Capítulo 30

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Cristal

  O que se veste em uma festa como essa? Eu não fazia ideia, mas pelo que Noah e Mariah falaram não era nada que necessitasse de uma roupa chique demais, nem vestidos de noite, e nada muito simples, eu não queria parecer desleixada.

Vesti um vestido longo, a saia era de ceda esvoaçante, o corpete tinha uma malha grossa e firme, era todo estampado com flores, tinha alças grossas e um decote V que deixava meus seios apertados e bonitos.

Passei um pouco de maquiagem e deixei meu cabelo soltou, coloquei meu colar favorito, tinha sido um presente do meu pai, tinha uma pedra azul solitária na corrente de prata, ele dizia que lembrava meus olhos, e combinava com as flores do vestido, alguns anéis delicados nos dedos, passei perfume e sai do quarto.

Estava tudo em silêncio e eu estava com certeza atrasada, quando olhei para o final da escada não conti o sorriso, Noah estava lá de pé, vestido com jeans e camisa escura, uma jaqueta também escura cobria os braços fortes e o cabelo ainda estava um pouco molhado, meu coração estava disparado no peito e sua expressão me deixava com vontade de rir.

- Você está, a coisa mais linda que já vi na vida. - Sorri e peguei sua mão estendida.

- Obrigada, você também está bonito. - Noah me segurou pela cintura e me beijou, coloquei as mãos em seus braços aproveitando daquele beijo profundo e maravilhoso, mas quebrando-o rapidamente. - Achei que estávamos atrasados.

- Estamos muito, acho que perdemos o início, mas não ligo, contanto que eu possa te beijar.

- Não seja bobo, você tem a noite toda para me beijar, vamos.

Sorrindo saímos da casa, sorrimos um para o outro e conversamos o caminho inteiro, Noah segurou minha mão o caminho todo. Deus do céu, porque eu estava tão derretida? Não tínhamos tido uma discussão a um dia atrás? É, eu esperava que todas terminassem bem assim.

Quando começamos a nos aproximar comecei a ouvir uma música animada, não era na cidade, ficava bem perto da casa na verdade, poderíamos facilmente ir a pé, o lugar estava iluminado, era possível ver a luz de refletores no céu.

Noah estacionou em um lugar próximo, desci do carro logo em seguida e comecei a caminhar hipnotizada por tudo, ali pessoas estavam espalhadas por todos os lados, tinha um grupo de pessoas em um pequeno palco tocando alguns instrumentos, pequenas barracas fofas com comida, bebida e outras coisas, crianças brincando e correndo.

No centro de tudo tinha várias tinas grandes, pareciam feitas de pedra, com pessoas dentro que cantavam e dançavam, parecia divertido, sorri olhando aquilo, senti a mão de Nós em minha cintura me fazendo andar, eu sabia que estava parecendo uma criança, mas aquilo tudo era lindo.

Quase todas as pessoas pararam para falar com ele, eu entendia algumas palavras mas não tudo, ele me apresentou a elas, Nós pegamos canecas com vinho, tinha um gosto diferente, mas era delicioso, comemos algumas delícias, Noah fazia questão de me mostrar e explicar tudo, eu gostava da atenção dele, e de como me tratava, eu me sentia especial, em momento algum soltou minha cintura.

- Cristal, ai está você! - Me virei e encontrei Mark me olhando e sorrindo, Senti o corpo de Noah mais junto ao meu e a tensão do seu corpo quando Mark olhou para ele - Noah, como vai?

- Muito bem. - Foi a resposta dele.

- Cristal, eu te procurei a noite toda. - Sorri um pouco sem graça com situação.

- Oi Mark, é mesmo? Noah estava me mostrando tudo, não paramos até agora.

- Eu queria te mostrar algumas coisas, dançar, te convidar pra tomar um pouco de vinho. - Franzi um pouco o cenho.

- Caso não tenha visto, ela está com um copo na mão.

Mark parou de sorrir e olhou para Noah, os dois se encararam por segundos, eu podia jurar que estavam com o peito inflado, que ridículo, estavam agindo como crianças, Mark estava provocando, mas Noah não era do tipo que caia em provocações, pelo contrário, ele levava tudo com bom humor.

Eu iria falar, mas fui interrompida por duas moças que tinha conhecido mais cedo, elas me puxaram pelas mãos e me tiraram do aperto de Noah dando risadinhas, fui arrastada para uma das tinas e elas apontaram para ela, começaram a falar devagar para que eu entendesse que elas queriam dançar comigo lá dentro, eu não perderia essa chance, estava louca pra fazer aquilo.

Tirei as sandálias e lavei meus pés, levantei a saia do meu vestido até metade das coxas, dois homens me ajudaram a entrar, as garotas já estavam lá dentro, devagar eu comecei a pisar, era estranho no começo, mas depois ficava divertido, comecei a imita-las, dançamos e rimos por muito tempo, avistei Mariah a alguns metros, ela ria e mandava beijos para mim, devolvi e na multidão procurei por Noah.

Ele estava no mesmo lugar, não muito longe, com Mark ainda do seu lado, ambos olhavam pra mim, mas Noah sorria como se estivesse se divertindo e encantado, sorri para ele, e ali dentro daquela largar dançando ao som de uma música italiana eu percebi o quanto estava apaixonada.

Aquilo só me fez dançar e rir mais ainda, olhei para o céu limpo e girei, era uma sensação tão boa, beijei a bochecha das meninas e novamente com ajuda sai dali, mas ao invés de ser colocada no chão fui colocada em um ombro, fiquei tonta por um momento, as pessoas gritaram parecendo euforicas, senti o cheiro do perfume de Noah e revirei os olhos, ele me carregou por alguns metros antes de me colocar sentada em algum lugar, os homens que passavam por nós davam tapinhas nos seus ombros.

Eu estava sentada no banco de trás do carro, com as pernas para fora, Noah pegou uma toalha e uma garrafinha de água e começou a me limpar, quando sua mão encostou na parte interna da minha coxa senti o arrepio tomar meu corpo.

- Minha vontade é de tirar com língua. - Ele se abaixou e passou a língua da altura da panturrilha até minha coxa, olhei ao redor, mas não tinha ninguém ali - Mas não quero que perca nada, tenho certeza de que quando voltarmos para casa o cheiro ainda vai estar aqui, então vou passar a língua em você como se estivesse provando do mais doce sumo de uva.

- Não me importo de ir agora. - Ele sorriu e voltou a me limpar.

- il mio piccolo toporagno. - Sorri para ele e mexi um pouco os ombros - Não seja apressada, tenho muito a lhe mostrar, e depois faremos amor o quanto você quiser.

- Por que todos gritaram daquela forma?

- Provavelmente acham que já fomos embora e estamos fazendo sexo.

- Sério? - Ele riu e balançou a cabeça afimando.

- Me entregaram isso. - Ele levantou minha sandália e começou a colocar nos meus pés - Vamos?

- Claro, quero mais um pouco daquele vinho.

- Tudo o que quiser mio amore.

Cristal - Livro 3Histórias para pegar e não largar. Descubra agora