Capitulo 12

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Por Scorpius

-Pais... este é Thomas Scamander!

-Muito gosto menino!- disse o pai Harry.

-Sim, muito prazer- disse o pai Draco.

-Não aprendes mesmo Draco, prazer é na cama -ouvi o meu pai Harry dizer ao pai Draco e sorri com aquilo.

-Muito gosto senhor Potter e senhor Malfoy- disse Thomas um pouco corado.

-Qual é essa de senhor? Para o nosso genro é Harry e Draco.- os meus pais sorriram- ahh e sem a parte do senhor.

-Scorpius, meu filho, a diretora disponibilizou-nos uma sala para falar, vamos até lá e tens de te alimentar, ainda hoje vieste para cá e parece que já estás mais magro. - Disse o pai Harry.

Se o meu pai era super protetor? Sim ele era. E eu apercebi-me que apesar dele não mostrar e ser extrovertido com o Thomas como o meu pai Draco estava a ser, ele tinha-o aprovado.

Dirigimo-nos para a sala que a diretora disponibilizou e sentamo-nos em frente à grande lareira que estava acesa. Os meus pais num sofá, encostados um no outro e eu e Thomas noutro, simplesmente sentados com uma postura firme.

-Então? Quando é que vocês de conheceram- perguntou o meu pai Harry. O que responder? Nem eu sabia. Como é que ia explicar ao meu pai o amor à primeira vista? Estava a ficar tenso e Thomas notou.

-Bem... eu vou-lhe ser sincero... Harry... conhecemo-nos à algumas horas atrás.- O meu pai levantou uma sobrancelha e olhou com cara de interrupção para nós dois- Ele vinha a entrar no salão principal, lindo como sempre e os nossos olhares cruzaram-se. Eu fiquei perdido nele naquele momento. Bem na verdade... eu já sou apaixonado por ele desde a primeira vez que o vi- olhei para ele corado enquanto ele olhava para o meu pai sério- mas sinceramente nunca pensei que ele algum dia me fosse notar... fiquei mesmo feliz quando o vi durante todo o jantar a olhar para mim com cara de babão. Eu espero que o senhor me aceite, é que não pense que quando vocês saírem daqui que eu vou mandar o seu filho passear, eu vou conhecê-lo mais do que qualquer pessoa aqui conhece.- o meu pai sorriu.

-Eu gosto dele, tem atitude e parece-me bastante sincero.

Eu sorri também, mas algo se passava com Thomas e eu podia sentir isso, ele estava sério de mais para o meu gosto e quem botou isso também foi o meu pai Draco que se retirou dos braços do meu outro pai e agachou-se a frente de Thomas.

-O que é que queres perguntar querido? Não tenhas vergonha. - Thomas corou.

-Eu na verdade quero perguntar duas coisas... - Eu fiquei tipo "??"

-Podes perguntar, nós vamos-te responder ao que quiseres. - Thomas suspirou

-Como é que o Scorpius tem um Obscurial dentro dele? - Vi o pai Draco fazer uma cara triste e eu sabia o porque daquela cara.

-Bem... quando eu estava grávido do Scorpius eu fui raptado pela minha própria família. Eu passei por muito stress e acho que passei isso para o Scorpius. A minha magia reprimiu muito por causa de todos os abusos que passei em casa. Quando eu decidi ter um bebé com O Harry nunca pensei que isso pudesse ter consequências para ele. Eu não tenho um Obscurial dentro de mim, mas de alguma forma o Scorpius desenvolveu um.- suspirou- Ouve uma fase em que eu e o meu marido ano estávamos muito bem e nós levávamos uma vida totalmente de muggle, não usávamos magia porque os utensílios deles movidos a eletricidade eram muito mais práticos. Quando eu passei a passar pouco tempo em casa o Scorpius levou com todo o stress de Harry e começou a reprimir a magia dele porque ele estava deprimido. E mais tarde vim a descobrir que os filhotes tem de estar perto da mão para não deprimirem. Como eu sou aurore estava com muito trabalho na época. E sabes meu querido eu sinto que parte na culpa dele ter desenvolvido isso é minha. -Disse o pai Draco triste e eu comecei a ficar triste também, não era culpa dele.

