbaixa o dia todo... — ela me ajuda com a toalha de mesa.

— Não aconteceu nada. — eu sorrio.

— Eu sei que aconteceu. O Sr Christopher nem veio falar com você e ele passou o dia todo fora de casa sem dar satisfações.

— Ele sempre foi assim, não entendi... — digo disfarçando.

— Eu entendo, não quer falar. Mas eu disse, que avisei.. — ela se afasta e eu reviro os olhos.

— Aí Zilda por favor, chega tá? — me altero um pouco, estava cansada daquele papinho. Christopher surge e nos encara.

— O que está acontecendo?

— Nada, só estamos conversando. — ela responde.

— Não é o que parece. — ele franzi a testa e se senta para comer. Eu o sirvo e ele me olha.

— Se precisar de mim estou no meu quarto, Sr. — Zilda diz se retirando para que eu finalize o serviço do jantar.

— Eu.. quero falar com você. Mas pode ser depois.. — eu me viro e ele me segura.

— Eu quero que se sente, e coma também. — Ele diz.

— Eu estou sem fome, mas depois eu te falo então.

— Ok. — Ele ainda estava sério.

Acabo não falando nada com ele naquele momento. Me troquei e deitei na cama. Fiquei por horas pensando no que dizer ou fazer. Aproveitei para conversar com minha tia e com Anahi. Eu estava me sentindo só. Comecei a pensar no quanto me fazia falta trabalhar no salão. Eu tinha uma vida tão normal. E mesmo que eu esteja adorando me envolver com Christopher, estava sendo meio doloroso.

Eu mais uma vez tomei um copo d'água e voltei a pensar nele. Imaginei que ele já poderia estar dormindo. Decidi que iria sondá-lo, como eu já havia feito várias vezes. Subi as escadas e caminhei com cuidado ate lá. Estava tudo quieto e eu me convenci que ele está dormindo. Abri a porta com cuidado e entrei. Fui caminhando até a lateral de sua casa onde vi ele deitado de lado. Christopher estava somente com um lençol branco por cima do corpo. Eu só conseguia olhá-lo e me arrepender de não ter dito que o amava. Pois estava tão claro aquele sentimento naquela hora que eu realmente senti que falhei gravemente.

Me ajoelho no chão, ficando bem perto do seu rosto. Sinto sua respiração calma e aquilo me tranquiliza. Me sentia tão bem ali o admirando, e logo me lembrei que poderia ser vista. Mesmo que já estejamos envolvidos, ele com certeza não me queria lá mais. E assim que me levantei eu senti mais uma vez seu braço me segurando. Eu me viro e ele abre os olhos.

— Por que está me olhando assim? — ele diz baixinho pois estava cochilando a poucos minutos.

— Eu só queria dizer que... eu... — ele se ajeita na cama e senta me olhando. Como eu pude duvidar do que sinto. Ele é tudo que eu mais quero.

— O que? Que você o que? — ele coça a cabeça.

— Que eu te amo Christopher. — lhe deito na cama e fico sobre ele com rapidez e começo a beija-lo ele
Corresponde e me pega com força.

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Louca Atração | VondyHistórias para pegar e não largar. Descubra agora