[+16] O livro contém linguagem ofensiva e conteúdo sexual
Era muito fácil olhar para a loira bonita e confiante nas festas de Nova York e pensar que Isis Clay tinha uma vida perfeita. Ninguém sabia sobre o assassino do seu passado, o monstro que um...
Heitor abriu a porta de entrada do apartamento dele, dando passagem para mim primeiro. Como alguém que trabalhava com imóveis, eu posso dizer, por falta de palavras melhores, que Heitor tem um puta de um apartamento bom.
Assim que a porta se abriu, na esquerda, uma porta indicava um banheiro. Logo a frente, com um nível mais alto, estava a sala. O ambiente era amplo, decorado com móveis simples e bonitos, a cozinha aberta estilo americana. O pé direito era alto, e a escada levava para um segundo andar, onde provavelmente estavam os quartos. Em questão de tamanho, ele não parecia ser tão grande, mas recompensava com os ambientes bem distribuídos.
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O mais impressionante, sem dúvida, era o a varanda pequena com uma vista que exibia as luzes acesas dos prédios de Nova York, as ruas, o pequeno parque em frente ao prédio... Me lembrava muito do meu antigo apartamento.
— Você tem um lugar bem legal aqui, Ferrara — Voltei a olhar para ele. Heitor estava colando nossas malas no canto da sala.
— É, não se é de jogar fora — Brincou em um tom mesquinho — Vem, vou te mostrar seu quarto.
Eu o segui, imaginei que nós iriamos subir a escada, mas ao invés disso ele me guiou para um corredor no andar que estávamos. Heitor abriu uma porta e acendeu a luz, fazendo um gesto para que eu entrasse.
Uma cama de casal pequena ocupava o centro do quarto, uma mesinha de cabeceira ao lado. Na parede oposta estava uma escrivaninha, com espaço para notebook e alguns cadernos ou agendas ao lado. Uma prateleira tinha alguns livros e enfeites, é um quarto bonito. Uma janela grande trazia a claridade de fora, mesmo de noite, para o quarto.
Entrei no quarto e me aproximei da escrivaninha, observei a agenda preta com capa de couro. No canto inferior estava escrito "Miguel M. Lima", olhei para trás quando ouvi Heitor se aproximando.
— É do meu amigo — Heitor apontou a agenda — Quando ele vinha para Nova York costumava ficar nesse quarto, ele esqueceu isso da última vez. Pode colocar na primeira gaveta — Indicou a gaveta na escrivaninha.
— Tudo bem — Abri a gaveta, que tinha apenas alguns materiais de escritório.
Peguei a agenda, mas uma folha de papel caiu no chão. Somente quando Heitor se abaixou para pegar eu percebi que não era uma folha, e sim uma foto. Uma mulher, jovem e de cabelo escuro, estava rindo, sentada no chão de uma garagem, oficina ou algo assim. Heitor observou a foto e sorriu de lado.
— Ela é bonita — Comentei enquanto ele devolvia a foto para dentro da agenda.
— Sim, ela é — Fechou a gaveta.
— Ele guarda uma foto da garota que ele ama na agenda, isso é brega e fofo ao mesmo tempo — Lembrei das minhas fotos com Hanna que eu usava como marca-página e comentei mais para mim mesma, mas Heitor deu uma risada fraca e assentiu.