→ 𝗮𝗱𝗮𝗽𝘁𝗮𝘁𝗶𝗼𝗻 | 𝗯𝗲𝗮𝘂𝗮𝗻𝘆
Quando Josh Beauchamp bate na porta dizendo ser da família, tudo muda de maneira brusca na vida dos dois. Any vê toda sua sanidade e moral se esvair ao perceber que seus sentimentos pelo tio são bem mais do qu...
“Agora sempre ficará gravado em mim, te levarei comigo para sempre.”
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— Sabe que não é bem assim. — reviro meus olhos e finalmente me viro para ele.
— Eu odeio a sua bipolaridade! — esbravejo tentando me manter firme. Estou dizendo a verdade. Odeio quando Josh parece decidido e não se importa com nada, e depois de um segundo já volta a trás e desiste de qualquer coisa que tenhamos começado.
— Eu odeio a sua insistência! Não consegue entender que eu simplesmente não posso tocar em você? — ele realmente ficou irritado com isso, suas palavras são sinceras demais para mostras qualquer tipo de brincadeira.
— Por quê? Por que não podemos esquecer tudo isso depois? — questiono em tom de súplica. Eu sei da promessa que fiz a mim mesma, mas eu não consigo me controlar perto dele. Eu preciso dele, e eu não me importo mais, mesmo sabendo o quanto isso é errado.
— Por Deus, Any Gabrielly... Não insista mais. — pede impaciente, se sentando na banqueta do bar e pedindo uma bebida. Que logo me entrega e me diz para beber. — Não queria ficar bêbada? Essa é a sua chance. Eu vou te cuidar daqui. — avisa pegando o celular do bolso e levando os olhos à ele.
Não acredito que veio para uma festa e não vai nem ao menos beber. Eu simplesmente não tenho mais paciência para mudar com ele.
— O que? Por que não vai beber?
— Eu estou sobre os cuidados da coisa mais importante da minha vida, não vou colocar isso em risco. — diz olhando em meus olhos. Meu coração acelera e um sorriso involuntário cresce em meus lábios. — Claro, eu poderia comprar outro carro... Mas àquele é único para mim. — fecho a cara no mesmo instante, vendo seu sorriso divertido desenhado nos cantos da boca.
— É meu aniversário, não pode ficar me negando as coisas. — minha voz saí manhosa e arrastada, enquanto me aproximo dele e sento ao seu lado. Coloco minha bolsinha no balcão e peço uma bebida forte.
Ficamos por longos minutos conversando e bebendo. Em pleno meu aniversário eu estou bêbada e conversando com o meu tio em uma festa super chata.
— O que quer de aniversário, sem ser... Você sabe. — ele faz um gesto entre nós dois, o que me faz dar uma gargalhada. Não sei o que é mais engraçado, sua língua já enrolada ou esse medo todo que ele tem de me ouvir falar que quero transar com ele.
— Sempre quis fazer uma tatuagem... Me leva pra fazer? — peço fazendo biquinho e soluçando por conta da bebida. Acho que já bebi demais.
— Sua mãe não te deixa fazer tatuagem. — ele me lembra, enquanto pede mais uma dose de uísque e volta a me observar.