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Música do capítulo: ENHYPEN_Fever

Suspirei ajustando minha camisa de maneira organizada, e caminhei em passos lentos pelos corredores de uma das empresas que davam suporte a novos pintores, e escultores.

Estava nervosa, pois apesar de está indo a uma entrevista de emprego, precisava ir com seguranças, e aquilo não me fazia se sentir muito confortável.

Engoli em seco, e desviei o olhar, assim entrando na sala onde iria ser entrevistada, e falei calmamente.

—Perdão pelo atraso, tinha um trânsito horrível no caminho.

—Entendo.

Disse a voz, e eu tombei a cabeça para o lado confusa, porém, acabando por arregalar os olhos.

—Nam? N-Namjoon?

O mesmo virou sua cadeira, e sorriu de maneira doce.

—Oh...não acredito que está aqui... Principalmente para uma entrevista de emprego... Céus! Achava que nunca mais veria você.

Sorri de canto e neguei com a cabeça.

—Não seja exagerado, eu só fiquei um pouco sumida, mas já estou aqui.

—Vejo que está... Bom, veio aqui para uma entrevista de emprego certo?

Afirmei rapidamente, e caminhei até próximo de sua mesa, e me sentei quando o mesmo me mandou sentar, o olhei e sorri largo.

—Você se sente qualificada para assinar contrato?

Afirmei levemente com a cabeça, e sorri meiga.

—Eu me sinto, completamente qualificada, e prometo ser completamente competente quanto ao trabalho.

—Bom, sendo assim sem delongas, assine aqui.

—Mas, eu sequer fiz a entrevista direito.

—Não precisa, eu sei que você vai dar conta.

Afirmei levemente, enquanto sorria, e me levantei, assim assinando e encarei Nam.

—Bom, desculpe mas, terei de ir agora... E, foi muito bom ter conversado com você novamente.

—Vamos conversar, e muito daqui pra frente.

Afirmei rindo levemente, e após um breve período de tempo, me levantei, e caminhei até o carro, porém, antes de entrar no mesmo, senti meu celular vibrar.

"Estou na praia, venha até mim

Ass: Jeon".

Encarei a mensagem, e olhei para o motorista.

—Não vamos para casa agora, mude a rota para uma praia, te direi onde fica enquanto dirigi.

E assim o carro deu partida para lá.

Suspirei nervosa apertando a borda de minha saia, e quando chegamos a praia, tirei os saltos, e sai do carro, caminhando devagar até a praia, encarei o mar, e avistei o farol, assim sentindo o celular vibrar e observei o scrã, assim lendo para seguir para o farol, e foi exatamente o que fiz.

Caminhei devagar até o farol, após chegar até lá, caminhei para dentro, subindo devagar as escadas.

Sentia os pelos de meu corpo se arrepiarem a cada novo passo que eu dava.

Meu corpo esquentou, e assim que cheguei ao último degrau, encarei a silhueta de Jeon, e respirei fundo, assim, caminhando até próximo de si, e perguntei calmamente.

—O que deseja?

O ouvi suspirar, e aos poucos se virou de frente para mim, e me encarou os olhos, um tanto sério.

Caminhou, e ficou suficientemente próximo, assim sussurrando.

—Eu te amo... Mas acho que nunca serei capaz de te perdoar.

Afirmei levemente com a cabeça.

—Eu entendo... Mas eu não fiz o que você pensa que eu fiz.

O vi negar com a cabeça e sussurrar.

—Não me conte mentiras.

—Jeon, você me conhece muito bem, e saberia certamente se eu estivesse mentindo... Eu nunca jamais seria capaz de fazer mal a alguém na vida!

—Eu...não consigo acreditar em você.

—Então por que me chamou aqui? Queria por acaso me matar? Bom, se é isso o que quer, então o faça!

—Eu...

Seus olhos vacilaram sobre mim, e o vi fechar os olhos com força, assim suspirar, e colocar de maneira rápida as mãos em volta do meu pescoço, e começar a me sufocar.

Lhe encarei os olhos, e murmurei.

—Eu te amo Jeon.

Levei a mão a sua face, e o senti fraquejar o aperto em meu pescoço, e então me puxou pelos cabelos, me beijando intensamente, enquanto sua outra mão, descia para minha cintura a apertando com leveza.

Ofeguei próximo a sua boca, e lhe comecei a tirar as peças, assim o sentindo fazer o mesmo.

Nossos corpos pegavam fogo, e minhas mãos lhe exploravam cada cantinho, assim buscando sempre por mais.

Após ambos os corpos estarem nus, o senti me pegar no colo, e me empurrar, contra a vidraça, assim me separando as pernas e se acomodando entre as mesmas.

Arfei assim gemendo dengosa, enquanto jogava a cabeça para trás, descendo uma mão por sua nuca o arranhando com leveza.

E assim, nos amamos intensamente, pela tarde, sentindo um, o corpo do outro, perdidos, e embaraçados, porém, suficientemente apaixonados, necessitados um do outro.

SUBMISSIVEOnde histórias criam vida. Descubra agora