Voltei, sumida por motivos de falta de criatividade 😫
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A luz do Sol invade os meus olhos e desperto devagar. Viro de lado e sorrio ao ver minha pequena deitada ao meu lado em um sono profundo, Ella parece um anjinho dormindo.
Levanto-me e entro no banheiro para escovar os dentes e fazer meu skincare matinal diário.
-Bom dia, meu neném!- Falo ao sair e ver Ella sentandinha na cama com o cabelo todo assanhado por acabar de acordar.
-Bom dia, mamãe!- Ela sorri meio lenta por estar sonolenta ainda.
-Vem, vamos tomar café.- Me aproximo dela na cama e ela estica os bracinhos para que eu possa pega-lá no colo. Deposito um beijo no topo da sua cabeça e sigo para a cozinha com ela.
Sento Ella em sua cadeira de criança e coloco waffles para nós duas e chocolate quente na máquina, a mesma sorri contente ao ver o que eu preparo e rio de sua felicidade. Não é sempre que eu a deixo comer essas coisas de café da manhã, mas é natal então apenas deixei a "dieta" de lado hahahaaha.
A campainha toca e estranho por não esperar ninguém essa hora da manhã.
-Quem é?- Pergunto receosa de abrir.
-Sabina?- Uma voz inconfundível que não escuto há um tempinho fala o meu nome do outro lado da porta e meu coração acelera.
Abro a porta mais rápido possível e me deparo com o dono da voz.... Tyler!
Ele me abraça forte e retribuo da maneira mais apertada possível.
-É você mesmo?- Pergunto tocando no rosto dele e ele assente sorrindo.
-Sim, sou eu minha gatinha!- Ele me chama pelo apelido que chamava quando éramos namorados e sorrio. -Preciso te contar tanta coisa...
-Mamãe, tá queimando eu acho.- Ella grita da cozinha e ele me olha estranho.
-Fica aqui que eu volto em dois segundos!- Corro para cozinha e o mesmo assente.
Desligo as duas máquinas e pego Ella no colo para conversar com ela, algo muito importante está para acontecer e ela é pequenininha demais ainda.
-Filha, sabe quem chegou?- Pergunto com os olhos marejados. Nunca imaginei que esse dia iria chegar...
-O tio Bailey?- Ela pergunta sorrindo e animada. Porque ela pensou nele de primeira?
-Não. Outra chance!- Falo e ela pensa novamente antes de dar uma resposta.
-A vovó?- Pergunta e eu nego com a cabeça.
-Quer ver?- Pergunto e ela assente curiosa.
Vou para a sala com ela no colo e vejo a figura de Tyler de costas para nós sentando no sofá, Ella me olha estranhando e sorrio para ela.
-Tyler, quero que conheça alguém!- Chamo ele e o mesmo vira para trás enquanto Ella se esconde em minhas pernas. -Essa é a nossa filha, Ella.
-No-Nossa filha?!- Ele pergunta com os olhos marejados e chega mais perto dela, abaixando-se e tocando nas mãozinhas de Ella.
-Ela é a sua cara, né?- Falo sorrindo e ele assente sorrindo também para mim. -Filha, pode sair daí! Esse é o seu papai.
Ella nega de sair de trás das minhas pernas e eu abaixo para pegar a mesma no colo e vou com ela até o sofá, Tyler apenas nos acompanha emocionado.
-Quando você descobriu, gatinha?- Tyler me pergunta.
-Logo que você partiu. Me doeu tanto passar por tudo isso sem você!- Falo me referindo a gravidez e nascimento de Ella. -Me explica como você está aqui, Tyler! Porque você nunca veio me ver?
-Tudo começa no dia do acidente, na verdade ele nunca aconteceu. Dois sequestradores planejaram tudo falso para levar todo mundo que estava dentro do avião para o Líbano e nos mantiveram lá por esse tempo todo! Fui liberado semana passada por eles e tentei te ligar diversas vezes mas a ligação nunca funcionava, então decidi tentar a sorte e ver se você ainda morava aqui. - Ele termina de falar segurando na minha mão.
-E você vai voltar para casa?- Pergunto esperançosa.
-Claro que sim! Eu voltei para você, e agora vocês gatinha.- Ele me abraça e Ella apenas observa a cena.
Não me impressiona ela está meio confusa e perdida, ela tem apenas dois anos e não deve estar muito preparada ainda para esse acontecimento tão grande.
[...]
Tyler já está aqui em casa há um bom tempo e eu estou saindo para trabalhar agora, combinamos que Ella iria comigo mesmo que ela não tenha escola hoje porque ele ainda não sabe cuidar dela.
-Tchau, Ty! Qualquer coisa me liga pelo telefone da casa. Voltaremos as cinco.- Dou um selinho no mesmo e saio pela porta de mãos dadas com Ella.
-Mami, posso te perguntar uma coisinha?- A pequena me olha enquanto a coloco no carro.
-Claro, bebê!- Falo e ela respira fundo antes de continuar a falar.
-Agora o papai que vai ficar com a gente?- Ela questiona.
-Isso, meu amor! Ele voltou para ficar para sempre com a gente.
-Mas e o Tio Bailey? É que eu amo ele. - Ella fala triste e com os olhinhos marejados.
-Meu amorzinho, você pode continuar vendo o tio Bailey sempre! Ele vai ser seu amigo e o papai o seu pai.
-Mas é que eu queria que vocês casassem que nem os filmes de princesa... Eu queria ele como o meu papai!
-Filha, você já tem o seu papai! O tio Bailey é só o seu tio.
-E você não ama ele, mamãe? - Ella me pergunta e por algum motivo meu coração acelera e minha boca trava, instalando um silêncio no carro após a pergunta.
Porque eu não consigo respondê-la? Porque eu não consigo dizer que não amo Bailey?
[...]
Depois daquele constrangimento, Ella dormiu no carro e quando acordou esqueceu que eu não havia respondido.
-Bina? - Bailey bate na porta do meu escritório e eu respondo chamando o mesmo para entrar.
-Oque quer, May? - Falo seca sem saber o motivo.
-Nossa, para que grosseria?- Ele ri ofendido.
-Aí, desculpa! - Rio e ele olha sorrindo para Ella que dorme no sofá. -Fofa demais né?
-Muito. Que saudade que eu tava dessa pequena! - Ele deposita um beijo na sua bochecha e senta na cadeira em frente a minha mesa. -So vim entregar esses papéis com os gastos totais da apresentação final. Revisa tudo e manda a Sofya levar até lá por favor!
-Claro!- Pego a pasta que ele me dava. -Quando ela acordar, podemos ir lá te ver? Ela estava doida para te encontrar.
-Ia te pedir exatamente isso. Não esquece se não vou ter que voltar aqui!- Ele sorri e sai da sala. E que sorriso....
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Long years without him- Sabiley
FanfictionApós o amor de sua vida falecer em um terrível acidente, Sabina Hidalgo precisa recomeçar e cuidar de sua pequena, Ella, sozinha. Oque Sabina não esperava era que o amor voltaria a tocar em seu coração novamente mais rápido e incontrolável do que e...
