Goodbye, baby

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Encontramos a cabana de Paul, estava me sentindo culpada em invadir. Dessa vez teria que fazer o trabalho duro já que minha equipe não era mais minha. Carol ficou em casa, eu não queria expor ela a isso, não queria que ela corresse perigo nem que me visse devastada quando achei o recibo do hotel em uma caixa no forro do banheiro.

Victor Montgomery.
36 anos.
1,89 de altura.
Canadense.
Hospedado por 45 dias consecutivos.
Hospedado por: Lana Camurgo.

Agora tudo que me sobrava era pedir para que Carol abrisse o pendrive para ver se os nomes batiam, principalmente as datas que os Harry's transferiram dinheiro para o Hotel e para o Paul.

— Baby, Lana Camurgo... — Falei ouvindo ela teclar do outro lado da linha, sua respiração mais acelerada.

— Achei! — Gritou. — Confira as datas.

— Manda. — Falei esperando ela começar a dizer para que eu acompanhasse.

— Pelo que percebo foi 50% a 50%. Pagaram Paul metade antes e metade depois. Então o primeiro cheque tem a data de: 02 de agosto de 2012 e 06 de setembro de 2012. — Falou devagar para que eu entendesse cada palavra que saia de sua boca.

— Confere. Agora você precisa procurar o recibo do hotel e me dizer de que conta transferiu o dinheiro para essa conta fantasma: Lana Camurgo. — Falei rápido ouvindo ela voltar a teclar.

— Amor, Paul ficou no hotel entre 27 de julho de 2012 até 13 de setembro. — Falou e eu a ouvi teclando. Até agora tudo bate. — Foi hospedado por Lana e amor... — Falou abaixando a voz. — "está conta está conjunta com a de Isaías Harry's Biazin." — Leu o que estava escrito.

— Sinto muito gatinha. — Falei me sentando em um sofá velho, porém duro.

— Eu já sabia. Mas enfim, Day, traga as provas. — Ela desligou um pouco ríspida, não queria saber dela assim. Estamos em um novo começo.

levantei estofado do sofá, não sabia bem o porque mas senti de levantar. Havia uma caixa azul com laço, ao pegar ela vi Jade se aproximando, Tanto eu quanto ela estávamos curiosos sobre o que havia na caixa. Coloquei minhas luvas para não contaminar com a minhas digitais, e ao abrir me deparei com os crachás dos meus pais, cachaça que usavam na noite do acidente e que sumiram, foi por isso que não conseguiram reconhecer o corpo.
Os meus olhos encheram d'água, eu sabia do que estava acontecendo, mas buscava não acreditar. Também havia cartas, cartas autênticas, com assinatura dos pais de Carol nelas. Jade pegou a caixa de minhas mãos rápido com todas as provas que tinha e levou direto para delegacia, já tínhamos o suficiente, menos a cópia original dos bens dos meus pais passado para o meu nome. Agora eu não sabia mais o que fazer, a não ser falar com Paul.

Point of the View Caroline Biazin.

Olhar os quadros com fotos de Jade e Dayane me matava, pelo fato de Dayane ter tentado seguir uma vida sem mim. Nunca vou me perdoar por ter colocado uma família suja a sua frente e sei que ela nunca irá se perdoar por também ter ido embora. Nosso relacionamento era a base disso, saudade. Uma saudade que nós mesmas criamos, era a única coisa que nos unia e isso também nos separou diversas vezes. Hoje eu sei que é diferente, não sei ao certo o que me faz pensar nisso, apenas sei que estamos dispostas e em uma semana ela conseguiu me provar o mesmo.
Day está colocando muita coisa em jogo, uma vida com Jade que sabemos que era simples, os pais dela não são os violões da história e nem estão envolvidos com a morte das pessoas que ela mais ama no mundo. Espero que ela consiga me olhar da mesma forma, me amar e não deixar isso nos atrapalhar. Sei que não depende apenas dela, isso me abalou. Eu custava a acreditar que dormi sob o mesmo teto de assassinos. Meu sangue fervia.

The Moonlight (Dayrol)Onde histórias criam vida. Descubra agora