A Viagem!

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O dia ainda não havia clareado completamente quando despertei

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O dia ainda não havia clareado completamente quando despertei. Tive uma noite muito difícil. Me levantei, silenciosa e fui para sala para não acordar o Erick. A sensação que eu tinha, era  que um trator havia passado por cima de mim. Decidi fazer um chá para ver se aliviava todo aquele mal-estar, embora soubesse que precisaria de infinitamente mais que um chá, para aliviar a tristeza que eu sentia naquele momento. Sentei no sofá e fiquei olhando pela janela, estava sentindo um vazio enorme, o Henry ia embora hoje e eu não sabia nem como estávamos. Incrivelmente nascia um lindo dia de sol no horizonte, o que é raro em Londres. Parecia que ele queria tripudiar da minha dor. Tomei um gole de chá, e resolvi ligar meu celular. Tinha 27 ligações perdidas do Henry, mensagens a perder de vista e correio eletrônico lotado.

Aquilo fez doer ainda mais o meu coração. Fiquei curiosa para ler, mas fiquei com medo de ver o que tinha ali, podia me enfraquecer ou me deixar mais magoada. Então, resolvi esperar, mas sinceramente, nem sabia pelo que. Tomei mais um pouco do chá e o dia já havia amanhecido completamente. Ouço meu celular tocar, era o Henry, parecia que ele estava esperando eu ligar o aparelho. Eu realmente não sabia se deveria atender. Ele insistiu e eu sem poder suportar mais, atendi.

— Alô? — Atendi fria.

— Oi amor, até que enfim! — pude perceber seu alívio ao me ouvir, apesar de seu timbre estar obviamente, triste. — Eu preciso falar com você! Por favor, não diga que não! — Implorou.

— Tudo bem Henry, pode falar! — falei tentando controlar a vontade de chorar novamente.

— Estou aqui embaixo, você pode descer para nós conversarmos, por favor?

— Henry, ainda estou de pijama, acabei de levantar e...

— Eu espero! O tempo que for! O mês todo se você achar necessário. — Sorrio fraco ao perceber seu desespero, mas não tive mais argumentos.

— Tudo bem, vou me arrumar! — Desliguei sentindo um frio imenso na barriga.

Quando cheguei lá embaixo, me deparei com um Henry tão abatido quanto eu, ele obviamente passou a noite em claro, seu semblante estava derrubado. O choro veio nos meus olhos na hora, tentei segurar, mas duas lágrimas escaparam.

— Bom dia! — sorriu abatido, vindo beijar minha boca e eu delicadamente virei meu rosto e ele me olhou arrasado por isso. — Podemos tomar um café para conversarmos ? — Sugeriu desesperançado.

— Tudo bem! — concordei passando por ele e segui para o carro deixando ele ali, parado. Logo ele veio atrás de mim e entrou no carro também.

Ele nos levou para o café que tinha no lago, um que tomamos juntos uma vez quando correríamos no parque. Sentamos à mesa e ele perguntou o que eu iria comer.

— Não estou com fome, obrigada. — Respondi olhando para o lago.

— Tudo bem! — sorriu fraco olhando para o garçom — Para mim, um café forte, por favor. — Eu não conseguia olhar para ele, estava com medo de desabar.

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