23 - "Ciumenta"

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Isis

— Esse é Ruy — Heitor apontou para o homem da foto — E agora sabemos que Ruy é um fantasma, porque seu nome verdadeiro é Carlos Cruz.

— Meu Deus — Passei a mão no rosto — Eu vou ligar para Cece — Heitor assentiu.

Meu coração acelerou quando a ligação caiu na caixa-postal. Celaena não estava atendendo.

— Ela não atende — Heitor já estava se levantando quando eu falei.

— Vamos, eu vou ligar para o Andrew — Ele vestiu a jaqueta enquanto nós saíamos rapidamente da casa dele.

No caminho, Heitor me contou o pouco que ele havia encontrado sobre Carlos Cruz. Pais morreram na infância, ele fez algumas amizades ruins com gangues e foi preso uma vez, mas saiu em pouco tempo por bom comportamento e nunca mais arranjou problemas. Ou se arranjou não foi pego.

Nós paramos em frente à casa de Cece e em segundos Heitor já estava batendo na porta. Pelo olhar em seu rosto, eu aposto que ele estava pensando em abrir a força, mas nós ouvimos a voz de Cece antes disso.

— Meu Deus, você não sabe esperar um pouquinho? — Cece reclamou abrindo a porta e uma onda de alívio percorreu meu corpo.

O cabelo ruivo estava solto e bagunçado, ela usava uma regatinha amarela e shorts de ficar em casa. Quando nos viu juntos ela sorriu, um pouco confusa.

— Eu agradeço a visita surpresa, mesmo que vocês tenham escolhido o dia em que eu decidi tirar uma folga — Abriu a porta para nós entrarmos.

— Cece, nós precisamos falar com você — Heitor falou em tom sério depois de cumprimentá-la.

— Parece sério. E o fato de vocês dois estarem aqui para isso me deixa curiosa — Ela cruzou o braço olhando para nós.

— É sério mesmo, Cece — Eu falei enquanto olhava para ela.

— O que foi? Está todo mundo bem? — Cece engoliu em seco, parecendo preocupada.

— Sim, todo mundo bem — Heitor a tranquilizou.

— Então o que foi?

— Ruy Lorcan não é quem você pensa que é — Eu respondi.

Cece pareceu aliviada, suspirou. E, nos olhando, ela deu risada e negou com a cabeça. Celaena fez um sinal com a cabeça para que nós a seguíssemos até a cozinha e pegou uma xícara de chá. Antes que eu continuasse, ela me interrompeu.

— Vocês realmente me assustaram. Não acredito que Andrew também está enchendo a cabeça de vocês com essa idiotice — Ela sorriu dando um gole no chá.

Eu olhei novamente para o cabelo bagunçado de Cece, o rosto relaxado, as roupas, o vaso com flores vermelhas na mesa da cozinha. Eram flores que ela havia ganhado recentemente. Quando mencionamos Ruy ela nos afastou da sala e do quarto e nos trouxe para cá... minha cabeça ligou os pontos.

— Você não estava sozinha, não é? — Cruzei os braços e a bochecha dela corou um pouco. Compreensão atingiu o rosto do Heitor quando ele me olhou.

— Ruy está aqui? — Heitor perguntou, mas antes que Cece pudesse responder ele já estava saindo da cozinha.

— Heitor! — Cece exclamou indo atrás dele.

Heitor foi rapidamente até o corredor, indo em direção ao quarto da Cece. Quando ele escancarou a porta do quarto dela nós o alcançamos.

— Heitor, você não tem o direito de bancar o irmão ciumento e invadir a minha casa desse jeito, isso é... — Ela parou de falar quando olhou para o quarto. Vazio.

Monstros do EspelhoOnde histórias criam vida. Descubra agora