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Dulce

Com o passar dos dias as coisas foram se normalizando. Eu prometi tentar esquecer toda minha mágoa com relação a Belinda e ele. Na época eu me senti traída, apunhalada.

O salão ia de vento em polpa. O movimento só aumentava e graças a isso minha vida mudou. Consegui me mudar para uma casa maior, com minha tia. Ela não tinha palavras para me agradecer. Mas o autor de tanta mudança era Christopher, que me presenteou com tudo pronto. Mesmo o gerenciamento sendo meu, eu jamais conseguiria montar algo tão grande assim.

Minha tia estava me ajudando no salão, dava a ela um salário bom todo mês. Nunca pensei que seria assim. Ela topou de primeira e era meu braço direito agora também no trabalho. Enquanto eu atendia uma cliente, minha ajudante Babi me chama dizendo que alguém queria falar comigo.

(...)

Não acreditei quando vi quem era. Belinda estava na porta do salão, séria e muda. Eu não gostei nada de vê-la outra vez. Me aproximei já com receio.

— Eu posso falar com você Dulce? Sei que não devo mas...

— Isso.. exatamente. Você não pode e não deve parecer assim do nada! — eu digo séria e meio alterada.

— Eu entendo, mas tenho meus motivos para ter mentido. Pode me ouvir?

— Como me explica sua aparição do nada? Justo agora que a ferida está cicatrizando você surge? Olha, eu nunca imaginei que você fosse tão ordinária.

— Dulce... Eu preciso dizer. Olha, Eu não o via a anos, e quando nós vimos eu descobri que ainda o amava. Mas em nenhum momento eu escondi porque quis. Christopher me pediu que não te contasse nada.

— Eu já sei. Todos sabemos. E tá na cara que quando estávamos no mesmo ambiente você faltava o comer com os olhos. Entenda que o tempo passou, as coisas mudaram. Oque vocês viveram ficou no passado, não queira misturar isso.

— Dulce, eu sei disso. Mas não quero perder sua amizade, entenda.

— Você já perdeu. Posso está sendo exagerada, mas pensa, não tem a melhor condição de sermos amigas de novo, você acabou de confessar seu amor pelo meu namorado! — rio de nervoso.

— Você tem razão! Mas por causa dele eu não vou deixar de dizer o que eu penso agora. Bom.. eu só queria dizer isso mesmo. E já que você não consegue levar a vida sem a intromissão dele, eu não posso fazer nada. — ela se vira e eu a pego pelo braço.

— O que está dizendo??

— Que você só é o que é, e faz o que faz por causa dele. Christopher manda em você. E tudo que está conseguindo é graças a ele. — seu olhar foi frio.

— Pois bem... era tudo que você queria, sua vida nas mãos dele não é??! Cai fora daqui, e vê se me esquece e esquece o Christopher de vez!!!

Ela sai soltando fogo pelas ventas. E eu supresa com tamanho teatro de quando ela surgiu. Como conseguia ser tão falsa? Eu não acredito que estava tão óbvio o caráter dela. Finalizei com minha cliente e fui ver Chris.

Eu tinha que dizer tudo a ele, mesmo sabendo que tínhamos que esquecer essa fase. A única pessoa que melhor me entenderia seria ele.

— Como ela pode??? Devia ter barrado a entrada dela lá. — ele diz sentando na cama

— Eu estava longe da entrada, e demorei a reconhecer a face. Mas sabe, eu disse umas boas verdades a ela, e foi aí que a máscara caiu. — digo satisfeita.

— Agora eu fiquei surpreso. Essa pose de vítima apaixonada era o que ela mostrava pra mim. Acredite, uma mulher rejeitada é capaz de tudo. — ele diz sério — Mas vamos esquecer isso... quero saber quando é que vamos repetir aquele feito da minha outra casa? — ele sorri com malícia.

— Que feito? — eu fingi não lembrar da referência ao sexo an*l que fizemos.

— Ah, você sabe... — ele me beija — sinto falta daquela sua  versão piranha.

— O que? — eu sorrio e lhe dou um tapa.

— Desculpa amor... É que em você eu consigo encontrar tudo que um homem deseja. — ele sorri com leveza e me deixa sem ação.

— Tá.. eu vou pensar no seu caso.

— O que? A não amorzinho...

— Agora eu sou amorzinho?? — pergunto de braços cruzados.

— Você sempre é... mas se estiver com vergonha das meninas te ouvirem, podemos ir pra lá. Aliás, aquela casa tá abandonada mesmo. Vamos trazer um pouco de alegria pra ela de novo. — eu reviro os olhos. A lábia dele sempre foi muito boa.

— Então tá... vamos, mas... terei algumas condições. — eu digo firme.

— Quais bebê? — ele fica de frente pra mim a ponto de comemorar.

— Eu direi quando chegarmos lá. — pisco pra ele e seguimos até a garagem. O sorriso de Christopher no rosto era a coisa mais hilária do mundo. Depois de uma conversa desconfortável, o melhor a se fazer era realmente relaxar. E ele parecia pressentir que eu estava afim de ousar outra vez.

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Louca Atração | VondyHistórias para pegar e não largar. Descubra agora