Capítulo 13

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Noah

Sem esperar nenhum segundo juntei nossos lábios, era uma vontade quase sufocante, como se eu tivesse esperado a semana toda por isso, e esperei mesmo, quem eu queria enganar? Por mim tinha beijado ela ainda no elevador, mas vê-la toda molhada e com frio quase me matou, não estava tão ruim, não era anormal pegar uma chuva em Londres, mas eu só queria ver ela bem, quente e aconchegada em casa.

Meu plano era pegar um vinho e tocar sua campainha, sugerir um jantar e se tivesse sorte ela aceitaria, queria estar perto dela, ouvir sua voz, me corrói mil vezes por não ligar, ouvi ela reclamar uma vez com Loren sobre um cara que ligava todo dia e que estava enchendo o saco dela, eu definitivamente não queria ser aquele cara, e agora ela estava ali no meu sofá e estávamos nos beijando.

- Aí! - Nos separamos de supetão quando ela derramou café na minha perna - Pelo visto temos um sério problema de derrubar líquidos um no outro.

- Meu Deus, me desculpa! - Ela olhou para mim enquanto abanava a perna e riu.

- Tudo bem, foi só o susto. - Olho pra calça e dou um sorriso de lado - Se quer tirar minha calça é só abrir, não precisa derramar coisas em mim.

- Babaca! - Ela se levanta e toma mais um pouco de café - Gostei bastante do seu apartamento.

- Pode vir quando quiser, vizinha. - Caminhei até a cozinha e peguei um pano para limpar minha calça.

- Você acabou de chegar da Itália? - Ela caminhou até a janela e afastou a cortina, a água caia na janela e ela fez o mesmo movimento com o dedo.

- Sim, eu iria te ver, mas parece que você poupou a viagem, eu ia tentar ser romântico e aparecer com uma garrafa de vinho, quem sabe eu não conseguiria algo? - Digo em tom de brincadeira.

- Não acho que precise de vinho. - Ela se vira quando já estou bem perto - Acabamos de nos beijar, e eu só bebi café.

- Estava falando de algo mais intenso, o beijo não saciou nem um por cento do meu desejo, preciso te beijar mais, mas antes... - Tiro a xícara quase vazia das suas mãos - Por garantia.

Agarro seu corpo e rodo de forma que ela fique de costas para o sofá, não deixo de olhar seus olhos em nenhum segundo, era uma conexão inexplicável, era como se eu pudesse ficar encarando-a a vida toda, fui depositando seu corpo em cima do sofá e a xícara na peque a mesa de centro antes de me estender por cima dela.

Beijo seu pescoço, sua bochecha e nariz, encaixo meu quadril no meio das suas pernas e quando fiz um pouco de pressão ela gemeu, eu quase enlouqueci, quase arranquei minha calça de qualquer jeito e invadi seu corpo de vez, mas me controlei, sua boca sempre me pareceu convidativa, mas eu não sabia que beija-la traria aquela sensação, era quente, enloiquecedor, apaixonante e mesmo assim confortável, doce, e calmante.

Era um vendaval, e nós nem tínhamos feito sexo ainda, será que essa era a sensação? Ser tudo e nada, não era uma coisa infantil, era um sentimento maduro e firme de pertencimento, eu pertencia a ela naquele momento porquê não acho que existisse uma coisa que ela me pedisse naquele momento que não faria, ela era uma deusa semi nua deitada na minha sala, como um presente mandado para mim e eu agradeceria por ele, cantaria por ele, daria prazer a ele, a minha deusa.

Levanto seu corpo junto do meu, ainda á beijando, caminho para as escadas, ela me olha com aquele olhar intenso, agora cheio de desejo, o roupão se abriu um pouco me dando a visão do vão de seus seios, e eu os achava tão perfeitos, segurei sua bunda com mais força e ela suspirou, e para mim foi mais que agradável vê-la tão entregue.

Entrei no quarto calmamente, devagar depositei seu corpo no meio da cama, seu rosto estava sem maquiagem, suas bochechas estavam vermelhas e os olhos azuis estavam incríveis, estava tão bonita que doia, e por um segundo senti inveja de todos os homens que já á tiveram, porque eu queria estar no lugar de todos eles, ter tudo ela apenas para mim, então eu teria que fazer com que fosse incrível para ela, para que sempre se lembrasse de mim.

Tirei minhas roupas devagar enquanto ela avaliava cada parte do meu corpo, seu olhar era tão quente, joguei tudo pelo chão, devagar beijei sua perna, depois o joelho e a parte de dentro da coxa, fiquei em cima do seu corpo, ela passeou a mão pelo meu tórax, fechei os olhos enquanto ela me explorava, eu estava excitado demais, foi quase doloroso porque minha vontade era estar logo dentro dela.

Quando sua mão alcançou meu comprimento não segurei o suspiro de prazer, e quando abri os olhos lá estava ela, me olhando nos olhos enquanto fazia movimentos de vai e vem, não desviei o olhar do seu, nem quando ela passou a cabeça por sua entrada e gemeu, segurei o nó do roupão o desfazendo em segundos, abri revelando seu corpo, seus seios fartos, a barriga lisa, o quadril largo me deu água na boca, eu pensei nas deusas das histórias mitológicas, sedutoras e lindas que enfeitiçavam os pobres mortais, eu era o pobre mortal ali.

- Você é tão linda. - Passei a mão trêmula por seu seio esquerdo e ela gemeu.

- Noah...

Beijei sua boca, seu pescoço, os seios, passei a língua pelo bico endurecido e ela se contorceu, isso, era essa a sensação que eu queria, ver ela se contorcendo, pedindo, me puxando de encontro ao seu corpo como estava fazendo, eu nem mesmo sabia que desejava tanto aquela mulher até aquele momento.

Beijei sua barriga, segurei suas pernas antes de mergulhar em sua intimidade, Cristal jogou a cabeça para trás e arqueou o corpo, ela estava tão quente e molhada, minha língua passeou por toda abertura de carne macia, subindo descendo, pra dentro e pra fora e ao redor do seu botão pulsante, brinquei com seu clitóris passando a língua ao redor, muito de leve por cima e depois beijando, Cristal segurava minha cabeça e se esfregava em mim em busca de alívio, passei a língua novamente por toda intimidade e voltei para o clitóris, chupei devagar e apertei entre os lábios fazendo ela gozar.

E aquela cena foi linda, os gemidos mais altos, a vermelhidão da sua pele, seu corpo trêmulo pelo prazer, eu tinha quase certeza de que nunca tinha ficado tão satisfeito em fazer uma mulher gozar, e quando ela abriu os olhos e sorriu eu soube, eu não sairia das suas garras tão cedo.

Cristal - Livro 3Histórias para pegar e não largar. Descubra agora