Capitulo 22

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Por Draco

Já fazia 1 semana e uns poucos dias que tínhamos ido buscar o Scorpius à escola depois de tudo o que aconteceu. 1 semana que ele estava totalmente fechado naquele quarto escuro, ele não comia bem é só dormia. Eu sabia bem qual era a dor dele.

O Harry estava cheio de trabalho no hospital, e eu finalmente tinha arranjado um bocado de tempo para está em casa.

Bati na porta dele.

-Filho?-mas não surgiu nenhuma resposta. Bati com um pouco mais força, mas tudo o que recebi foi aquele silencia infernal. "Será que ele...". Abri a porta, tudo estava escuro, não o conseguia ver logo de início, o cheiro do quarto fechado dava-me vontade de revirar tudo o que tinha no estômago.- Filho?- acendi a pequena luz que ele tinha na mesinha de cabeceira e pude vê-lo a dormir profundamente. Ele parecia tão tranquilo, mas eu sabia que ele não estava. Toquei nele, abanei-o um pouco, queria falar com ele. Queria ajudar o meu filho.

Sei que nós já podíamos ter explicado toda a situação para o Thomas, mas ele não estava a querer receber ninguém, assim como o Scorpius não estava a querer. No entanto, a Luna disse que viria aqui com ele, sem que ele soubesse, para que tudo pudesse ser explicado. Todavia ainda não tínhamos marcado uma data viável para todos nós. Logo eu o Harry íamos estar com a férias na semana do natal, a Lovegood provavelmente também teria, então pensei em marcar para essa altura.

-Pai? O que foi?- perguntou ele baixo. Levantei um pouco o seu cobertor e apontei pra baixo do mesmo.

-Posso?- ele olhou e acenou com a cabeça.

O meu filho não parecia o mesmo, estava mais magro na cara, e provavelmente no resto do corpo. Tinha os olhos fundos, inchados e vermelhos. Ajeitei-me na cama para que ele se acomoda-se no meu peito.

-Não achas que é melhor saíres um pouco do quarto? Espairecer? - disse calmamente.

-Dói muito... pai eu nunca pensei que fosse me apaixonar por alguém, muito menos amar alguem como eu o amo. Eu sempre disse que não queria porque depois ia doer muito. E sabes? Dói tanto que eu nem me consigo levantar, não dá, as minhas pernas não mexem. Eu não quero viver sem ele ao meu lado pai. Não quero ter de ir para a escola se não for para fugir a meio da noite e ir dormir com ele. Não quero imaginar um futuro em que eu não acorde ao lado dele.- as lágrimas caiam do seu rosto e do meu também. Eu entendia aquela dor.

-Amor, tu vais fazer isso tudo ao lado dele. Sabes porque? Porque vocês amam-se um ao outro, vocês são almas gémeas. É por isso que te dói tanto. Eu entendo a tua dor meu anjo, acredita entendo mesmo. E ficas a saber que eu e o teu pai descobrimos o que tinha nos chocolates e vamos provar que tu não fizeste nada. Apesar de tudo meu amor, ele não devia ter desconfiado de ti nem fugido, deviam ter falado, mas eu entendo também o lado dele. Quando estamos num momento de pânico não fazemos coisas assim. Tu sabes a minha história com o teu pai, nós também fomos assim. Também erramos, agimos por impulso, negamos, mas no fim aceitamos e amamo-nos muito. Vocês são o fruto desse amor.

-Eu espero que ele acredite em mim... eu amo-o mesmo. Ele é tão lindo pai, eu conheço-o tão bem, mas todos os dias descubro uma coisa nova nele sabes?- pela primeira vez naquele tempo vi o meu filho sorrir- ele trinca a parte de dentro da bochecha e abre muito os olhos quando está atento. Ele começa a agarrar com dedos de uma mão nos dedos da outra quando está envergonhado. Ele trinca o lábio e faz olhos de cachorro abandonado quando está com tesão...

-SCORPIUS!! eu não preciso de saber a cara do teu namorado quando ele quer fazer sexo. -por momentos lembrei-me de uma coisa que a Luna me tinha dito- vocês usam preservativo?

-Ahm... - exitou- sim, sim, as vezes.

-Tentem usar sempre daqui para a frente.- senti que Scorpius ficou confuso, mas também querem não ficaria?

Com todo o meu amor 2Onde histórias criam vida. Descubra agora