O meu pai Harry levantou-se e abraçou-o dando um beijo no seu pescoço.

-Não amor, não é culpa tua, nós não tínhamos como controlar isso. Tu ouviste o que é que o especialista disse...

-Não se preocupem, eu estou bem. Qual era a outra pergunta querido?- Thomas corou muito forte e ficou desconfortável, remexia-se no sofá de um lado para o outro.

-Bom... eu... - olhou para mim. Ao notar que eu o olhava ele desviou a cara e arregalou os olhos com vergonha- eu queria saber como.... ahmmm...

-Pergunta querido não tenhas vergonha estar em família.

-Euqueriasabercomoéqueeupossoterumbebétambém...- disse ele rápido mais e ninguém percebeu. Ao notar que todos estavam confusos, ele suspirou e cobriu o rosto com as mãos, vermelho. - eu queria saber como é que posso ter um bebé também.

Eu arregalei os olhos e senti o meu rosto queimar. Ele tinha 15 anos, ele queria um bebé?

Os meus pais perceberam a minha vergonha e eu percebi a deles também misturada com a confusão.

-Eu não estou a dizer que quero um bebé agora, sou muito novo... mas eu quero, daqui a uns anos- e olhou para mim como se me pedisse apoio. Eu sorri e pensei na possibilidade de nós dois termos um bebe, loirinho como nos.

-Isso é muito relativo meu querido, varia de caso para caso, mas quem sabe quando chegar a altura eu te ajudo. - meu pai sorriu e vi o Thomas ficar animado. "um bebé" pensei eu. Agora eu também queria um bebé, queria um bebé com ele.

-Thomas?- chamou o meu pai Harry. -És muito parecido com a tua mãe- disse enquanto sorria.

Conversamos muito durante aquele tempo e acho que os meus pais gostaram muito dele.

-Que irónico, temos 2 Slytherins e 2 Gryfindores nesta sala. E muito loiro, estou-me a sentir a mais - disse o meu pai Harry- eu sabia que o meu gosto por loirinhos ia passar para ti meu filho- sorri com aquilo.

Olhei para Thomas que falava com o meu pai Draco, e ele estava lindo, corado e com um bocado de sono aparente em sua cara.

Eu queria dormir com ele aquela noite, queria poder acordar com ele amanhã de manhã e dizer o quanto ele era lindo. "Puta que pariu eu estava apaixonado de mais"

- Filho, nós temos de ir. Está tarde.- assenti e despedi-me dos meus pais. Thomas fez o mesmo. -Vamos marcar um almoço no domingo tudo bem? Gostei muito de ti Thomas, se magoas o meu filho.... - o pai Draco puxou-o para a lareira com a rede de flu e ambos foram pelo fogo para casa.

Olhei para Thomas, caminhei até ele é beijei-o.

-Dorme comigo esta noite.- disse apenas. Ele assentiu e segui-o comigo para o meu dormitório. Ninguém me iria dizer nada de o levar para lá e uma vez que os quartos eram individuais, não tinha mal nenhum.

-Scorp?- chamou ele- porque é que não disseste aos teu pais que nós não namoramos?

-Mas nos namoramos- respondi-lhe. Ele parou de andar e ficou a olhar para mim- Ou não queres?

-Isso foi um pedido de namoro Scorpius Malfoy-Potter?

Sorri. Ajoelhei-me à frente dele.

-Thomas Scamander, conheço-te à apenas algumas horas, mas o que eu sinto por ti é evidente. Aceitas namorar comigo?

-É claro que eu aceito Scorpius!- ele disse corado enquanto uma fina lágrima de felicidade aparecia no canto do seu olho.

Eu o beijei com intensidade e senti algo se formar no meu dedo, olhei e vi uma aliança fina de prata que tinha uma linha ainda mais fina de diamantes. "Uma aliança de namoro?"

Ele parecia tão confuso quando eu.

-Sabes... Scorpius? Dizem que quando as pessoas são almas gémeas destinadas a estar juntas que a magia faz coisas incríveis. Acho que fomos feitos um para o outro.

Com todo o meu amor 2Onde histórias criam vida. Descubra agora