08 - "Irritada"

2.6K 395 1.1K
                                        


N/A: 8 capítulos e nós já ultrapassamos os 10k de leituras, vocês são fenomenais, muito obrigada! Continuem votando na história e boa leitura

Isis

— Mais um shot! — Hanna gritou, abraçando meu pescoço, nosso grupo de oito amigos rindo em volta de nós.

Hanna estava no primeiro semestre da faculdade de medicina e tinha acabado de tirar nota máxima em uma prova, então nós duas e seus amigos da faculdade saímos para comemorar. Depois do quinto copinho de vidro, eu já tinha perdido a conta de quantos ela tinha tomado.

— Hanna, querida, acho que você já comemorou bastante — Tirei o copo da mão dela, mas Hanna fez um biquinho triste.

— Ah, Isis! Não seja um namorada chata — Murmurou e me beijou antes que eu respondesse, me distraindo para pegar o copo.

— Namorada? — Arqueei a sobrancelha, incapaz de esconder meu sorriso.

— Nós transamos e nos preocupamos uma com a outra, lindinha. Isso se chama namoro — Deu risada e eu neguei com a cabeça. Realmente, agíamos como namoradas, mas era a primeira vez que ela usava a palavra.

— Tudo bem, mas se você continuar bebendo nós vamos ter nossa primeira briga de namoradas aqui — Alertei e ela bufou, os amigos dela fingiram não prestar atenção.

— Então é bom você ir para sua casa, porque eu não quero brigar e minha comemoração está só começando — Cruzou os braços e eu suspirei.

— Sério, Hanna, vamos embora e eu te dou uma carona, você não pode dirigir assim — Implorei.

— Pode ir você, Isis — Ela estava mais séria — Vou pedir uma carona para a Rebeca, ela não está bebendo hoje, fica tranquila — Rebeca, ao lado dela, assentiu.

— Não seja irresponsável, Hanna, você tem aula amanhã de manhã — Implorei, já tinha passado de meia noite.

— Isis, vai! Você está estragando minha noite já! — Perdeu a paciência e eu ri fraco, desistindo.

— Tudo bem — Respondi irritada, pegando minha bolsa e me levantando. Hanna parecia estar arrependida e segurou meu braço.

— Desculpa, eu...

— Tudo bem, aproveite sua noite — Minha voz soou ríspida. Bom, eu realmente estava irritada.

— Isis, você sabe que eu te amo, não sabe? — Segurou minha mão. Ama?

— Eu sei — Engoli em seco e saí de lá, sem me despedir de ninguém.

Horas depois, 3:17 da manhã, eu acordei com o barulho do meu celular tocando em algum canto do quarto. Vi o nome da Hanna na tela e pensei seriamente em não atender, provavelmente ela só estava bêbada e arrependida, poderíamos resolver isso depois. Entretanto, algum instinto mais profundo me fez atender.

— Oi, Hanna.

— Isis? — Foi a voz de um homem que eu ouvi, arregalei os olhos e me levantei em um pulo.

— Quem é? Por que você está com o celular dela?

— Eu... seu número estava na discagem rápida — Ele estava gaguejando.

— Onde está Hanna?

— Eu, eu sinto muito, ela... ela sofreu um acidente — Senti meu coração acelerar ainda mais.

Monstros do EspelhoOnde histórias criam vida. Descubra agora