CAPÍTULO 55

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Sábado
01:01hrs

MARATONA 2/3

Lk

quando eu vi o mano caindo da laje , só pensei em avançar pra boca mesmo, tava mais perto que os cara.

foi uma das missão mais difícil que já fiz, fazia maior tempo que eu não fazia, e já tava tudo dando errado.

quando cheguei na boca tinha uns moleque, tudo novo contando droga, um até veio pra cima e eu acabei levando um tiro de raspão.

tinha prendido tudo na salinha que tinha ali, enquanto eu tava evitando de sair muito sangue.

- qual foi, deixa nos sair caralho -gritou, batendo na porta.

tinha trancado a deles e a de entrada, tava cheio de droga nesse caralho, uma guerra lá fora e os cara contando droga.

tinha uma Van do lado da casa, provavelmente tavam querendo levar ela pra outro lugar.

ouvi arrombarem a porta e virei o fuzil pra ela, vi os cara com capuz e percebi que era o Dk.

Lk: vai se foder -falei e vi ele tirar o capuz- os cara tava tentando tirar as drogas daqui, cheguei a tempo de não terminarem

Dk: levou um tiro? -falou chegando perto e vi ele tocar.

dei um soco no braço dele, vendo ele perceber que não era pra tocar.

ouvi o rádio dos cara fazer barulho e olhei pra ele, fiquei ali olhando e esperando alguém falar.

- se liga, saiu uns cara da entrada, se vocês forem por trás da pra sair com as drogas -falou e eu olhei pro Dk- leva tudo pro lugar que eu disse, fé aí

abri a porta dos cara e puxei o moleque que mais tava falando, pela gola, coloquei ele sentado na cadeira e bati com o cano da arma, na cabeça dele.

Lk: fala caralho, pra onde vai as drogas -gritei e ele ficou calado- eu vou te bater, até você falar

bati com o cano da arma na cara dele e vi a boca dele sangrar, ele ficou olhando pra minha cara e não falou nada, bati novamente, fazendo sair mais sangue.

Dk: tá bom caralho -falou me tirando de perto do moleque- fala ai seu arrombado, vai ser pior pra você do que pra gente

quando ele terminou de falar, ouvi uma explosão e fui pra porta, vendo que era no começo do morro.

- as casa que não mora ninguem, tá cheio de bomba, principalmente essa aqui -falou e eu olhei pra cara dele- se vocês não deixar a gente sair, vai ser pior pra todo mundo

Dk: fala mais -falou e o moleque negou.

dei um murro na cara dele, fazendo ele virar a cabeça pra trás e puxei a nuca dele pra frente, vendo que ele tava com dificuldade de respirar.

- todo mundo sabe que vocês tão aqui, capaz da bope chegar aí -falou e cuspiu o sangue- vão levar a droga pro galpão dos matagal, quase saindo do rio, leva em cerca de 2 horas, daqui pra lá, nosso dever era levar as drogas pra lá e pegar o dinheiro de troca, nisso eles iam colocar as drogas no avião e vazar com elas pra fora do Brasil.

olhei pro Dk e ele respirou fundo, passando a mão no rosto, tava perigoso pra caralho isso aqui.

- grego disse que tinha surpresa pra vocês na casa dele -falou tentando respirar- ele tem cara dentro do morro de vocês, cuidando dele no cativeiro, dando comida, celular pra se comunicar com a gente e tudo mais, tem polícia que tá do lado dele e só com o grego morto, que eles param

assenti e olhei pra fora, vi que os cara que tava lá, não tava mais e quando ia falar pro dk , entrou um cara apontando a arma pra mim.

ele tirou a máscara e vi o Peixe, ele sorriu pra mim e o Dk olhou pra ele.

Peixe: solta meu cria -falou apontando pro moleque- antes de tudo, manda um oi pro cobra no inferno, diz a ele que quando eu chegar lá, nos resolve o b.o

vi ele apertar o gatilho e senti meu peito arder, olhei pra baixo , vendo o sangue descer rápido.

olhei pra cima e tava quase fraquejando, quando senti minha garganta arder também e eu cair no chão.

meu olho tava fechando mas ainda vi o dk pegar a arma e atirar em direção ao peixe.

Dk: olha pra mim -falou vindo pra perto- não morre não, porra

ele continuou falando mais coisa, mas eu não consegui escutar nada.

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