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Música do capítulo: Olívia Rodrigo_Jealousy, Jealousy.

Deslizei a ponta de meus dedos pelo ombro de Jeon, e sussurrei próximo ao seu ouvido.

—Eu sinto muito pela morte dos seus avós...

O senti apertar os braços em volta de minha cintura, e lhe ouvi sussurrar.

—Esta doendo... Eu queria acreditar que meus pais não eram capazes de fazer o que fizeram... Por que, eu não tenho mais ninguém... Só a eles, entende?

Afirmei e afastei o rosto de seu pescoço, assim o segurando a face com ambas as mãos, e lhe fiz carinho falando suavemente.

—Você tem a mim e ao Teahyung, ok? E nós nunca vamos te deixar sozinho...

Lhe selei a bochecha, e a testa, e tornei a lhe abraçar apertado.

—Temos que ir...

O ouvi sussurrar, e eu afirmei, assim levantando e me vestindo, quando terminei, o olhei e este suspirou seguindo para a escada, e começou a descer, e eu o segui devagar.

Após chegar a praia, caminhamos até o carro, e entramos, assim o motorista, deu partida para a casa de meu pai.

Ao chegar lá, caminhei acompanhada de Jungkook para dentro.

Tudo estava bem quieto, ao ponto de ser capaz de ouvir apenas o barulho do vento passando pelas persianas.

Suspirei nervosa, e comecei a chamar o nome de meu pai, e o de Taehyung, e assim, Jeon fez o mesmo, caminhando para o andar de cima.

Procurei por toda parte, até mesmo nos lugares mais improváveis.

Porém, não encontrei nenhum dos dois, nem muito menos vestígios

Caminhei, então, novamente para o lado de fora e perguntei ao motorista.

—Você viu os seguranças? Meu pai? Taehyung?

O mesmo negou, e falou calmamente.

—Desde a hora que saímos, não vejo nenhum deles.

Afirmei sentindo minhas mãos começarem, a tremer, e eu corri novamente para dentro da casa, assim dando de cara com Jeon, o qual tinha nas mãos sangue.

Engoli a seco, e perguntei baixo.

—O-onde encontrou isso?

—No seu banheiro.

Pisquei os olhos com rapidez, e ouvi barulhos de disparos, assim correndo para a parte de fora da casa, vendo um carro preto  parado ao lado do corpo do motorista.

Olhei em volta, e vendo o motorista no chão, corri até o mesmo, vendo em sua testa a marca de um projétil.

Engoli a seco, verificando sua pulsação, e ao notar que estava tudo parado, arregalei os olhos e levei o olhar a Jeon.

Assim, o vendo balançar a cabeça em negativa.

Tombei a cabeça em confusão, e quando virei a cabeça vi a mãe de Jeon parada, apontando com a arma em minha direção.

Arregalei os olhos me levantando devagar e perguntei.

—Onde está meu pai?

—Onde já devia está a muito tempo.

A mesma falou, e sorriu assim perguntando a Jeon.

—O que faz com ela? Achei que a odiasse!

—Você estava me manipulando!

SUBMISSIVEOnde histórias criam vida. Descubra agora