Não esqueçam da estrelinha no cap🥺✨
Isis
Eu decidi não sair do apartamento hoje. Já que Heitor resolveu meu problema com o vestido, eu me contentei com minha rotina de sempre: yoga, café da manhã e trabalho. Eu precisava terminar dois capítulos do meu livro hoje, então me isolei de tudo para concentrar minha atenção nisso. Além disso, Heitor saiu cedo e não voltou até agora, então eu não tive ninguém para me distrair.
Eu estava sentada no sofá da sala, com o notebook no colo, quando ouvi a porta se abrindo. A voz do Heitor preencheu o cômodo, ele estava falando com alguém no celular. Ele estava claramente irritado, mesmo que sua voz continuasse baixa. Heitor não parece ser do tipo que grita e perde a calma.
— Escuta bem, Carlo. Eu já te expliquei como isso funciona, nós não aceitamos esse tipo de acordo, isso não vai mudar. Isso prejudicaria toda a empresa. É melhor você cancelar isso agora, ou eu vou até aí fazer isso eu mesmo — Olhei para ele por cima do ombro.
Heitor usava uma calça social e uma camisa, ambas pretas. Ele estava segurando o celular entre o ombro e a orelha enquanto desabotoava o terno. O cabelo parecia meio bagunçado, como se ele tivesse passado os dedos entro os fios várias vezes.
Aparentemente o tal "Carlo" respondeu algo que não agradou ao Heitor, porque ele voltou a segurar o celular com a mão e olhou para cima, desistindo de tirar o terno e colocando a outra mão na testa, como se estivesse se esforçando para se acalmar.
— Não é uma questão de opinião. Nesse momento, sua opinião não significa nada. Não importa quão lucrativo seja, nós não fechamos acordos feitos de forma duvidosa — Heitor rebateu e eu fechei meu notebook.
Heitor fechou os olhos e sua mandíbula ficou tensa enquanto ele ouvia a resposta do homem que, aparentemente, trabalhava para ele. Quando eu me aproximei por trás dele e coloquei a mão em seus ombros, Heitor abriu os olhos e sorriu de lado percebendo que eu estava tirando seu terno.
— Não se acostume, essa é a primeira e última vez que eu vou tirar uma peça de roupa sua — Sussurrei e ele arqueou uma sobrancelha, voltando a prestar atenção na conversa.
— Bom, Carlo. A diferença é que quando eu faço isso eu não sou pego, porque eu faço meu trabalho inteiro bem para caralho. Tente lembrar disso da próxima vez que você cogitar falar algo nesse tom para mim de novo.
Ouvindo a voz áspera e fria eu achei melhor me afastar, mas Heitor me impediu, segurando minha mão. O toque dele, diferente da voz, era quente e suave.
— Foi o que eu pensei — Respondeu antes de desligar a ligação — Stronzo — Xingou em italiano, guardando o celular no bolso.
— Nós também temos xingamento em inglês, sabia? — Ironizei e ele sorriu.
— Todo mundo sabe que xingar em português ou italiano é muito melhor — Eu revirei os olhos e Heitor me puxou para mais perto, só soltando agora minha mão.
— Dia ruim no trabalho, Ferrara? — Reparei no olhar cansado e as pequenas olheiras, ele também tinha ido dormir tarde, e eu nem imagino que horas ele acordou.
— Não foi dos melhores — Deu de ombros.
Eu dei um meio sorriso, observando o rosto dele. Dessa vez, eu que decidi seguir um instinto meu. Heitor pareceu um pouco surpreso quando eu o abracei e beijei sua bochecha, algo como um simples cumprimento, mas que não era comum entre nós. Na verdade, eu não fazia isso com ninguém além da Lindsay.
— Obrigada pelo vestido, Ferrara — Heitor passou o braço em volta da minha cintura e olhou para baixo (para mim). Só com o olhar de canalha eu já sabia o que ele ia dizer.
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Monstros do Espelho
Dragoste[+16] O livro contém linguagem ofensiva e conteúdo sexual Era muito fácil olhar para a loira bonita e confiante nas festas de Nova York e pensar que Isis Clay tinha uma vida perfeita. Ninguém sabia sobre o assassino do seu passado, o monstro que um...
