53

668 68 3
                                        

Música do capítulo: One Republic_ Counting Stars.
...
Dei as costas para Hoseok e comecei a andar para dentro, me sentei no sofá e fitei a parede.

-O que você quer?

-Preciso falar com você...

-Ja está falando.

-Hayle... Por favor não me deixe por motivos bobos.

-Você querer matar meu filho é um motivo bobo?

-Eu não ia fazer nada disso.

-Não?? Então por que você falou todas aquelas coisas?

-Eu estava com raiva...eu me senti precionado pelo Jin, ele me dizendo coisas...tudo isso me deixou muito confuso.

-Você não acha que deveria ter falado antes comigo?

-Eu ia te perguntar...eu ia te contar tudo.

-Hobi...você é louco.

-Você sabe por quem.

Falou e se sentou ao meu lado tomando meu rosto por entre suas mãos.

-Acredite...eu jamais pensei em te machucar, eu nunca quis te machucar.

Me afastei de si e suspirei olhando para cima, eu tinha que está tão chorona?

-Hobi vai embora.

-Você não pode evitar de conversar comigo pro resto da sua vida.

-Se eu quiser eu evito...

Falei e comecei a o bater.

-Se eu quiser eu nunca mais te olho na cara!

Gritei ainda o batendo, suas mãos seguraram meus pulsos e meus olhos se prenderam aos seus, em um movimento rápido ele me puxou para o seu colo e eu fiquei com uma coxa de cada lado das suas.

Suspirei ainda o olhando e o vi derramar uma lágrima.

-Me desculpe...

Engoli em seco e desviei o olhar.

-Por favor...

Senti seus lábios colidirem-se com a pele da minha bochecha, aspirei e deixei o ar escapar por meus lábios.

Eu não poderia negar que não o amava. Eu o amava, e estar tão próximo de si me fazia pensar nos nossos momentos juntos.

Suas mãos seguraram em meus quadris e eu arfei o guiando o olhar.

Eu estava me odiando por retribuir com suspiros, arfares e pre-gemidos.

-Você me perdoa?

-Hobi...

-Por favor...

Disse rente ao meu ouvido, senti minha pele esquentar e meus pêlos se erigecerem, eu queria o afastar, mas ao mesmo tempo não.

O encarei e suspirei logo falando em tom baixo.

-Saia daqui...e vá embora.

Ele me fitou os olhos e abaixou a cabeça começando a chorar, sai do seu colo e fiquei em pé o encarando.

-Anda Hobi.

Seus olhos se levantaram para mim e eu o vi chorar calado enquanto me olhava.

Suspirei e levei a mão aos fios.

-Hayle...

Levei o olhar para a porta assim que ouvi meu nome, os olhos de JungKook me encararam e eu o encarei de volta.

-O que o Hoseok está fazendo aqui?

-Kookie...

-Você me disse que precisava de tempo... E agora eu chego aqui e o Hobi está aqui. Eu não tô entendendo mais nada.

-Eu vim pedir desculpas...

-Eu não falei com você Hoseok.

-Olha se vão discutir é melhor...

-Como ousa falar assim comigo?

-Cala a boca Hobi...

-Você não deixou bem claro Hobi... Você nem devia está aqui, você planejou matar uma criança.

-Eu fui manipulado!

-Isso não explica!

-PAREM!

Os dois guiaram os olhares para mim e eu suspirei, eu estava tremendo em nervosismo, senti uma leve e doida dor em meu ventre porém não tirei os olhos dos dois, meu coração batia acelerado.

-Hayle...

-O QUÊ?

Hobi apontou para o meio de minhas pernas e eu abaixei o olhar vendo sangue pingar. Arregalei os olhos e JungKook veio até mim, encarei Hobi e ele parado estava parado continuou.

-Jungkook...

-Hey vai ficar tudo bem...

-Kookie...

-Hobi eu vou precisar que você vá comigo com ela pro Hospital.

Hobi apenas afirmou com a cabeça e saiu, JungKook me pegou no colo e me levou para o carro, em poucos minutos já estávamos no hospital.

Eu fui levada para uma sala e um médico me examinou.

-Como isso aconteceu?

Ele perguntou baixo, suspirei e comecei a lhe contar tudo, logo depois ele me medicou e mandou que uma enfermeira me levasse para uma sala de observação.

Já se passavam minutos que eu estava naquela sala, meus olhos sempre atentos a tudo, e minha cabeça imaginando o que iriam falar de mim.

Logo a porta se abriu e Tae passou por ela, ele correu até mim e me abraçou, ele estava pálido e parecia preocupado. Fechei os olhos e aspirei de seu perfume, o enjôo não me veio...

-Você tá bem?

Afirmei com a cabeça e apertei o tecido da sua camisa.

-Não me deixa por favor...

-Eu não vou...

SUBMISSIVEOnde histórias criam vida. Descubra agora