Sábado
01:01hrs
MARATONA 2/3
Lk
quando eu vi o mano caindo da laje , só pensei em avançar pra boca mesmo, tava mais perto que os cara.
foi uma das missão mais difícil que já fiz, fazia maior tempo que eu não fazia, e já tava tudo dando errado.
quando cheguei na boca tinha uns moleque, tudo novo contando droga, um até veio pra cima e eu acabei levando um tiro de raspão.
tinha prendido tudo na salinha que tinha ali, enquanto eu tava evitando de sair muito sangue.
- qual foi, deixa nos sair caralho -gritou, batendo na porta.
tinha trancado a deles e a de entrada, tava cheio de droga nesse caralho, uma guerra lá fora e os cara contando droga.
tinha uma Van do lado da casa, provavelmente tavam querendo levar ela pra outro lugar.
ouvi arrombarem a porta e virei o fuzil pra ela, vi os cara com capuz e percebi que era o Dk.
Lk: vai se foder -falei e vi ele tirar o capuz- os cara tava tentando tirar as drogas daqui, cheguei a tempo de não terminarem
Dk: levou um tiro? -falou chegando perto e vi ele tocar.
dei um soco no braço dele, vendo ele perceber que não era pra tocar.
ouvi o rádio dos cara fazer barulho e olhei pra ele, fiquei ali olhando e esperando alguém falar.
- se liga, saiu uns cara da entrada, se vocês forem por trás da pra sair com as drogas -falou e eu olhei pro Dk- leva tudo pro lugar que eu disse, fé aí
abri a porta dos cara e puxei o moleque que mais tava falando, pela gola, coloquei ele sentado na cadeira e bati com o cano da arma, na cabeça dele.
Lk: fala caralho, pra onde vai as drogas -gritei e ele ficou calado- eu vou te bater, até você falar
bati com o cano da arma na cara dele e vi a boca dele sangrar, ele ficou olhando pra minha cara e não falou nada, bati novamente, fazendo sair mais sangue.
Dk: tá bom caralho -falou me tirando de perto do moleque- fala ai seu arrombado, vai ser pior pra você do que pra gente
quando ele terminou de falar, ouvi uma explosão e fui pra porta, vendo que era no começo do morro.
- as casa que não mora ninguem, tá cheio de bomba, principalmente essa aqui -falou e eu olhei pra cara dele- se vocês não deixar a gente sair, vai ser pior pra todo mundo
Dk: fala mais -falou e o moleque negou.
dei um murro na cara dele, fazendo ele virar a cabeça pra trás e puxei a nuca dele pra frente, vendo que ele tava com dificuldade de respirar.
- todo mundo sabe que vocês tão aqui, capaz da bope chegar aí -falou e cuspiu o sangue- vão levar a droga pro galpão dos matagal, quase saindo do rio, leva em cerca de 2 horas, daqui pra lá, nosso dever era levar as drogas pra lá e pegar o dinheiro de troca, nisso eles iam colocar as drogas no avião e vazar com elas pra fora do Brasil.
olhei pro Dk e ele respirou fundo, passando a mão no rosto, tava perigoso pra caralho isso aqui.
- grego disse que tinha surpresa pra vocês na casa dele -falou tentando respirar- ele tem cara dentro do morro de vocês, cuidando dele no cativeiro, dando comida, celular pra se comunicar com a gente e tudo mais, tem polícia que tá do lado dele e só com o grego morto, que eles param
assenti e olhei pra fora, vi que os cara que tava lá, não tava mais e quando ia falar pro dk , entrou um cara apontando a arma pra mim.
ele tirou a máscara e vi o Peixe, ele sorriu pra mim e o Dk olhou pra ele.
Peixe: solta meu cria -falou apontando pro moleque- antes de tudo, manda um oi pro cobra no inferno, diz a ele que quando eu chegar lá, nos resolve o b.o
vi ele apertar o gatilho e senti meu peito arder, olhei pra baixo , vendo o sangue descer rápido.
olhei pra cima e tava quase fraquejando, quando senti minha garganta arder também e eu cair no chão.
meu olho tava fechando mas ainda vi o dk pegar a arma e atirar em direção ao peixe.
Dk: olha pra mim -falou vindo pra perto- não morre não, porra
ele continuou falando mais coisa, mas eu não consegui escutar nada.
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Diante do Morro
Fiksi PenggemarApós uma decepção, siga em frente, sem levar consigo o peso do que ficou para trás.
