Por Hugo
Não estou perdidamente apaixonada pelo Justin. Acho que o Thomas pensou isso quando lhe disse que o queria fisgar, mas eu não estou apaixonado como ele esta pelo Scorp.
Eu tinha uma atração muito forte pelo Justin, desde o meio do quarto ano, mas acho que não era amor. Não consigo amar ninguém sem conhecer.
O Thomas é muito querido, ele encorajou-me a ir falar com o Justin e por momentos pensei que fosse dar certo, mas depois ele ignorou-me, nem olhou para mim e eu senti que tudo estava a cair sobre mim de novo. Todas as inseguranças, as recaídas, as noites acordado. Tudo caia sobre mim. Mas eu não conseguia chorar, as lágrimas estavam nos olhos, mas não caiam.
Sai do grande salão, sem dar uma explicação a alguém sobre onde ia. Subi até à torre mais alta do castelo, a torre de astronomia. O vento frio da manhã batia na minha cara, a minha pele arrefeceu e um arrepio percorreu a minha espinha.
A verdade? Eu era uma pessoa sozinha, não me achava verdadeiramente interessante para ter amigos, para falar com as outras pessoas e manter um assunto. Não tinha amigos, as vezes conversava com a minha irmã e a namorada dela e outros colegas quando o assunto era trabalhos de grupo.
A minha vida na escola resumia-se a aulas e quarto, aulas e quarto sempre o mesmo. Eu era deprimido, pensava em coisas que não devia pensar, mas eu não conseguia controlar.
Coloquei as mãos na varanda da torre de astronomia e olhei para baixo "Quem é que iria sentir falta? Afinal, sempre fui sozinho. Nunca ninguém se importou mesmo."
Desde o meu primeiro ano a história era a mesma, eu todos os anos pensava em acabar com a minha vida.
Passei para o lado de fora da varanda. Bastava largar as mãos e dar um passo para a frente para que tudo acabasse e está dor cessasse.
Funguei, agora as lágrimas caiam e com muita força.
No momento em que me ia largar, duas mãos contém seguraram os meus pulsos e eu olhei para trás.
-Não saltes...- disse uma voz profunda- não vai adiantar. Depois quando fores um pequeno fantasma vais ficar na dúvida se irias ou não conseguir resolver os problemas.
Olhava sério para aquela pessoa atrás de mim. Teddy Lupin, eu conhecia-o, quem e que não conhece o menino bonito de cabelos azuis?
-Volta para a parte de dentro, eu ajudo-te.- Teddy passou os braços pelo meu tronco ajudando-me a passar para o lado de dentro sem que acidentalmente eu caísse para trás.
Quando passei totalmente a grade de segurança abracei-me ao corpo dele que me abraçou logo em seguida. Eu precisava daquele abraço, de ter algum carinho naquele momento é de alguma forma eu sabia que ele também sentia que eu precisava disso.
Mantive-me um bocado no calor do seu corpo, as lágrimas caiam dos meus olhos, mas eu não fazia nenhum barulho.
-Estás bem? - perguntou ele
Assinei que sim com a cabeça e mantive-me encostado ao seu peito. Ele era muito mais alto que eu e acho que para olhá-lo nos olhos tinha de inclinar a cabeça ao máximo para cima.
-Olha eu tenho Poções agora, sou o Teddy Lupin, espero que me digas o teu nome para que te possa procurar depois da aula. - ele falou rápido de mais e eu entendi a pressa dele... poções.
-Hugo... Hugo Weasley- disse eu confuso.
-Eu não posso me atrasar para a aula. Peço-te que me acompanhes até la baixo é que profetas que não vais subir de novo.- olhei para os seus olhos escuros e assenti. Eu não ia mesmo voltar lá, pois queria ficar aqui para saber como a minha história ia seguir dali para a frente.
Por Justin
Eu passei reto pelo ruivo, ele ficou lá parado e eu sei que provavelmente o tinha magoado. Mas eu não queria perder a minha amizade com o Scorpius ao magoar acidentalmente o ruivo. Eu conheço-me perfeitamente para saber que sou um furacão da destruição. Por isso preferi nem me aproximar dele, não falar e não o conhecer.
Mas o meu peito estava apertado, eu sentei-me na mesa da Slytherin e vi que ele ficou parado no mesmo sítio em que eu tinha passado por ele. Tentei comer, mas não consegui. O meu peito ardia de mais. Olhei para ele enquanto saia, mãos nos bolsos, cabeça baixa, o meu coração apertou ainda mais. Suspirei.
- O que é que te passou pela cabeça Justin.- Scorpius veio todo furioso para cima de mim e agarrou no colarinho da minha camisola.
-Eu fiz o que disseste Scorpius. Eu não me vou aproximar dele para não o magoar. Eu acabo por magoar todas as pessoas que toco e eu para além de não querer perder a tua amizade não quero magoá-lo.
-Mas porque é que irias magoá-lo?- perguntou Thomas sentando-se ao meu lado na mesa que já estava a ficar vazia.
-Porque eu não sei se eu gosto mesmo de homens Scorpius. Nunca estive com um sem ser- fiz uma pausa e olhei pra Scorpius, pelo olhar dele percebi que ele não queria que eu contasse- A única vez que eu fiz alguma coisa com um homem foi sexo oral e foi especificamente feito em mim. Eu não sei se eu realmente gosto... e se eu não gostar e me aperceber depois de o ter feito apaixonar-se eu vou magoá-lo e se eu o magoar o Scorpius abandona-me e eu também não quero ficar sem o meu melhor amigo. - Thomas suspirou
-Olha Justin eu não sei o que dizer para te ajudar mas acho melhor falares com ele. Eu não acho que o que ele sinta por ti seja amor, mas tu atrais-lo entendes? Fala com ele.
-Eu vou procurá-lo e falo com ele.-levantei-me para sair a pensar na forma em como o Scorpius fica manso a beira do Thomas.
Havia um grupo de meninas à porta, perguntei-lhes se elas tinham visto um ruivinho a passar. As mesmas indicaram-me para subir para a torre de astronomia que ele tinha ido para lá.
Sem questionar mais nada e nem me despedir eu subi rápido os degraus da torre.
Quando cheguei lá cima vi-o abraçado ao Lupin enquanto o mesmo lhe sussurrava palavras baixas. O meu coração parou uma batida e senti uma leve tontura. "Como é que eu o tinha perdido tão rápido?"
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Com todo o meu amor 2
FanfictionEsta fanfic é uma continuação do "Com todo o meu amor", espero que gostem. Draco e Harry estavam casados e desde que o seu filho nascera tudo parecia perfeito, até que uma acontece algo que pode mudar o rumo todo da história.
