N/A: 8 capítulos e nós já ultrapassamos os 10k de leituras, vocês são fenomenais, muito obrigada! Continuem votando na história e boa leitura✨
Isis
— Mais um shot! — Hanna gritou, abraçando meu pescoço, nosso grupo de oito amigos rindo em volta de nós.
Hanna estava no primeiro semestre da faculdade de medicina e tinha acabado de tirar nota máxima em uma prova, então nós duas e seus amigos da faculdade saímos para comemorar. Depois do quinto copinho de vidro, eu já tinha perdido a conta de quantos ela tinha tomado.
— Hanna, querida, acho que você já comemorou bastante — Tirei o copo da mão dela, mas Hanna fez um biquinho triste.
— Ah, Isis! Não seja um namorada chata — Murmurou e me beijou antes que eu respondesse, me distraindo para pegar o copo.
— Namorada? — Arqueei a sobrancelha, incapaz de esconder meu sorriso.
— Nós transamos e nos preocupamos uma com a outra, lindinha. Isso se chama namoro — Deu risada e eu neguei com a cabeça. Realmente, agíamos como namoradas, mas era a primeira vez que ela usava a palavra.
— Tudo bem, mas se você continuar bebendo nós vamos ter nossa primeira briga de namoradas aqui — Alertei e ela bufou, os amigos dela fingiram não prestar atenção.
— Então é bom você ir para sua casa, porque eu não quero brigar e minha comemoração está só começando — Cruzou os braços e eu suspirei.
— Sério, Hanna, vamos embora e eu te dou uma carona, você não pode dirigir assim — Implorei.
— Pode ir você, Isis — Ela estava mais séria — Vou pedir uma carona para a Rebeca, ela não está bebendo hoje, fica tranquila — Rebeca, ao lado dela, assentiu.
— Não seja irresponsável, Hanna, você tem aula amanhã de manhã — Implorei, já tinha passado de meia noite.
— Isis, vai! Você está estragando minha noite já! — Perdeu a paciência e eu ri fraco, desistindo.
— Tudo bem — Respondi irritada, pegando minha bolsa e me levantando. Hanna parecia estar arrependida e segurou meu braço.
— Desculpa, eu...
— Tudo bem, aproveite sua noite — Minha voz soou ríspida. Bom, eu realmente estava irritada.
— Isis, você sabe que eu te amo, não sabe? — Segurou minha mão. Ama?
— Eu sei — Engoli em seco e saí de lá, sem me despedir de ninguém.
Horas depois, 3:17 da manhã, eu acordei com o barulho do meu celular tocando em algum canto do quarto. Vi o nome da Hanna na tela e pensei seriamente em não atender, provavelmente ela só estava bêbada e arrependida, poderíamos resolver isso depois. Entretanto, algum instinto mais profundo me fez atender.
— Oi, Hanna.
— Isis? — Foi a voz de um homem que eu ouvi, arregalei os olhos e me levantei em um pulo.
— Quem é? Por que você está com o celular dela?
— Eu... seu número estava na discagem rápida — Ele estava gaguejando.
— Onde está Hanna?
— Eu, eu sinto muito, ela... ela sofreu um acidente — Senti meu coração acelerar ainda mais.
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Monstros do Espelho
Roman d'amour[+16] O livro contém linguagem ofensiva e conteúdo sexual Era muito fácil olhar para a loira bonita e confiante nas festas de Nova York e pensar que Isis Clay tinha uma vida perfeita. Ninguém sabia sobre o assassino do seu passado, o monstro que um...
