CAPÍTULO 6

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sexta
14:34hrs
dias depois..

Liz

os dias tinham passado mais devagar que uma lesma, essa semana na escola foi super chato.

tirando a parte de eu ter arrumado amizade com umas pessoas novas, super legais até.

uma delas foi a maria, ela mora aqui no morro, disse que não faz muito tempo, mas mora.

a gente conversa bastante, digamos que viramos um grupo, maria, eu, aylla e as gêmeas.

elas não se deram bem nos primeiros dias, na verdade a laysa não se deu bem.

ela ainda é meio assim com ela, acha que a menina ta se aproximando na maldade e tudo mais.

tava na Praça, com a aylla, que tava com raiva de mim mas nem recusou meu convite de vim tomar sorvete.

Liz: tipo, eu acho que to gostando de alguém - falei e ela me olhou- só tipo

Aylla: esse coração duro, se apaixonando por alguém? -falou e eu dei de ombros- quem será o famoso homem da sua caverna?

Liz: quando eu confirma, te digo gata - falei e ela revirou os olhos-

Aylla: no dia em que você se apaixonar de verdade -falou apontando pra mim- eu perco minha virgindade

Liz: cuidado com as promessas que você não vai cumprir - falei colocando a colher de sorvete na boca-

ela voltou a comer o sorvete e eu vi a maria, vindo pra praça.

ela olhou pra mim e eu chamei ela, quando ela veio sentou no banco da nossa frente e colocou os braços na mesa.

maria: eai gatonas -falou e eu sorri- cara, que calor, não aguento mais

Liz: também não, só queria uma chuva e uma netflix -falei e elas riram- gosto disso ta?

Aylla: ela disse que ta apaixonada -falou olhando pra maria- vê se pode, mente mais que tudo, Deus me livre

Liz: eu disse que achava - falei apontando pra elas-

maria: mesma coisa -falou apoiando o rosto entre as mãos- tipo, eu nunca me apaixonei de querer namorar, sempre era fogo, então nem sei o que te falar ou ajudar em algo

Aylla: eu nem sei se minhas paixões foram de verdade -falou colocando o pote de sorvete na mesa- passava tão rápido, dava tempo de nada

nem falei mais nada, não sabia se era verdade e não queria dar expectativas pra elas e nem pra mim mesma.

a gente ficou mais um tempinho ali, até a aylla dizer que a mãe dela tava ligando pra a gente subir.

[...]

tava sentada na cama, olhando pra minha parede, ela tinha umas artes que eu fazia.

tinha uns desenhos que eu nem terminei, mas outros que eu tinha terminado e tinha ficado lindo.

digamos que demorou um pouco para meus pais deixarem eu fazer isso na parede.

mas depois de um tempo eles deixaram e hoje em dia, são super de boa.

me levantei e peguei a canetinha, tomei coragem e fui terminar de fazer o desenho que tava em falta.

era uma cobra, na minha mente, ela tava bem bonita, mas deu preguiça quando fui fazer.

ouvi a porta abrir e olhei pra ela vendo o guilherme, sorri pra ele e ele sorriu também.

Gn: eai gatinha -falou vindo até mim- caralho, ta braba em

Liz: to terminando esse -falei e ele assentiu- quer o que?

Gn: teu irmão não ta ai -falou e eu assenti- ai vim te ver, termina ai, quero ver

Liz: acho que vai demorar - falei fazendo careta- mas sei lá

ele riu e eu voltei a fazer o desenho, as vezes eu pintava, mas era muito raro isso.

fiquei tentando fazer, enquanto sentia o olhar do Guilherme no meu desenho.

tava querendo enfiar essa canetinha no olho dele, odiava quem ficava olhando demais.

tentei evitar isso e continuei o desenho, que foi meio difícil, mas depois foi um sucesso.

****

Maria Vitória, 17 Anos


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